Brasil: Presidente X Técnico da Seleção – uma história de chá, com pão e circo
No Brasil, é mais difícil ser técnico da seleção canarinho do que presidente da nação. Isso porque, quando você é técnico, você precisa ganhar, golear, ser campeão. Agora quando você é presidente, no máximo precisa falar bastante, mas não precisa fazer muita coisa não.
Se o novo técnico da seleção brasileira perde 3 jogos na seqüência, e especialmente se perde um deles para a Argentina, já é motivo para 180 milhões de cidadãos pedirem-lhe a cabeça.
Todos os noticiários irão falar apenas disso, todos os jornais irão escrever apenas sobre isso todas as rodas de amigos em todos os lugares de todas as classes sociais irão discutir apenas isso.
A população inteira irá se unir para exigir um novo técnico imediatamente.
Agora, em contrapartida, se o presidente aumenta os impostos, se o presidente usa seu cartão de crédito corporativo de modo indevido, se o presidente só viaja, se o presidente mal consegue falar, ou se o presidente perde o controle sobre a inflação, a população não move um cílio para exigir um novo presidente, ou novas medidas.
Ser técnico da seleção é agüentar uma pressão constante, a maior de sua vida. Ser presidente do Brasil é uma colônia de férias gratuita, com remuneração garantida e infinitos itens de bônus.
Para ser técnico da seleção, há de se ter culhão. Para ser presidente do Brasil, basta saber escrever o próprio nome e às vezes nem isso.


1 Comentários:
Na verdade, para ser presidente do Brasil basta ser intelectual ou médico. Às vezes, ser sociólogo também ajuda.
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