Chá ou Café?

Chá. Chá preto, chá verde, chá mate, chá de lírio, chá de cogumelo.... para reunir os amigos, para conversar, para viajar... Histórias mais filosóficas, mais sensoriais, mais espirituais, mais... ........................................... Café. Café curto, café longo, café com um pouquinho de leite. Pra acordar, pra deixar ligado, pra tomar rapidinho no balcão. Histórias do dia a dia, teorias de 2 segundos, pirações mais terrenas...

segunda-feira, outubro 30, 2006

Porque pseudo-qualquercoisas deveriam ser impedidos de liderar – uma história de café, da hora do cafezinho

Seres humanos desprovidos da habilidade de enxergar por completo qualquer tipo de processo, seja ele de produção/criação ou qualquer outra coisa, deveriam simplesmente ser sumariamente proibidos de dar ordens.

Isso porque, quando o sujeito não sabe nem quais meios levam aos fins que ele deseja, ele também não merece possuir o direito de delegar ordens a alguém. Segue aqui um exemplo prático e cotidiano da minha rotina. Tenho certeza que trocando alguns substantivos dá para enquadrar a cena em qualquer outra situação.

Você tem que alterar, imprimir e montar um folheto. Fulano chega e diz que é SÓ fazer uma alteraçãozinha aqui, outra ali, imprimir e tá pronto. Em quinze minutos tá pronto. Aí vem a realidade, entre abrir o arquivo, fazer a alteração, salvar e preparar a impressão, se nada dá errado e se ninguém mais muda de opinião na última hora, o que acontece em 99,9% das vezes, perde-se cerca de uma hora, fácil. Não acreditando que possa levar tanto tempo só para fazer aquela alteraçãozinha, o dito cujo se posiciona atrás de você e observa todo e qualquer movimento, comenta sobre o óbvio e mantém aquele olhar fixo como se tivesse o poder sobrenatural de mover o impossível.

Finda a primeira etapa, tem-se inicio a emocionante batalha contra a impressora. Primeiro, a encarnação do demo e inimiga número 1 dos prazos cospe a folha mil vezes antes de educadamente engoli-la para a impressão. Depois, tudo parece que vai muito bem, até que, inexplicavelmente ela puxa mais de uma folha, imprime nas duas juntas e depois ainda fica com uma terceira encalacrada atrapalhando todo o movimento. Calmamente você vai lá, retira o papel delinqüente, realinha as folhas, pausa a impressão e conta quantas páginas vai ter que imprimir de novo. No fim, entre cancelar a impressão, imprimir de novo, remanejar tudo, cortar e montar, foi-se mais uma hora.

É nesse exato momento que o homem/mulher das ordens não entende como é que pode demorar tanto, quando era tão simples. Ora, se o individuo fizesse idéia de como efetivamente as coisas acontecem, de que tipo de ações e medidas devem ser executadas antes de se obter o produto final, não ficaria fazendo perguntas e já saberia suas respostas. Como é que você pode coordenar algo que você não conhece, me diz? Só porque você se acha bom em dar ordens? Só porque alguém lhe deu esse poder?

Vale a pena lembrar que, enquanto tudo isso acontece, ele caminhou como uma sombra atrás de você, na esperança de milagrosamente materializar alguma coisa, conseguindo apenas materializar o seu mau humor. No final, beltrano dá aquele sorrisinho amarelo e diz que vocês fizeram um excelente trabalho. Se o cara não faz idéia nem como realizar aquele trabalho, como é que ela acha que pode liderar a execução de tal? Isso simplesmente não faz sentido para mim. Se você não sabe como algo é feito, você definitivamente nunca poderá identificar se algo sai errado, se foi mal executado e será impossível de corrigir, não sabendo nem por onde começar.

Sem alongar ainda mais o meu mau humor, deixo aqui registrado o meu irritado protesto contra todos aqueles que vivem dando ordens, quando na realidade não sabem nem que tipo de ordem estão dando.

1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Muito bem redigido o seu texto... A mais pura realidade! Meu chefe deveria ler isso, pra ver se cai na real... rs.

Um beijão...

31 outubro, 2006 08:34  

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