Chá ou Café?

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quarta-feira, outubro 11, 2006

Estratégias de guerrilha nos jogos amorosos e a fragilidade das relações – uma história de chá, sem estar adoçado

A guerra entre os sexos existe, sempre existiu e sempre existirá, isso é fato. Entretanto, com o passar dos anos, tenho a impressão de que a linha que separa esses gêneros está cada vez mais frágil, provocando conflitos cada vez mais comuns e banais.

Atualmente, acredito que vivemos numa guerrilha armada sem hora para começar, muito menos para terminar. Qualquer pequeno acontecimento pode armar uma bomba e gerar uma reação em cadeia com resultados inimagináveis. Do mesmo modo que qualquer não-ação também pode ocasionar conseqüências tão desastrosas quanto.

Vivemos em tempos de guerra. Onde as relações são volúveis, as preocupações fúteis e os interesses descartáveis. Antes de fazer qualquer coisa em relação ao sexo oposto, ou em certos casos ao mesmo sexo, (não pretendo aqui excluir ninguém) é necessário, antes de mais nada, traçar um plano de guerra. Delimitar o campo de ação do inimigo, isolar o território, ter total domínio de suas fronteiras. Descobrir onde estão seus fortes blindados, postos de comando, espiões treinados e atiradores de elite. A partir do quadro minuciosamente estudado, é necessário começar a traçar as estratégias de ataque, ações de domínio, escolher as armas de combate.

Tendo tudo isso organizado, passa-se então ao embate propriamente dito. Os desafiantes escolhem suas armas, jogam suas cartas na mesa, fazem suas apostas, preparam seus blefes. Isso, porque além de estarmos em guerra, ainda estamos jogando. E o bom jogador não só conhece muito bem suas opções e posições de ataque, como também tem pleno conhecimento da munição e jogadas ensaiadas do inimigo.

Um jogo perigoso, belicoso e extremamente delicado. Cada cartada se mostra como uma nova arma. Cada tiro trocado se desenrola como mais uma carta retirada ao léu do baralho. A cada novo movimento, um blefe. A cada blefe, um novo sentimento escondido. A cada sentimento escondido, uma perda. A cada perda, uma mágoa. E a cada mágoa, um vazio maior entre um oponente e outro, resultando simplesmente num afastamento total e irreversível entre aqueles que, ao contrario de todos os outros, estavam simplesmente, no começo de tudo, tentando apenas ficar mais próximos.

Por que fingir o que não se sente e sentir o que se finge, quando é tão mais fácil simplesmente ser o que se quer ser? Por que mascarar as intenções, jogar com meias palavras, sugerir meias vontades, deixar no ar um não sei o quê, esperando simplesmente colher algo que ainda não se inventou. Para variar, as relações são extremamente simples. Nós é que, com essa mania de querer ter controle de tudo, sobre o passado, o futuro, nos esquecemos obviamente do presente e nos perdemos em jogos de azar e azar de munições.

2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Entrei aqui para ver como estava o jogo, a guerra. Parece que descobri novas estrategias e pude entender de maneira simplificada algumas coisas. Apesar de não ter que concordar com tudo. Afinal, estamos em guerra.

14 outubro, 2006 13:36  
Blogger Kel disse...

Eh, guerra eh guerra. E em tempos de guerra, eh sempre bom lembrar daquela sobre inimigos: se nao pode com eles, junte-se a eles.

16 outubro, 2006 13:37  

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