Chá ou Café?

Chá. Chá preto, chá verde, chá mate, chá de lírio, chá de cogumelo.... para reunir os amigos, para conversar, para viajar... Histórias mais filosóficas, mais sensoriais, mais espirituais, mais... ........................................... Café. Café curto, café longo, café com um pouquinho de leite. Pra acordar, pra deixar ligado, pra tomar rapidinho no balcão. Histórias do dia a dia, teorias de 2 segundos, pirações mais terrenas...

quinta-feira, março 22, 2012

Minha pequena contribuição para os problemas de trânsito de sp – uma história de café, à base de fibra de carbono


Grandes cidades guardam belíssimos tesouros do mau gosto e do desespero. Para mim, o pior deles, o mais irritante é a buzina. Não a buzina engraçadinha, o fom-fom pra gostosa que passa na rua, o cumprimento ou a saudação. Mas a buzina histérica, raivosa, descontrolada. O que mais tem em São Paulo é gente estressada. E o que a gente estressada mais tem é carro (ou seria o carro que tem a gente estressada?). Aí você junta os dois, dá uma buzina de presente e pronto. Trombetas do apocalipse.

Só porque está dentro do seu carro, sozinho, parado no congestionamento o sujeito acha que vai fazer o trânsito andar com o poder de sua buzina. Claro. Buzinas estão para o tráfego assim como Moisés está para o Mar Vermelho. Só sentar a mão na borrachinha que você magicamente se transporta para além do amontoado de carros.

Poucas coisas me tiram tão do sério quanto o barulho de uma buzina apertada até a exaustão. Aquela nota que não é nem grave nem aguda esticada até o último suspiro. Aquele barulho que quebra a barreira da minha paciência e faz todas as ondas gástricas do meu ser quererem explodir. E fulano não desiste. Nada muda. Nenhum gênio aparece. Nenhuma fada madrinha. Os carros não se movem um centímetro sequer e nada de tirar a mãozinha da buzina.

Acho que uma solução eficaz, tanto para o trânsito, quanto para os humanos que habitam essa cidade seria o sistema de ejeção eletrônica de maníacos da buzina. Simples. Sentou a mão na buzina é automaticamente e instantaneamente arremessado para fora do carro e jogado no alto de uma montanha sem mais nada em volta. Silêncio. Paz. Quietude. Nada de carros. Nada de pessoas. Nada de estres. Nada de cidade.

Um carro a menos. Um psicótico a menos. Uma paz de espírito a mais. Aliás, duas. A minha e a dele.

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