<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488</id><updated>2012-01-27T13:05:26.177-02:00</updated><title type='text'>Chá ou Café?</title><subtitle type='html'>Chá. Chá preto, chá verde, chá mate, chá de lírio, chá de cogumelo.... para reunir os amigos, para conversar, para viajar... Histórias mais filosóficas, mais sensoriais, mais espirituais, mais... ...........................................  Café. Café curto, café longo, café com um pouquinho de leite. Pra acordar, pra deixar ligado, pra tomar rapidinho no balcão. Histórias do dia a dia, teorias de 2 segundos, pirações mais terrenas...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>117</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6010441857984413143</id><published>2012-01-27T13:05:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T13:05:26.183-02:00</updated><title type='text'>Janeiro, essa mulher infeliz – uma história de chá, transbordante</title><content type='html'>Janeiro é uma mulher infeliz. Quiçá mal comida. Ou bem mal comida. Faz um drama. Chora até não poder mais. Se esgoela, esbraveja, derrama todo seu desgosto sobre nossas cabeças. E haja paciência. E haja complacência pra aguentar tanto lamento. Lamúria sem ter fim. Tristeza que dura um mês inteiro. A vida fica cinza. Em diversos tons de cinza. Fica úmida também. Pés gelados. Mãos frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lava a alma, Janeiro! Lava a alma. O problema é que a alma de São Paulo anda tão suja, que não há temporal de Janeiro que dê conta de limpar. E aí, sobra só a tristeza. Fecha a torneira do mundo, meu pai! Que assim a gente não consegue mais levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É olhar pela janela e enxergar a floresta tropical. Ah, como essa água que nunca cessa faz mais sentido agora. O que não faz sentido é a gente. Presos em nossos caixotes de cimento. Ilhados por nossos montes de piche. Atormentados por nossos delírios de fumaça. E ainda esperando que o milagre venha do céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6010441857984413143?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6010441857984413143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6010441857984413143&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6010441857984413143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6010441857984413143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2012/01/janeiro-essa-mulher-infeliz-uma.html' title='Janeiro, essa mulher infeliz – uma história de chá, transbordante'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-5073509025968428556</id><published>2012-01-24T16:45:00.003-02:00</published><updated>2012-01-26T11:46:41.016-02:00</updated><title type='text'>Os botões dos outros - uma história de chá de sumiço</title><content type='html'>Eu ando muito a pé. Invariavelmente seguindo as mesmas rotas, caminhando nas mesmas calçadas, atravessando as mesmas ruas. Isso faz com que eu não preste mais muita atenção no trajeto, nem nas casas, nem nos muros. Entretanto, mesmo distraída, é fácil reparar nos detalhes que destoam da imagem que o cérebro estaria esperando enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma dessas coisas que frequentemente me chamam a atenção são peças de vestuário ainda em bom estado largadas na rua. Ontem vi um par de sandálias no canteiro de uma árvore. Semana passada, uma bermuda jeans feminina na calçada. Esses objetos não me chamam a atenção por seu estado de conservação ou localização insólita, mas porque imediatamente me fazem imaginar suas histórias. De quem eram, por que foram largados ali, por que exatamente naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira versão é sempre a mais terrível. Crime. Assalto. Sequestro. Violação sexual. Depois tento atenuar. Tava muito bêbada. Tava muito loca. Brigou com o namorado, largou tudo ali e saiu correndo. Talvez a peça estivesse apenas incomodando, talvez a pessoa quisesse sentir o vento da liberdade soprando na pele desprotegida. Talvez tenha tido um surto psicótico e resolveu largar tudo para traz e começar uma nova vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez. Tantas coisas e nenhuma. O fato é que esse pequeno pedaço de alguém, abandonado ali, sempre parece ter uma história. Não é o acaso. Algo aconteceu. E aquilo é o que restou. Ali está a memória. E eu que muito falo com meus botões, mas ainda pouco falo com os botões dos outros, fico aqui imaginando o aquela testemunha dos fatos, a única a que tenho acesso, poderia me contar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-5073509025968428556?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/5073509025968428556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=5073509025968428556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5073509025968428556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5073509025968428556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2012/01/os-botoes-dos-outros-uma-historia-de.html' title='Os botões dos outros - uma história de chá de sumiço'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-7738514401328598760</id><published>2012-01-24T16:41:00.002-02:00</published><updated>2012-01-24T16:44:56.351-02:00</updated><title type='text'>Internet, o nosso velho oeste – uma história de café, cowboy</title><content type='html'>Há 10 anos atrás, o mundo era bem diferente. Principalmente se considerarmos as mudanças econômicas, sociais e comportamentais que a evolução das telecomunicações nos trouxe. A tecnologia em si trouxe novos empregos e modificou a maneira de executar os velhos. A comunicação móvel se tornou indispensável e a internet se fez mais rápida e acessível para muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a primeira bolha de 1999 e 2000, a rede voltou a ser um ambiente cheio de oportunidades para investir, inovar e também articular. A internet mudou as nossas vidas. Talvez com mais impacto a vida de algumas gerações. Por ter vivido em um mundo analógico e agora estar em um mundo digital, a minha sensação pessoal é realmente de que a internet é uma realidade paralela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma realidade paralela com suas noções peculiares de consciência, distância, tempo, localização e leis. Na internet, a gente compartilha coisas com estranhos que não compartilharia na vida real. Ninguém sai pela rua distribuindo álbuns de música, filmes, livros. Muito menos sai gritando as próprias opiniões ou sentimentos profundos aos quatro cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso instantâneo a qualquer tipo de informação vinda de todas as partes do mundo e onde quer que você esteja (salvo alguns países) também nos tornou mais imediatistas. Frases curtas, imagens em abundância, muitos vídeos. Tudo tem que ser absorvido e devolvido muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando essa informação volta para a rede, volta em forma de expressão pessoal ou de grupo que se espalha rapidamente. Assim, é comum uma notícia que cause indignação virar protesto em minutos, ou um simples aniversário de adolescente virar a maior festa do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por tudo isso de novo que ainda pega de surpresa o mundo antigo, a internet é hoje uma terra sem leis. Porque as leis do mundo lá de fora, não se aplicam na realidade aqui de dentro. São dois universos completamente diferentes que, por isso mesmo, não podem ser regidos pela mesma legislação. E é esse um dos grandes problemas atuais. Como regulamentar algo totalmente novo e que não se encaixa no que existia até agora. São dois mundos distintos, correndo paralelamente, mas que de similares tem muito pouco. As próprias pessoas são uma coisa no mundo real e outra no mundo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que o próprio meio, através da atividade de seus participantes já criou suas próprias leis, ou não leis, sua própria organização social, cultural e política. E isso, é claro, é totalmente diferente das leis aplicadas no mundo aqui fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo disse que o velho mundo está afundando e enquanto isso tenta levar o novo mundo junto com ele. Quero acreditar que o novo mundo pode nos surpreender o suficiente para não se deixar levar e ainda trazer consigo coisas muito mais interessantes à superfície.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-7738514401328598760?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/7738514401328598760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=7738514401328598760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7738514401328598760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7738514401328598760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2012/01/internet-o-nosso-velho-oeste-uma.html' title='Internet, o nosso velho oeste – uma história de café, cowboy'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-865119186912907936</id><published>2012-01-24T16:26:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T16:28:38.404-02:00</updated><title type='text'>***********</title><content type='html'>bla bla bla&lt;br /&gt;voltou&lt;br /&gt;sem mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;***********&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-865119186912907936?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/865119186912907936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=865119186912907936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/865119186912907936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/865119186912907936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title='***********'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-151565136377785363</id><published>2009-03-03T12:01:00.001-03:00</published><updated>2009-03-03T12:01:59.291-03:00</updated><title type='text'>Antes de existir a psicanálise, o que acontecia com os malucos? - uma história de chá, de prozac</title><content type='html'>Tudo bem, o senhor Sigmund Freud salvou a sociedade moderna de suas loucuras, mas será que um dia ele imaginou que todos ficaríamos tão loucos assim???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de existir a psicanálise, os malucos eram queimados, internados, sacrificados, enfim, retirados da sociedade e, com alguma sorte, exterminados para que seus genes degenerados não fossem transmitidos e virassem apenas história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicanálise permitiu que todos esses lunáticos fossem reintegrados à sociedade de forma satisfatória, ou seja, se comportando como todos os outros membros servis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa analogia bem precária: você tem 3 gatos, todos eles bonitos e saudáveis. Entretanto, um deles, o mais agitado, vive querendo fugir, até que um dia ele consegue. Aí você põe a vizinhança toda atràs do gato, avisa o corpo de bombeiros, coloca anúncio no jornal. Felizmente, em algum momomento, acham o seu gatinho querido e o devolvem a você. Você, agradecido, sem palavras, só pensa em uma maneira mais eficaz de proteger seu estimado gato dos perigos da cidade. Cuida para que as portas estejam sempre fechadas, enche a casa de grades e telas e dá todo o amor do mundo para o gatinho fujão e não consegue entender porque o ingrato vive tentando arranhar ou morder você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os malucos é exatamente a mesma coisa. Não dá para aprisioná-los em uma sociedade que não oferece o que eles buscam, não dá para prendê-los a uma personalidade que não condiz com suas vontades, não dá para moldá-los de acordo com comportamentos aceitáveis aos padrões da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigada, senhor Freud por salvar nós mulheres da histeria, por oferecer explicações sobre a libido que propiciariam a libertação sexual e futuramente a queima de sutians, mas será que eu não tenho o direito de ser um pouquinho louca? De fazer as coisas que eu acho certo no momento em que eu acho certo sem que alguém me recomende um terapeuta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que as pessoas não podem simplesmente agir diferente, pensar diferente e agir segundo pensam? Por que os comportamentos têm que ser padronizados, por que temos que nos encaixar em certos modelos, porque temos que fazer tudo o que os outros fazem do mesmo jeito? Por que é tão necessário aprisionar corpos e almas nos mesmos padrões chatos e entediantes? Porque vivemos em sociedade. Sim… a sociedade. Mas por que é que os malucos não se organizam em uma sociedade alternativa como cantou Raul? Talvez porque isso ameace a própria sanidade da sociedade atual…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas perguntas, nenhuma resposta. Assim como a cabeça de um bom maluco. E por que é que somos tão desesperados em achar essas respostas? Por que temos que procurar os terapeutas para nos ajudarem a encontrar essas respostas? Por que temos que tomar remédios para esquecer dessas perguntas e apenas agir como os outros? Por que é tão importante ser igual a todo mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez hoje em dia os artistas sejam os únicos autorizados a viverem como malucos. Mas, como antes, também têm que pagar por isso, sendo queimados por meios de comunicação aproveitadores e retrógrados, por opiões de pessoas hipócritas e enrustidas e ainda com a obrigação de devolver à sociedade o que ela quer: uma esperança de que ainda é possível ser maluco e agir de acordo com o que se pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou artista. Creio que nunca serei. Mas acho que sou maluca. Uma pena que não posso agir como tal, porque ao fazer isso, serei queimada na fogueira da sociedade, ou internada em uma sala de terapia ou então obrigada a engolir pilulas mágicas e prometer que vou agir como todo o resto das pessoas normais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-151565136377785363?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/151565136377785363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=151565136377785363&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/151565136377785363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/151565136377785363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2009/03/antes-de-existir-psicanalise-o-que.html' title='Antes de existir a psicanálise, o que acontecia com os malucos? - uma história de chá, de prozac'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2558913478860927506</id><published>2009-01-28T15:14:00.001-02:00</published><updated>2009-01-28T15:14:39.298-02:00</updated><title type='text'>Por que os seres humanos gostam tanto de apreciar o sofrimento uns dos outros? – uma história de chá, com uma gota de sangue</title><content type='html'>É impressionante, é chocante, você pode até discordar, mas é histórico. O ser humano adora apreciar a desgraça alheia. E desgraça não se restringe apenas a assistir alguém levando um tombo ou uma bronca.  O que realmente diverte a humanidade é sangue, dilaceração e às vezes até requintes de crueldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, primeiro, obviamente, porque o ser humano é o único capaz de matar, tendo total consciência de seus atos, um ser da mesma espécie pelos motivos mais diversos, inclusive por prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, cada um de nós sabe que morrer não é somente uma consequência natural da vida, mas sim um risco constante e que pode inclusive ser causado por um igual. Tendo consciência de tudo isso, sentimo-nos impelidos a testar nossos sentidos, a imaginarmo-nos em cenas de mortes, e a temermos o dia de sua chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, observar a vida se esvaindo, observar o sangue sendo jorrado é uma forma de provarmos a nós mesmos e nos convencermos de que a vida é finita. E é por isso que assistir episódios de morte com grande atenção e curiosidade é um dos passatempos preferidos do homo sapiens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a antiguidade, a humanidade tem assistido a espetáculos sanguinolentos. Batalhas de gladiadores, enforcamentos em praças públicas, pessoas queimadas vivas e tantos outros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, nos contentamos com os acidentes de trânsito, os atropelamentos, as guerras pela TV, jornais sensacionalistas, revistas exageradas, e-mails com fotos dramáticas, e toda e qualquer cena que contenha uma boa quantidade de sangue, seja ela na tela do cinema, ou ao vivo em alguma parte da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é de senso comum que uma boa fofoca falando mal de alguém é sempre um bom entretenimento numa roda de amigos, ou mesmo em uma roda de meros conhecidos ou colegas de trabalho. Então, talvez o ser humano seja apenas sarcástico, nada de mais. Não dizem que Deus é sarcástico? Fomos feitos à sua imagem e semelhança, logo…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2558913478860927506?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2558913478860927506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2558913478860927506&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2558913478860927506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2558913478860927506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2009/01/por-que-os-seres-humanos-gostam-tanto.html' title='Por que os seres humanos gostam tanto de apreciar o sofrimento uns dos outros? – uma história de chá, com uma gota de sangue'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4920713882570130797</id><published>2009-01-28T11:58:00.002-02:00</published><updated>2009-01-28T11:59:23.452-02:00</updated><title type='text'>Por que aprendemos a fingir desde quando somos crianças? - uma história de chá, que finge ser água</title><content type='html'>Quando crianças, passamos muito tempo brincando de fingir. Fingir que somos adultos, fingir que somos pais, fingir que somos ladrões, policiais, donos de supermercados, empresários, cozinheiros, magos, bruxos, animais, bombeiros e o que mais aparecer na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa de que não temos consciência é que toda essa brincadeira de fingir está na realiade nos preparando para a vida adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ao crescer, temos que decidir os papéis definitivos de nossas vidas e seguir encenando cada um deles. Isso porque, quando você cresce e arranja um monte de responsabilidades diferentes, é impossivel não perceber que para cada uma delas é necessáruio utilizar um tipo de máscara e fingir um personagem diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, criamos uma personalidade para lidar com a família, outra para os amigos e uma terceira para o ambiente profissional, principalmente porque no trabalho, é necessário conter algumas vontades, maneirar no vocabulário, cuidar das impressões, (primeiras, segundas, terceiras e tantas quantas possam aparecer) e mais um monte de pequenos detalhes que você se condiciona dia após dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, qdo você se pega sozinho em casa sem a família, sem os amigos, e sem os colegas de trabalho, você, muitas vezes, nem sabe mais quem você é, como deve agir, como deve falar, o que deve fazer ou quem realmente você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que tem vezes que eu faço questão de ficar sozinha em casa. Eu e meus problemas, eu e minhas inquietações. Eu e o espelho. Pra poder pensar em quem  eu sou, o que eu quero e o que eu não quero. Porque vestir todos aqueles personagens constantemente, muitos deles todos no mesmo dia, cansa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por esse mesmo motivo que não me espanta nada que os casos de esquizofrenia não sejam mais notícia de jornal hoje em dia. Afinal, num mundo em que tudo muda muito rápido e você tem que ser tudo junto e ao mesmo tempo, todos nós sofremos de múltiplas personalidades sem nem ao menos chegarmos a ter consciência disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4920713882570130797?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4920713882570130797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4920713882570130797&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4920713882570130797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4920713882570130797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2009/01/por-que-aprendemos-fingir-desde-quando.html' title='Por que aprendemos a fingir desde quando somos crianças? - uma história de chá, que finge ser água'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6419664660771213968</id><published>2008-11-03T17:30:00.000-02:00</published><updated>2008-11-03T17:31:35.954-02:00</updated><title type='text'>Por que hoje em dia as mulheres têm nome de alimentos que se compra por quilo?</title><content type='html'>Será um contra ataque ao irritante peso das anoréxicas e bulímicas? Ou será uma referência a “comer”? De repente é só para manter um fácil relacionamento e identificação com “a massa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva a imaginar outros tipos de mulheres. A Mulher Feijoada, aquela que vai muito bem com uma caipirinha, ou a Mulher Dobradinha, aquela patrocinada pela Michelin.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente a Mulher Alface, ou a Mulher Chuchu não parecem muito apetitosas, mas certeza que esses apelidos cairiam muito bem às passarelas do último Fashion Week.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6419664660771213968?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6419664660771213968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6419664660771213968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6419664660771213968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6419664660771213968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/11/por-que-hoje-em-dia-as-mulheres-tm-nome.html' title='Por que hoje em dia as mulheres têm nome de alimentos que se compra por quilo?'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-7241566605688729991</id><published>2008-09-12T19:04:00.000-03:00</published><updated>2008-09-12T19:05:07.203-03:00</updated><title type='text'>Alguém substitui o Fordismo, por favor??? – um conto de café, em série</title><content type='html'>Já está mais do que na hora dos empresários mudarem seus métodos de gestão de empregados. A revolução industrial teve início no século retrasado e muitas das práticas empregadas hoje em dia ainda remetem àqueles tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o Fordismo foi uma das invenções mais importantes para os métodos de trabalho, mas é obvio também que essa fórmula não pode ser aplicada a todos os tipos de empregos, já que muitos deles não são tão mecânicos quanto aqueles a que o Fordismo se dirigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as especializações profissionais que existem hoje em dia devem agradecer ao Fordismo por existirem, já que, antes dele, um médico, era apenas um médico, e hoje em dia ele pode ser um geriatra ou ginecologista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, aplicar o mesmo método para trabalhos intelectuais pode ser altamente catastrófico. É muito leviano medir a capacidade de um destes profissionais apenas pela quantidade de trabalho produzido, ou tempo utilizado para tanto. A atividade mental demanda tempo e dedicação e depende de outros fatores alheios a máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantidade não é qualidade, é por isso que existem pesquisas quantitativas e qualitativas para medirem coisas diferentes, mas, ao que tudo indica, devido à grande concorrência do mercado, em todas as áreas, hoje em dia, qualidade para o empregador já virou sinônimo de quantidade. Quanto mais seus escravos produzirem, maior o faturamento e melhor para o bolso, independente da qualidade do produto final. E o produto final, nessa massificação incessante, está perdendo cada vez mais a sua qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou você acha que a queda da qualidade das obras literárias, cinematográficas, televisivas e todo o resto é reflexo do quê? Hoje em dia, as pessoas são pagas por quantidade e não por qualidade, e quanto maior a quantidade de coisas criadas, menor a sua qualidade, isso porque, no processo criativo, muito há de ser descartado antes do alcance do produto final, entretanto, nessa fúria pela obtenção do lucro imediato, nada mais é deixado de lado. Tudo vira objeto de consumo, tudo vira moda, tudo vira desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando no início do século passado vieram os direitos trabalhistas, com jornada de trabalho semanal de 40 horas, férias obrigatórias e 13º salário, todo mundo achou que a alegria estava garantida, mas é muito fácil ver que as coisas não são bem assim. Não é possível aplicar essa fórmula mirabolante a um trabalho que dependa de sua capacidade intelectual por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível exigir que fulano passe 8 horas na firma, batendo cartão de ponto para tudo e qualquer coisa e produza como um funileiro. Há dias em que o volume de trabalho é mais intenso, há dias em que não há nada o que se fazer. Não há motivos para que este ser humano esteja enjaulado por todas essas horas rezando para o tempo passar. É isto o que os empregadores ainda não perceberam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perceberam que quando estão comprando a capacidade intelectual de seus empregados, não estão pagando por porcas e parafusos, mas sim por bens muito mais intangíveis e difíceis de mensurar. Não é a quantidade de palavras escritas que determina a qualidade de um texto, e sim a sua originalidade e relevância. E como ser original e relevante quando não te pagam por isso, mas sim pelo tempo em que você fica sentado em sua cadeira estragando sua retina na frente de uma tela de computador? Impossível. Da mesma forma que é impossível comparecer a todas as suas “obrigações” em horário comercial quando você trabalha exatamente neste horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, há de se convir que direitos trabalhistas, hoje em dia, são realmente coisa do passado. É difícil um emprego que respeite todos os direitos do trabalhador, que ofereça férias a seus empregados, que pague horas extras ou não extrapole a carga horária semanal. O que eles querem é sempre mais, oferecendo sempre menos e cobrando uma produção dissociada da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os empregadores do 3º milênio deveriam percebem que o mundo mudou, que a internet aproximou e também distanciou as pessoas, que o trânsito deixou nossas vidas inviáveis, que as doenças da alma e da mente já são muito mais perigosas do que as doenças do corpo e que por esses e outros milhões de motivos todos os modos de trabalho e cobrança dos mesmos deviam ser adaptados e reformulados de acordo com a nossa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No português claro, o empregado que está com tempo ocioso deveria poder usar seu tempo para si, ao invés de fazer presença, e quando este mesmo profissional estiver em produção, deve possuir tempo suficiente para aproveitar toda a sua capacidade intelectual, não usar apenas subterfúgios de fácil absorção para as massas no ímpeto de se livrar do pepino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-7241566605688729991?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/7241566605688729991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=7241566605688729991&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7241566605688729991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7241566605688729991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/09/algum-substitui-o-fordismo-por-favor-um.html' title='Alguém substitui o Fordismo, por favor??? – um conto de café, em série'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4836516627472871618</id><published>2008-09-12T18:11:00.000-03:00</published><updated>2008-09-12T18:12:28.144-03:00</updated><title type='text'>Falando de espirros – uma história de chá, resfriado</title><content type='html'>Eu acho o espirro uma coisa muito engraçada. Como pode uma manifestação espontânea de barulho ser tão rica em detalhes e personalidade? Se você reparar, não existe um espirro igual ao outro. Eles são como flocos de neve. São únicos. Cada um nasce com o seu e não troca mais. Não adianta tentar atribuir estilo, classe, controle de notas musicais, entonação ou intensidade, o espirro é simplesmente incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não estou enganada, ouvi certa vez que o espirro tinha a ver com a alma. Que se você espirrasse muito forte, podia cuspir sua alma fora, ou algo assim. Guardadas as devidas proporções, isto até que faz um pouco de sentido, já que o espirro é algo que foge ao nosso controle, só pode ser mesmo obra de nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(bizarro. Acabei de espirrar. E isso não tinha me acontecido o dia todo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos espirros são muito engraçados, na minha opinião. Tem gente que literalmente BERRA ao espirrar. Tem gente que espirra escondidinho. Tem o espirro clássico, o atchim, e tem também todo tipo e qualidade de barulho.  O ruim é quando o espirro sai acompanhado de outras coisas, como uma tosse, ou uma dor de barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora cruel mesmo é quando você espirra com a boca cheia de comida, de pasta de dente ou de qualquer outra coisa. Normalmente, quando isso acontece, penso que poderia aproveitar a ocasião para fazer um quadro impressionista ou alguma releitura das obras de Pollock. Tenho certeza de que alguma dessas novas galerias iria expor meu trabalho como tendência. Já tenho até nome para a exposição: “Arte em Espirros – Uma Manifestação da Alma”. O triste é que eu nunca tenho uma tela em branco perto de mim quando isso acontece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4836516627472871618?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4836516627472871618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4836516627472871618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4836516627472871618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4836516627472871618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/09/falando-de-espirros-uma-histria-de-ch.html' title='Falando de espirros – uma história de chá, resfriado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6919170323007610982</id><published>2008-09-01T17:32:00.000-03:00</published><updated>2008-09-01T17:33:18.389-03:00</updated><title type='text'>Divagações sobre a nova atitude do sol paulistano – uma história de chá, nublado</title><content type='html'>Você já reparou que agora o sol trabalha apenas de segunda a sexta e folga nos finais de semana? Espero que ele não comece a adotar a carga horária do congresso paulistano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que foi aquela &lt;a href="http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid232939,0.htm"&gt;auréola de arco-íris&lt;/a&gt; sexta feira passada na hora do almoço? Alguma piadinha de mau gosto antes dele se retirar definitivamente para o seu final de semana recheado de orgias e depravações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será a atitude de protesto que o Sr. Sol irá tomar frente a convocação do horário de verão? Tenho medo que ele se rebele e vá tirar férias no Haiti. A-DO-RO o horário de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora falando sério, quando o Sol vai parar de tirar sarro do pobre trabalhador paulistano? Porque chover no final de semana e fazer “céu de photoshop” na segunda-feira é muita sacanagem. Quem trabalha a semana inteira trancado numa &lt;a href="http://chaoucafe.blogspot.com/2008/03/encapsulada-uma-histria-de-ch-em.html"&gt;caixa de concreto&lt;/a&gt; não merece isso. Eu quero ver esse sol ter coragem de aparecer assim, com toda a sua disposição, nesse final de semana. Porque feriado que cai em pleno domingo já é mancada suficiente para o sol ainda se atrever a não dar as caras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6919170323007610982?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6919170323007610982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6919170323007610982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6919170323007610982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6919170323007610982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/09/divagaes-sobre-nova-atitude-do-sol.html' title='Divagações sobre a nova atitude do sol paulistano – uma história de chá, nublado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6097064042106332896</id><published>2008-08-06T11:38:00.000-03:00</published><updated>2008-08-06T11:39:54.060-03:00</updated><title type='text'>Tragédia nas Olimpíadas de Pequim – uma história de café, péssimo</title><content type='html'>Tem gente que me acha pessimista. Eu me acho pessimista muitas vezes, mas para essas Olimpíadas de Pequim, não tem como não ser. E eu nem estou falando do Dunga e sua seleção de ouro, que já entram derrotados porque nosso querido técnico diz que não há como ganhar sem as condições adequadas de treinamento na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou falando do país sede mesmo. Eu tenho quase absoluta certeza de que alguma tragédia bem grande, envolvendo muita gente, vai acabar acontecendo. Um terremoto, um atentado pela libertação do Tibete, um arrastão feito pelos trabalhadores expulsos de Pequim, qualquer coisa desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que eu também achava que os Jogos Panamericanos iriam acabar em tragédia no Rio, por motivos óbvios é claro, e nada aconteceu. Então, pode ser apenas mais um pouco do muito do meu pessimismo. Mas num país passando por tantos conflitos políticos, sociais, econômicos e também naturais, é de se esperar que algo aconteça afinal, quando o país mais populoso do mundo recebe mais gente ainda, alguma coisa tem que dar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso alguma tragédia aconteça, cobrarei meus honorários por vidência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6097064042106332896?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6097064042106332896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6097064042106332896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6097064042106332896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6097064042106332896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/08/tragdia-nas-olimpadas-de-pequim-uma.html' title='Tragédia nas Olimpíadas de Pequim – uma história de café, péssimo'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-5417233002005794565</id><published>2008-07-24T12:37:00.000-03:00</published><updated>2008-07-24T12:38:44.740-03:00</updated><title type='text'>E como assinamos nosso próprio fim – uma história de café, do Apocalipse</title><content type='html'>É interessante pensar que um dia já fomos seres primitivos que viviam em cavernas e comiam carne crua sem se importar com a vaca louca ou com travesseiros de pena de ganso. Apesar de termos evoluindo muito, não só como espécie, mas também individualmente, acredito que em certos aspectos o ser humano, ou homo sapiens, involuiu muito também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só ligar a TV para ter certeza disso. E eu não estou falando apenas dos programas ridículos que atrofiam o cérebro de crianças, donas de casa e grandes empresários. Eu estou falando das indicações e comentários da nossa querida classe de formadores de opinião. Tidos como gurus do século 21, qualquer idiota que apareça em rede nacional dando dicas de beleza ou boa alimentação é imediatamente consagrado como mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ninguém percebe é que eles estão apenas mandando todo mundo agir contra nossos próprios instintos. Oras, nós bem sabemos que nossa espécie não surgiu do nada, bem vestida, bem apessoada, de barba feita, depilada, silicone nos seios e corpinho esbelto. Se formos supor que o homo sapiens, ser humano ereto e pensante, existe a cerca de 2.000 anos, apenas os últimos 100 anos foram marcados pela vida como conhecemos hoje. Os outros 1900 anos foram exatamente ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, quando ligo a TV e vejo um imbecil dizendo que não comer carne vermelha é o segredo para ter uma vida saudável, quero entrar dentro do tubo e matar o filho da puta. Como é que ele explica a manutenção da nossa raça sendo que por pelo menos 1.000 anos de nossa existência comíamos sempre carne vermelha e ainda por cima crua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos antepassados caçavam, pescavam, plantavam e colhiam. Não tinham geladeira, não tinham condimentos, não tinham industrializados, muito menos microondas. Comiam o que tinham, na hora em que tinham. E se conseguiam caçar um alce, comiam o quanto agüentavam, porque não sabiam quando iriam poder comer de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sabendo disso, com é que um idiota aparece na TV dizendo que eu, ser humano, devo parar de comer carne vermelha? Certo, eu entendo que como hoje em dia não temos que caçar e, portanto temos carne à vontade, temos que consumir com maior parcimônia, mas quem essas pessoas são para dizer o que eu devo ou não devo fazer? Obviamente essa mensagem não se dirige a mim, e sim à legião de idiotas que tem na TV a solução para os problemas. Mas mesmo assim, como é que as pessoas podem acreditar numas coisas dessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação é muito simples, ninguém se preocupa mais em conhecer quem é, todos querem simplesmente ser alguém, alguém que está na TV, principalmente. E qual é a forma de se tornar alguém que está na TV? Agindo como eles, ou melhor, seguindo os exemplos dados e sugeridos por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim fica fácil explicar porque tem tanto silicone nos peitos hoje em dia, porque tem tanto homem com braços descomunais (lembrando que hoje em dia a gente não caça mais, nem tem que lutar contra ursos), e porque tem tanta bizarrice em tanto lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o ser humano compreendesse que não tem que ser magérrimo para manter sua existência, que não tem que se privar de nada para manter sua saúde e que não tem que dançar conforme a música para estar na moda, talvez tivéssemos um futuro mais promissor à nossa frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como hoje em dia temos que conviver com nações e nações de idiotas, acho mesmo que a coisa mais justa é que a natureza se volte totalmente contra nós, afinal, nos voltamos totalmente contra nossa natureza. Dessa forma, caso tsunamis, furacões, vulcões e terremotos voltem a atormentar a sua paz no noticiário das 21hs, saiba que isso é só o começo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-5417233002005794565?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/5417233002005794565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=5417233002005794565&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5417233002005794565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5417233002005794565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/07/e-como-assinamos-nosso-prprio-fim-uma.html' title='E como assinamos nosso próprio fim – uma história de café, do Apocalipse'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-1916136726656981976</id><published>2008-06-16T14:25:00.000-03:00</published><updated>2008-06-16T14:26:18.740-03:00</updated><title type='text'>Brasil: Presidente X Técnico da Seleção – uma história de chá, com pão e circo</title><content type='html'>No Brasil, é mais difícil ser técnico da seleção canarinho do que presidente da nação. Isso porque, quando você é técnico, você precisa ganhar, golear, ser campeão. Agora quando você é presidente, no máximo precisa falar bastante, mas não precisa fazer muita coisa não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o novo técnico da seleção brasileira perde 3 jogos na seqüência, e especialmente se perde um deles para a Argentina, já é motivo para 180 milhões de cidadãos pedirem-lhe a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os noticiários irão falar apenas disso, todos os jornais irão escrever apenas sobre isso todas as rodas de amigos em todos os lugares de todas as classes sociais irão discutir apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população inteira irá se unir para exigir um novo técnico imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, em contrapartida, se o presidente aumenta os impostos, se o presidente usa seu cartão de crédito corporativo de modo indevido, se o presidente só viaja, se o presidente mal consegue falar, ou se o presidente perde o controle sobre a inflação, a população não move um cílio para exigir um novo presidente, ou novas medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser técnico da seleção é agüentar uma pressão constante, a maior de sua vida. Ser presidente do Brasil é uma colônia de férias gratuita, com remuneração garantida e infinitos itens de bônus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser técnico da seleção, há de se ter culhão. Para ser presidente do Brasil, basta saber escrever o próprio nome e às vezes nem isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-1916136726656981976?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/1916136726656981976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=1916136726656981976&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1916136726656981976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1916136726656981976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/06/brasil-presidente-x-tcnico-da-seleo-uma.html' title='Brasil: Presidente X Técnico da Seleção – uma história de chá, com pão e circo'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2910175461017739166</id><published>2008-06-10T17:00:00.000-03:00</published><updated>2008-06-10T17:01:46.649-03:00</updated><title type='text'>Pobre de marré marré – uma história de chá, de meia</title><content type='html'>Desde que o mundo é mundo, existem os dominadores e os dominados. De lá para cá pouca coisa de grande importância mudou, apenas meros detalhes, alguns trâmites burocráticos, uns tantos títulos de nobreza e algumas nomenclaturas. O mais importante, o forte cordão que une uma classe à outra, ainda continua intacto: o medo aliado a uma enorme esperança de um dia conseguir a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se hoje somos todos homens livres, cidadãos de bem e pagadores de impostos, porque ainda temos esperança de um dia conseguirmos a liberdade? Porque o que temos hoje é a falsa liberdade, assim como os antigos conservavam a falsa escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre dominadores e dominados é um mal necessário à evolução da espécie humana. De um lado uma minoria astuta, inteligente e dotada de uma sorte extraordinária, enriquecendo as custas de esforços alheios e trabalhando para espremer ainda mais a massa de derrotados. Do outro lado, uma grande maioria sofredora (não são apenas os corinthianos) que trabalha muito, sonha pouco, ganha menos ainda, não possui sorte alguma e esperança em demasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande defeito dos dominados é nunca perceber que são a maioria e que poderiam juntos mudar o curso da história. A grande sorte dos dominadores é contar com o defeito de seus dominados. Apesar de serem em número menor, os dominadores não temem a força dos dominados, pois sabem que estes são incapazes de fazer coisa alguma. Isso porque, cegos pelo desejo de se tornarem livres e por conseqüência dominadores, eles não enxergam uns aos outros e continuam isolados em suas masmorras de pobreza, enquanto os dominadores enriquecem cada vez mais com esses esforços inúteis dos dominados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funcionário exemplar que se ilude achando que mostrando proatividade, alta produção e dedicação total e absoluta ao trabalho irá um dia chegar a posição de chefe está simplesmente alimentando essa máquina autodestrutiva. Trabalhando tanto assim e cobrando tão pouco, é a alegria do patrão, um cachorrinho bem treinado sobrevivendo de caricias desprovidas de qualquer sentimentalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chefe feliz e estagnação no emprego. Enquanto o dominado se ilude achando que “um dia chegará lá” o dominador enche o cu de grana e celebra a burrice de seus empregados. Isso porque, se os escravos se unissem contra ele, ele sabe que seria derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim é desde que Adão e Eva primeiro pisaram nessa terra. Na Antiguidade, os escravos obedeciam aos reis e imperadores. Na Idade Média, os servos, aos senhores feudais, e na Idade Contemporânea, o proletário, aos patrões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes o homem ainda alimentava uma esperança real de liberdade, sair do cativeiro e tirar as amarras de ferro. Hoje em dia, a escravidão é psicológica e financeira, barreiras muito mais difíceis de serem quebradas. Agora, o escravo, vulgo empregado, é servo das artimanhas psicológicas de seu patrão, e escravo de sua dívida no banco. Não podendo largar o emprego, e ver-se então em LIBERDADE, nem por um motivo ou pelo outro, se mantém na mesma situação por toda a sua vida, alimentando a falsa idéia de que um dia terá dinheiro o bastante para realizar seus sonhos, ser livre, senhor de si, deixar de ser dominado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se dar conta de que nunca será um dominador, o dominado prepara seu plano de previdência privada, alimentando um novo falso sonho, de se tornar milionário aos 65 anos de idade, depois de ter perdido toda a sua juventude, o crescimento de seus filhos e talvez até de seus netos nesse delírio sem sentido, na busca pelo dinheiro incalculável e o poder que dele poderia ser obtido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, de que vale 1 milhão de reais com 65 anos de idade? Me diz? Porque o banco tenta me vender isso? O que eles querem que eu faça até lá? Eu quero mais é torrar todo o meu salário com tudo o que me der na telha porque nunca se sabe quando um caminhão vai passar por cima dos meus miolos sem dó nem piedade e toda essa história de dominadores e dominados não fará mais diferença alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, é só pra isso que a gente trabalha. Juntar dinheiro e gastar. Porque mudar de vida, pensando pequenininho assim, ninguém vai. E essas histórias de gente que começou vendendo limão e hoje é dono de empresa de televisão não passam de mais um conto da carochinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2910175461017739166?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2910175461017739166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2910175461017739166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2910175461017739166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2910175461017739166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/06/pobre-de-marr-marr-uma-histria-de-ch-de.html' title='Pobre de marré marré – uma história de chá, de meia'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-293176580872194160</id><published>2008-06-09T11:45:00.002-03:00</published><updated>2008-06-10T17:00:55.331-03:00</updated><title type='text'>Devido a problemas técnicos com direitos autorais... - uma história de chá e café</title><content type='html'>... esse blog foi retirado do ar há um mês. Isso porque um leitor me avisou que uma de minhas postagens, a que viaja sobre o que eu faria &lt;a href="http://chaoucafe.blogspot.com/2006/07/o-que-eu-faria-se-ganhasse-500-mil.html"&gt;se ganhasse 500 mil reais&lt;/a&gt;, foi parar em um site do Amapá, &lt;a href="http://amapadigital.net/"&gt;Portal do Amapá&lt;/a&gt; para ser mais exata, como sendo um artigo de &lt;a href="http://amapadigital.net/artigos/renivaldo/artigo_renii.htm"&gt;Renivaldo Costa&lt;/a&gt; (olha a catigoria do nome!), que se auto-intitula Jornalista e Educador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educador que rouba material intelectual e coloca em um Portal Estadual como de sua autoria não merece respeito, muito menos o jornalista que faz o mesmo. Agora imagine um Educador e um Jornalista na mesma pessoa com sérios problemas de caráter? Realmente não merece nem a merda da mosca que pousou em cima do coco do cavalo do bandido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, cega pela raiva de ser roubada, eu tirei o blog do ar, entrei em contato com o ladrão, fiz ele tirar o meu texto do ar também e tudo ficou por isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, conversando recentemente com uns amigos, percebi que poderia ter me aproveitado melhor da situação, já que hoje em dia a circulação de material intelectual com autoria duvidosa é muito comum. Se vira e mexe eu recebo texto assinado pelo Luís Fernando Veríssimo que ele nem escreveu, porque isso não iria acontecer comigo? Ou seja, plágio, hoje em dia é elogio. E me disseram que a conexão no Amapá é uma das piores do Brasil. Olha só quanto esforço o meu ladrão-leitor teve que se submeter só para roubar algo de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, lembrando que até publicidade ruim É publicidade, volto a deixar público esse blog. Isso porque, na época em que ocorreu o referido surto, esse endereço registrava sua maior audiência já vista. Tinha ilustres leitores desconhecidos e ocupava uma das 3 primeiras páginas de busca do Google. Hoje, fiz a mesma busca e ele não estava na relação nem dos 3 primeiros. Uma pena..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caro ladrão, caso pretenda usar indevidamente qualquer texto contido nesse endereço, por favor, cite a fonte de autoria: Raquel Machado. E caso utilize o material para qualquer fim comercial, por favor, envie o cachê para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro leitor, espero que você volte a freqüentar o blog, prometo reabastecê-lo com maior freqüência. E caso não tenha nada para fazer, envie um e-mail para esse &lt;a href="tgmafra@gmail.com"&gt;endereço&lt;/a&gt;. No resto do tempo, divirta-se com muito Chá, Café, ou Bolo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-293176580872194160?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/293176580872194160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=293176580872194160&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/293176580872194160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/293176580872194160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/06/devido-problemas-tcnicos-com-direitos.html' title='Devido a problemas técnicos com direitos autorais... - uma história de chá e café'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4283020570042219959</id><published>2008-04-29T15:02:00.003-03:00</published><updated>2008-05-07T17:42:53.766-03:00</updated><title type='text'>Guia Prático para o Fim do Mundo – uma história de chá, Maia</title><content type='html'>Outro dia um amigo perguntou “e onde caralhos estão os cavaleiros do Apocalipse que já estão atrasados?”. Nem dois segundos depois, ele mesmo respondeu “presos no trânsito, é claro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como indubitavelmente o fim do mundo finalmente se aproxima, resolvi elaborar esse simples Guia para o Fim do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o calendário do povo Maia, aqueles antigos habitantes do Novo Mundo que descobriram o chocolate – não dá para não respeitar alguém que adora chocolate, gente sábia – o mundo deve encontrar seu fim em 20/12/2012. Não me lembro ao certo quais são os motivos para isso, mas me recordo que o calendário deles, aquele bonito que enfeita todo restaurante de “comida mexicana”, acaba exatamente nesta data, portanto este deve ser o Fim do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só um povo ancestral adorador de cacau que diz isso, recentemente saiu uma pesquisa dizendo que uns computadores fodões, que previram até os ataques de 11 de setembro, também estão dizendo que o Mundo deve se extinguir na mesma data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se os sábios do chocolate disseram e os nerds no 3o Milênio confirmaram, não dá para ir contra essas duas formas de poder incontestáveis nos dias atuais, sendo assim, está confirmado e atestado que nossos dias estão contados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, listo abaixo algumas dicas que podem transformar o espetáculo do Fim do Mundo em uma experiência muito mais agradável para aqueles de bom coração, mente aberta, e espírito elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faça dívidas. E não se preocupe em pagá-las. Não se preocupe com o valor das coisas. Afinal, tudo é relativo, e seu rico dinheirinho, no território de São Pedro, não vale nada. Sendo assim, para que se prender a esses bens materiais nos seus últimos 4 anos de vida? Gaste tudo. E o que não tiver, pegue emprestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Liberte-se das paranóias “Aquecimento Global”, “Crise do Petróleo” e “Fim dos recursos naturais de água potável”. Quando o mundo acabar, daqui a 4 anos, quem vai se importar com o aquecimento da Terra, preço da gasolina, derretimento das geleiras e falta de água mineral? Ninguém. E se é para o inferno que nós vamos, nada como ir já se acostumando com o clima nos domínios do Tinhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- DEMITA-SE. Mande o seu chefe tomar no cu. E com muita vontade, é claro. Quem precisa de emprego no Fim do Mundo? Ou você acha que haverão empregados servindo cafezinho e banda de baile tocando Beethoven no chá do Fim do Mundo? Não! Isso não é o naufrágio do Titanic. Ninguém quer trabalhar nos últimos espasmos de vida. O mundo vai acabar e é bom que cada um aproveite muito bem seus últimos momentos, e isso obrigatoriamente significa não ter que obedecer as vontades de caciques pentelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esqueça-se das dietas. Quem vai olhar para os seus pneuzinhos quando labaredas de fogo estiverem estraçalhando a Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afogue as incertezas. Elas só vão tirar o seu tempo útil de diversão. Nada de “se”, “talvez”, “podia”, ou “acho”. Esqueça o que eles pensam, o que você poderia ter feito ou o que deveria fazer. Apenas faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga o que você pensa. No dia do juízo final, é melhor você ser julgado pelo o que você fez, ao invés do que você não fez. Afinal, você sabe, Ele é onipresente, onisciente e onipotente, ou seja, mesmo que você tenha pensado algo de mal sobre alguém, mas não tenha dito, ele vai saber. Assim, se é para ser condenado a arder no fogo do inferno, que pelo menos você leve consigo o prazer de ter dito tudo o que você pensa sobre tudo o que te incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por fim, dê uma grande festa. Nenhum final feliz de novela, de filme ou do mundo, é realmente feliz sem uma grande festa, gente feliz, animada, se abraçando, beijando, bebendo, comendo e fazendo juras de amor eterno. Afinal, se esse é o Fim, que seja gostoso e eterno enquanto dure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é só pessoal. Bom Fim do Mundo e até lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4283020570042219959?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4283020570042219959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4283020570042219959&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4283020570042219959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4283020570042219959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/04/guia-prtico-para-o-fim-do-mundo-uma.html' title='Guia Prático para o Fim do Mundo – uma história de chá, Maia'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6838336728411331084</id><published>2008-03-11T18:07:00.001-03:00</published><updated>2008-03-11T18:07:46.630-03:00</updated><title type='text'>Se eu tivesse tempo... – uma história de chá, atemporal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Eu não tenho tempo” É isso o que eu, você e mais uma porrada de gente repete a todo o momento, perdendo até a noção de quantas vezes já repetiu, como se o tempo fosse algo mensurável e pudéssemos realmente tê-lo ou não tê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Não tenho tempo”, “preciso arranjar um tempo”, “estou sem tempo”, “preciso de um tempo para mim”, “eu não sei o que fazer com o meu tempo livre”. Quando será que os seres humanos acharam que tinham poderes sobre o tempo? Quando passaram a nomeá-lo e dividi-lo com horas? O tempo é relativo, sendo assim, ter ou não ter tempo também é relativo e por sua vez, impossível de ser algo preciso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa falsa noção de que podemos controlar o tempo, que podemos ter o NOSSO tempo, perder tempo ou ganhar tempo é apenas um reflexo de nossa necessidade de controlar tudo. Como é possível perder tempo se você nunca realmente o teve em suas mãos? E como é possível ganhar tempo se ainda não conseguimos estocar horas? E ter um tempo só para si é algo completamente ilusório, já que o tempo não é de ninguém, é simplesmente a diferença entre a alvorada e o anoitecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É engraçado como hoje em dia, quando tudo muda tão rapidamente, quando o imediatismo é imperativo e quando vivemos entre ondas de ansiedade e terror, as pessoas estão realmente obcecadas com o tempo. Obcecadas em possuir o tempo, desejosas de poder transformá-lo em mais um bem comercial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você vai na padaria e pede 3 pãezinhos, 200 gramas de queijo, 100 gramas de presunto e mais 5 unidades de tempo para poder ficar assistindo TV enquanto toma seu lanchinho. Bom seria se algo assim fosse realmente possível. Mas acho que é mais ou menos essa noção que temos hoje em dia, apenas não temos uma real consciência disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque ao falarmos do tempo, sempre nos referimos a ele como um bem tangível, tenho, não tenho, vou conseguir, reservei um para mim. Vivemos essa ilusão com o tempo, enquanto o próprio tempo nos envolve e nos confunde, mantendo-nos em uma espiral de ansiedade e tensão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na realidade, não controlamos o tempo, ele que nos controla. Somos escravos de seus segundos que correm apressados, dos minutos compassados e das horas que se arrastam. Apenas adequamos nossas necessidades e vontades às reais vontades do tempo. Uma pena que, inocentemente, ainda achamos que temos controle sobre o tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria realmente muito mais fácil deixar-se guiar pelo nascer e pôr do sol, ao invés de viver essa ditadura dos segundos. Mas isso seria livre demais e devemos ter controle. Bem, aí está, o preço por tentar controlar algo tão arisco quanto o tempo é simplesmente nos tornarmos escravos do próprio objeto de desejo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6838336728411331084?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6838336728411331084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6838336728411331084&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6838336728411331084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6838336728411331084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/03/se-eu-tivesse-tempo-uma-histria-de-ch.html' title='Se eu tivesse tempo... – uma história de chá, atemporal'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-3242683045423907844</id><published>2008-03-06T18:17:00.000-03:00</published><updated>2008-03-06T18:18:00.044-03:00</updated><title type='text'>Encapsulada – uma história de chá, em cápsulas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;No terceiro milênio, a vida como a conhecemos se resume em cápsulas. Algumas maiores, outras menores, algumas para engolir, outras para ser engolido, mas basicamente, nosso cotidiano gira ao redor das cápsulas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Primeiro as óbvias. Foi-se o tempo em que o homem caçava, cozinhava e lavava a louça para se alimentar. Hoje em dia, ele simplesmente ingere suplementos alimentares em forma de cápsulas. Vitaminas, proteínas aminoácidos, o que quer que você precise sempre pode conseguir, prontinho para consumo, em alguma cartela ou tubinho mágico adquirido na farmácia ou similar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Encapsulados, não de forma tão radical como os comprimidos, estão também os alimentos congelados, enlatados, instantâneos, embalados a vácuo, pasteurizados ou em embalagem longa vida. Prontos para consumo, ou quando muito semiprontos para consumo, esses alimentos cuidadosamente acondicionados em invólucros plásticos são a solução alimentar de uma grande parte dos habitantes do planeta Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Indo um pouco mais além, hoje em dia também trabalhamos encapsulados, hermeticamente fechados, conservados a uma temperatura artificial mantida com a ajuda do ar condicionado, passado os dias enjaulados em cápsulas de concreto, achando que contribuímos para o futuro da humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao voltar para casa, nos fechamos em nossas cápsulas, às vezes empilhadas umas sobre as outras, esperando o amanhecer de um novo dia encapsular. Para se divertir, nos trancamos em cápsulas escuras para ouvir música ou ver filmes de formatos encapsulados. Para nos mantermos saudáveis, freqüentamos cápsulas equipadas com ferramentas estranhas que nos permitem a prática controlada de exercícios. Correr ao ar livre é perigoso. Nadar no rio causa doenças e andar de bicicleta é suicídio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao ligar a TV, assistimos a noticiários encapsulados, todos seguindo a mesma fórmula, utilizando a mesma composição química e apresentando os mesmos efeitos colaterais. Em época de eleições, ao escolher o novo candidato, estudamos a bula, verificamos as conseqüências em caso de superdosagem, mas sempre nos enganamos ao achar que a embalagem nova mudou a cápsula antiga e mais uma vez sofremos com os males da indigestão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Felicidade também vem em cápsulas, basta apenas escolher a dose de alegria desejada. Assim como o sono, a fome, a energia, a disposição e um monte de outros sentimentos e sensações que até outro dia os seres humanos produziam naturalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vida moderna é assim. Vivida em cápsulas. E, entre escolher a cápsula vermelha ou a azul, eu prefiro apenas abdicar de todas elas e descobrir se ainda existe vida depois da tarja preta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-3242683045423907844?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/3242683045423907844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=3242683045423907844&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/3242683045423907844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/3242683045423907844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/03/encapsulada-uma-histria-de-ch-em.html' title='Encapsulada – uma história de chá, em cápsulas'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2224957432816462278</id><published>2008-01-29T09:49:00.001-02:00</published><updated>2008-01-29T09:49:58.894-02:00</updated><title type='text'>Os efeitos da globalização na natureza – uma história de chá, frio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguém já reparou que agora no Brasil, ao menos em São Paulo, no inverno faz calor e no verão faz frio? Hoje em dia, o inverno é a época de estiagem e temperaturas em torno de 30 graus. Aquele negócio de comer fondue e beber vinho no mês de julho já é passado há muito tempo. Festa junina com fogueira e vinho quente é coisa da vó, quem precisa se aquecer com um calor daqueles?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entretanto, janeiro e fevereiro, época do calor, corpos bronzeados e pele suada é agora a época das chuvas, do friozinho, de São Paulo terra da garoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas se estamos em um país tropical abençoado por Deus e localizado na América do Sul, onde o inverno - época de frio, compreende os meses de junho a agosto e o verão - época de calor, compreende os meses de dezembro a março, alguém sabe como explicar esse fenômeno?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A explicação mais plausível que recebi foi: Globalização das Estações do ano. Faz total sentido para mim. Afinal, se as potências do hemisfério norte é que regem os princípios econômicos, culturais e comportamentais do mundo, porque não controlariam também a temperatura e as estações?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria mesmo muito mais simples para todo o mundo se as estações fossem sempre as mesmas, se o clima não fosse um empecilho. Obviamente, nós seres humanos não somos tão afetados por estas alterações, mas, e os “passarinhos que migram para o sul”, e as arvores que só florescem e dão frutos em certas épocas do ano? E a natureza?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem, em tempos de globalização, a minha única resposta para isso é: manda quem pode, obedece quem tem juízo e a natureza que se vire. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2224957432816462278?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2224957432816462278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2224957432816462278&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2224957432816462278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2224957432816462278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/01/os-efeitos-da-globalizao-na-natureza.html' title='Os efeitos da globalização na natureza – uma história de chá, frio'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-5977276114596807372</id><published>2008-01-28T16:47:00.000-02:00</published><updated>2008-01-28T16:48:13.204-02:00</updated><title type='text'>Quando o mundo se tornou tão hipócrita? – uma história de café, sem eufemismos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;É impressão minha ou, hoje em dia, a hipocrisia impera em qualquer conversa, de bêbados no bar a pseudo-intelectuais no divã?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Qualquer acontecimento vira escândalo com base em argumentos falso moralistas. O que faz sucesso nos noticiários hoje em dia? Drogas, tráfico de drogas, morte por drogas, acusações de racismo ou sexismo e é claro fofoca, muuuuuita fofoca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O século 20 passou por transformações radicais e muito intensas, o que mudou completamente o comportamento das pessoas. Entretanto, o início do século 21 viu todo esse avanço regredir bruscamente com mentalidades cada vez mais retrogradas e hipócritas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Exemplo prático: Norman Cook, a.k.a Fat Boy Slim, DJ de música eletrônica, que marcou a virada do século, conquistou uma legião de fãs e hoje é arroz de festa de qualquer badalação brazuca apareceu ontem (domingo) dando entrevista pro fantástico no seu memorável encontro com o primeiro DJ brasileiro, Seu Osvaldo. A mesma emissora que todo dia faz o maior escarcéu dizendo que a música eletrônica é o demônio do novo milênio, que faz as pobres criancinhas usarem drogas sintéticas, que mata, que isso e que aquilo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora pensa só, pra quem faz toda essa propaganda contra, trazer o embaixador da música eletrônica em um de seus programas mais clássicos para pagar de bom moço é, no mínimo, irônico. Na real eu queria dizer hipócrita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não ficam apenas aí as demonstrações de hipocrisia no terceiro milênio. Pegue qualquer programa humorístico do século passado. Por exemplo, TV Pirata, ainda da mesma emissora, continha ótimas e hilárias piadas, e qual eram os assuntos básicos? Racismo e sexismo. Piadas sobre minorias raciais e homossexuais. Vê se algum programa hoje em dia faz bom uso disso? Não, claro que não. Porque não é politicamente correto, porque pode dar “processo” porque pode ofender, porque pode causar queda na audiência e bla bla bla. Ou seja, mais hipocrisia, porque não importa a raça, credo ou classe social, desses dois assuntos derivam sempre boas piadas, e não assumi-las em rede nacional, mesmo que todo mundo saiba que elas existam, é pura hipocrisia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Proibir certas drogas e não proibir álcool e tabaco é outra grande hipocrisia. É obvio que nesse assunto existem questões comerciais que talvez controlem mais este tipo de decisão, entretanto, continua sendo hipocrisia fazer de um caso de policia e de outro brincadeira de moleque. Todos viciam e todos podem ou não matar, só depende do usuário e do fornecedor. Se comunidades ancestrais sobreviveram milênios usando substâncias que causam alterações na mente sem nunca proibi-las, porque nós, seres mais evoluídos do planeta não conseguimos viver assim também? Seria hipocrisia? Ou apenas o capitalismo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não importa o assunto, sempre há hipocrisia. É aquecimento global comentado por grandes líderes que não aplicam as mesmas regras em seus dia-a-dias, jovens da classe alta fazendo protesto em favor do MST e muitos outros que, por terem virado hábito, provavelmente passam desapercebidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então fica a pergunta, depois de um século de descobertas, viver um século de hipocrisia, o que nos reserva o século que vem? Voltaremos aos bacanais, às grandes festas de muita música, comida, bebida e orgias vividas pelos romanos? Ou nos fecharemos ainda mais em nossos mundinhos altistas? Uma pena que não estarei lá para ver. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-5977276114596807372?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/5977276114596807372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=5977276114596807372&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5977276114596807372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5977276114596807372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/01/quando-o-mundo-se-tornou-to-hipcrita.html' title='Quando o mundo se tornou tão hipócrita? – uma história de café, sem eufemismos'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-9137649550173727393</id><published>2008-01-28T16:00:00.001-02:00</published><updated>2008-01-28T16:00:36.465-02:00</updated><title type='text'>De volta à maquina de escrever - uma história de café, passado à moda antiga</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos últimos 20 anos, a maneira com que as pessoas se divertem e se relacionam mudou bruscamente e isso devido, é claro, ao acelerado avanço das novas tecnologias e telecomunicações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi-se o tempo em que o CD ou o DVD eram grandes novidades. Hoje, quem não ouve música no formato mp3 ou qualquer outro digital não está apto a conhecer essa ou aquela outra novidade. Quem não assiste vídeos na internet não está por dentro das últimas notícias ou piadinhas. E já faz muito tempo que alguém não me mostra um álbum de fotos de verdade. Agora é só convite de e-mail para “veja meu álbum virtual”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E também existem aquelas pessoas que levam outra vida no meio virtual como Second Life ou outros similares, mas a base é sempre a mesma, hoje em dia, as pessoas passam mais tempo na frente de seus computadores do que dormindo ou fazendo qualquer outra atividade social. E, desta maneira, é imperativo que elas continuem exercendo sua individualidade através desta ferramenta e de sua invenção mais colaborativa, a internet.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria impossível imaginar a vida nos dias de hoje sem esta incrível descoberta. Quanto tempo você economiza na vida por organizar seus compromissos, compras e viagens através da internet? Conversar com amigos e pessoas queridas utilizando cartas que chegam instantaneamente, ou ainda ficar o dia inteiro de bate papo através de tantos utilitários de mensagens instantâneas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo fica mais simples com a internet. Ver fotos, assistir filmes, marcar um encontro, conhecer um outro país, saber das notícias antes dos jornais, ouvir música, fazer amigos, iniciar relacionamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos esses avanços também foram muito benéficos para a saúde financeira das empresas. A comunicação entre todos os setores ficou mais fácil, o transporte de materiais ou documentos se tornou mais ágil, o relacionamento entre cliente e empresa se tornou mais íntimo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entretanto, nem todo o setor empresarial gostou desta modernidade. Afinal, a internet é um lobo em pele de cordeiro, já que facilita os relacionamentos empresariais, e pessoais também. Ou seja, o funcionário que passa o dia todo trabalhando em seu computador, pode muito bem também se perder nas diversões atraentes da rede.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E é por isso que, hoje em dia, na contramão da tecnologia, milhares de empresas adotam práticas de censura cerceando a liberdade de seus funcionários. Ou seja, bloqueando certos serviços da internet para que seus trabalhadores não desviem um segundo sequer de sua função primordial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É o cabresto virtual, onde o funcionário, que passa a maior parte de seu tempo em seu local de trabalho e o resto no trânsito, não consegue se comunicar com o mundo, apesar de o mundo ter se tornado um lugar tão fácil de se comunicar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O trabalhador devidamente acabrestado não pode mais trocar e-mails pessoais com amigos e parentes, muito menos passar meia hora no bate papo para combinar o churrasco do fim de semana. Também não pode ouvir música, checar as últimas notícias, ou assistir um vídeo para distrair. E tudo isso, é obvio, para produzir mais, mesmo que infeliz. Pois obviamente, para estas genialidades administrativas, a felicidade de seus funcionários não é proporcional ao seu rendimento. Só eles para acreditarem que gente infeliz produz mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E assim, hoje em dia, depois de tanto trabalho para evoluir e alcançar maravilhas tecnológicas, é hora de voltar às origens. Eu trabalho numa agência de publicidade e as mudanças aqui, por exemplo, já estão agendadas pra que ninguém fique de vadiagem na internet. Eu que sou redatora vou ganhar uma máquina de escrever. Os diretores de arte, um jogo de esquadros, régua e compasso. Os programadores, um ábaco, os atendimentos, uma agenda e o resto que pare de reclamar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-9137649550173727393?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/9137649550173727393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=9137649550173727393&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/9137649550173727393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/9137649550173727393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2008/01/de-volta-maquina-de-escrever-uma.html' title='De volta à maquina de escrever - uma história de café, passado à moda antiga'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6318818929574340001</id><published>2007-08-31T11:05:00.001-03:00</published><updated>2007-08-31T11:05:31.111-03:00</updated><title type='text'>Travessia no busão, uma questão de estratégia – uma história de café, apertado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu não dirijo. E para sorte e futuro da nação, é bom que essa situação não se altere. Sendo assim, quando eu tenho que me locomover, uso meus pés ou o busão. E depois de anos de prática e treino, eu desenvolvi minhas próprias táticas de sobrevivência nesses meios de locomoção tão incertos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na realidade, eu gostaria de elaborar e distribuir um manual com normas de boa conduta dentro dos coletivos. Entretanto, como duvido da eficácia de tal material, nem me dou ao trabalho de começar. Mas como reclamar e falar mal é de graça e felizmente também uma de minhas virtudes, irei discorrer sobre o assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltando ao meu manual de sobrevivência em uma viagem de busão, eu finalmente percebi que tudo não passa de uma questão de estratégia. Desde o momento de entrada, passando pela catraca, até a saída, há que se planejar cada passo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao entrar, a atitude mais sábia é rapidamente identificar onde se localiza a porta de saída. Mas atenção, muita atenção. Com o advento dos corredores de ônibus, hoje em dia, o que acontece é que normalmente temos duas portas de evacuação, uma no lado esquerdo e outra no lado direito do veículo e que se abrem de acordo com o posicionamento do ponto de parada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, além de verificar o local de saída, é necessário também saber se o seu ponto final se localiza à esquerda ou à direta do busão. O que nos leva ao passo seguinte. Sabendo exatamente onde está a saída, o caminho que deve ser percorrido para chegar até ela e o tempo de sua viagem, você pode calcular com exatidão qual seria o seu melhor posicionamento no busão. Aquele em que você não vai atrapalhar e principalmente ser atrapalhado por ninguém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu explico. Você pode não cruzar a catraca e se posicionar perto da porta de entrada que não será utilizada naquele tempo para evitar o contato com os passageiros que não sabem onde se posicionar. Como você também pode optar por cruzar a catraca e ficar perto da porta de saída que não vai se abrir pelo mesmo motivo. Agora atenção crianças, muita atenção. Em hipótese alguma se aloje permanentemente empoleirado na porta efetiva de saída. Nunca, em hipótese alguma. Ter que descer e não conseguir porque um babaca resolveu ficar parado ali na portinha é o fim do mundo e pode levar qualquer ser humano normal a um ataque de nervos seguido de golpes de faca sem dúvida nenhuma por justa causa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deste modo, seguindo todas essas indicações à risca, sua jornada e a dos demais passageiros será claramente muito mais agradável e fácil de suportar. Fica provado então, que a sobrevivência nos coletivos não é uma questão de espaço, como muitos podem pensar, mas sim, uma questão de estratégia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6318818929574340001?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6318818929574340001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6318818929574340001&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6318818929574340001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6318818929574340001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/08/travessia-no-buso-uma-questo-de.html' title='Travessia no busão, uma questão de estratégia – uma história de café, apertado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2927821630741949248</id><published>2007-08-30T17:11:00.001-03:00</published><updated>2007-08-30T17:11:46.308-03:00</updated><title type='text'>Quem não tem colírio usa peneira – uma história de café, bem escuro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tirei esse post para reclamar da hipocrisia humana, ou seria hipocrisia brasileira? Bem, para começar, nada melhor do que o assunto do momento, tudo bem que já esfriou, mas nunca é tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, parafraseando algo que li outro dia e que resume bem a situação: um avião derrapa, não freia, bate, explode, mata 200 pessoas e o culpado é o dono do puteiro? Realmente na putaria que está o espaço aéreo brasileiro, nada mais natural do que culpar o cafetão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o que realmente me atraiu nos últimos dias foi algo que li num site de notícias sobre arte e cultura. Estão culpando a Chilli Beans, sim, aquela fabricante de óculos escuros que conquistou o mercado nacional nos últimos anos, de incentivar, intermediar e distribuir “drogas sintéticas”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você tem uma marca. Para que ela venda mais, é necessário que a ela seja agregado (odeio essa palavra, mas vai lá) algo impalpável, um sonho, um desejo, uma ideologia. Tem marca que se associa com a novela das oito, outras com roupas de surf, algumas com música, tem uma que usou até cowboys. O importante é nunca estar sozinho, sempre pertencer a algum ou vários nichos da sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois bem, percebendo sua grande aceitação em um tipo de consumidor, a Chilli Beans, entre outras coisas, resolveu colocar sua marca como apoio em eventos de música eletrônica e até vender convites de festas em suas lojas. Entretanto, música eletrônica já estava atrelada a outra coisa no consciente coletivo: “drogas sintéticas”. Deste modo, nada mais natural do que fazer a associação “lógica”: música eletrônica está para drogas, assim como a Chilli Beans está. Ou seja, a empresa distribui ecstasy nas festas que apóia. É tão óbvio, como é que eu nunca tinha percebido isso antes? Foi preciso que um dos gênios investigativos da nossa polícia fizesse tal descoberta e abrisse um inquérito contra a fábrica de óculos para eu me desse conta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Simplesmente um absurdo. Para o bem da sociedade, é necessário proibir essas aglomerações recreativas junenis com música alta repetitiva e consumo indevido de drogas. Entretanto como não há como comprovadamente culpar ninguém, há que se achar um culpado, qualquer que seja. E como foi feito com o dono do puteiro, no caso do acidente da TAM, resolveram culpar o dono da loja de óculos escuros. Claro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas pensando bem, isso faz todo o sentido, porque nessa mania brasileira de tapar o sol com a peneira na hora de achar um culpado, nada como pôr a culpa nos óculos escuros.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2927821630741949248?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2927821630741949248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2927821630741949248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2927821630741949248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2927821630741949248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/08/quem-no-tem-colrio-usa-peneira-uma.html' title='Quem não tem colírio usa peneira – uma história de café, bem escuro'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4306888543048141634</id><published>2007-08-22T11:57:00.000-03:00</published><updated>2007-08-22T11:58:33.180-03:00</updated><title type='text'>Mamãe quero ser voyeur – uma historia de café, observado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca o voyeurismo esteve tão em alta na humanidade. Provavelmente isso deve estar associado com o fato de não se ter mais tempo pra cuidar das nossas vidas e em contrapartida resolver cuidar da vida dos outros. Mas por que não cuidar do que é seu no pouco tempo que resta? Porque não é tão divertido e, principalmente, não é tão fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você passa o dia inteiro trabalhando em frente ao computador. Não tem tempo de ir ao banco, ao cabeleireiro, ao mercado, à biblioteca, tomar café com um amigo ou almoçar com a mãe. O que você faz então? Usa aquele seu tempo ocioso no trabalho para saber o que as outras pessoas, tão miseráveis quanto você, estão fazendo. Fuça o orkut, checa o fotolog, flickr ou outro site de hospedagem de fotos para saber se os outros estão tendo tempo de viajar, tirar férias, fazer baladas, conhecer gente nova. Não satisfeito, você acessa o blog para saber o que seus amigos têm feito, o que está passando na cabeça deles, se algum pretende se matar ou largar tudo e ir vender coco na praia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando todo o tipo de informação relevante sobre as pessoas que você conhece pessoalmente se esgota, você parte então para a vida das pessoas públicas. Checa os canais de fofoca da internet. Lê todo o tipo de notícia pastelão, vê quem são as celebridades grávidas da vez, quem se separou, quem se juntou, quem apareceu sem calcinha, quem deixou os peitos vazarem do tomara que caia, e principalmente, as gafes e barracos do momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Findo o dia de trabalho e com ele todas as novidades sobre a vida dos outros que você absorveu na internet, é hora de voltar para casa e cuidar da sua própria vida. Ou não. Você chega em casa e vai ver tv. Primeiro o noticiário para se atualizar e em seguida algum programa para se divertir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Big Brother e aquelas pessoas que têm que suportar umas as outras, confinadas naquela casa. Ou então você pode ver o que acontece quando duas famílias trocam suas esposas. Você pode ainda observar o sofrimento de mães que têm que lidar com crianças insuportavelmente sapecas, enquanto agradece por sua vida não ser tão difícil assim. Depois, pode acompanhar a viagem de um grupo de amigos pelo mundo, ou uma competição. Pode ver as pessoas fazendo tatuagens, ali na tela da sua televisão. Caso você prefira, pode acompanhar de perto as intimidades e dia a dia de uma celebridade, ou pode ver como é trabalhar nesse, ou naquele restaurante, ou como é ser uma modelo, cantor, estilista de sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, a TV lhe proporciona a incrível oportunidade de viver a vida de quem você quiser, da pessoa mais miserável à mais feliz, desde que isso lhe traga satisfação pela tristeza ou alegria do outro e, primordialmente, por você não ter que ocupar esse precioso tempo se preocupando com a sua vida. O que fazer daqui para frente, o que fazer no futuro e é claro, o que fazer agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Felizes eram aqueles que se contentavam somente em ficar debruçados em uma janela observando o movimento passar e comentando com a vizinha do lado. Ao menos ainda se saía de casa, conversava-se com o vizinho e havia movimento real para se observar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje tudo chega até você sem que você se dê conta, perceba, ou tenha tempo para decidir se é bom ou ruim. Simplesmente é mais um hábito adquirido para a distração fácil e despreocupação com o que fazer no dia de amanhã e com a própria vida. Afinal, é muito mais fácil ficar vivendo a vida dos outros, que já está pronta e decidida, às vezes até com a ajuda de um diretor, do que se chatear e gastar toneladas de energia procurando fazer algo com a própria rotina. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4306888543048141634?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4306888543048141634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4306888543048141634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4306888543048141634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4306888543048141634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/08/mame-quero-ser-voyeur-uma-historia-de.html' title='Mamãe quero ser voyeur – uma historia de café, observado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2205184334079072378</id><published>2007-06-12T11:59:00.000-03:00</published><updated>2007-06-12T12:01:16.878-03:00</updated><title type='text'>A ditadura das senhas – uma história de café, criptografado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Junto com a segurança e a praticidade que o advento da tecnologia trouxe ao homem moderno, veio o medo. Medo de que alguém roubasse seu conhecimento, medo de que alguém roubasse suas riquezas, medo de perder, medo de ser violado, medo de ser descoberto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu nunca imaginei que teria que memorizar tantas combinações alfa numéricas. Se já não bastasse meu endereço, cep, telefone, celular e número do trabalho, eu ainda tenho que decorar a senha da conta do banco, a chave de segurança do mesmo, a senha do e-mail, a senha da extranet do trabalho, a senha da intranet do trabalho, a senha de acesso ao meu computador do trabalho, a senha do MSN, a senha do gmail, das lojas americanas, do submarino e por aí vai. Cada novo site, cada novo cadastro, uma nova senha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obviamente, a tecnologia é ótima. Realmente uma “mão na roda”. Você resolve tudo sem sair da frente do computador. Que conforto, não? Paga as contas, faz transferências, faz as compras do supermercado, o presente da mãe, do cachorro, da namorada. Tudo isso sem tirar a bunda gorda da cadeira e os olhos fixos da tela iluminada. É, terríveis eram os tempos em que a gente tinha que sair de casa para conseguir o que se queria. E imaginar que, há pouco, achava-se um absurdo o vizinho tirar o carro da garagem para ir à padaria. Hoje em dia, a gente não desce nem mais até a garagem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas fora toda essa comodidade incômoda que nos prende cada vez mais ao trabalho, à dependência tecnológica e, principalmente, à mesa do computador (tem gente por aí ficando verde porque nunca mais viu o sol), tem o inconveniente de se ter que decorar incontáveis números e letras, tudo isso por segurança é claro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que era para nos proteger, salvar, trazer facilidades e mais tempo livre, só veio a nos escravizar mais. Com tanta combinação para lembrar, eu fatalmente esqueço alguma, ou confundo outra e fazer tudo de novo, trocar a senha e etc, é realmente um pé no saco. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sejamos francos, esse é um caminho sem volta. Agora não adianta mais reclamar, ou tentar mudar tudo. Por mais que a quantidade de senhas que a gente tenha que decorar seja indecorosa, não há mais o que fazer. Daqui pra frente, é se forçar para lembrar de cada número e cada letra na sua seqüência correta e torcer para que o Alzheimer não nos transforme numa geração de velhos incapazes de compor frases, e sim apenas combinações alfa numéricas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2205184334079072378?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2205184334079072378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2205184334079072378&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2205184334079072378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2205184334079072378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/06/ditadura-das-senhas-uma-histria-de-caf.html' title='A ditadura das senhas – uma história de café, criptografado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2705804988855026099</id><published>2007-06-11T18:13:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T18:14:36.445-03:00</updated><title type='text'>Vivendo na ponta dos pés – uma história de chá, do pequeno polegar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pode parecer exagero, mas não é. Eu vivo a vida na ponta dos pés. E não é no sentido figurado. Eu realmente realizo grande parte das minhas atividades cotidianas na ponta dos pés. E o pior de tudo, eu raramente reparo nisso. Só vou perceber quando algo dói, ou alguém tira uma com a minha cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que eu sou baixinha, mais baixa do que a média das mulheres brasileiras. E sendo assim, eu tenho que me virar. Mas como não foi algo que aconteceu de repente, muito pelo contrário, foi sempre algo cem por cento presente na minha vida, eu simplesmente passei a viver assim, sem nem me ligar do possível ridículo da situação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por exemplo, toda vez que eu tenho que passar o cartão (credito ou débito?) em algum lugar, o balcão é mais alto e para enxergar o visor, toca eu ficar na ponta dos pés. Nunca tinha reparado nisso, até que um dia, um aglomerado de colegas de trabalho observava a cena e ria descaradamente atrás de mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra tarefa complicada é escolher o sabor do sorvete ou ingredientes do macarrão em restaurantes ou cafeterias em que você pode combinar sabores (de ambos os alimentos porem não entre eles). Sempre tenho que ficar na ponta dos pés para conseguir ver todas as opções disponíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não é só a parte burocrática da minha vida que demando uma pressão maior na ponta de meus pés. A parte divertida também. Adoro jogar pebolim, entretanto, aquele canto que fica mais próximo de mim é um canto morto, não consigo enxergar a menos que fique bem na pontinha dos pés. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Shows. Primeiro que é impossível ficar no meio da muvuca. Ou eu fico bem na frente, ou nas laterais. Depois, a chance de eu ter alguma visão minimamente digna do palco é praticamente zero. Por fim, me resta acompanhar tudo do telão. E se já não me bastassem todas as dificuldades anteriormente citadas, eu ainda tenho que ficar na ponta dos pés, porque as cabeças de todos os outros sempre me atrapalham na hora de ver qualquer coisa e, principalmente, na ânsia de respirar um ar menos quente e poluído de tudo quando é aroma, impureza e gás, eu também impulsiono o corpo para cima buscando algo melhor para inspirar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem contar o resto de cenas bizarras. Tentar alcançar alguma coisa numa prateleira na ponta dos pés, cumprimentar pessoas na ponta dos pés, beijar namorado na ponta dos pés, procurar alguém no meio da multidão na ponta dos pés, olhar algo que alguém aponta na ponta dos pés, operar máquina registradora na ponta dos pés e milhares de outras coisas que eu provavelmente faço, não me dou conta ou não me lembro, na ponta dos pés e que aos olhos dos outros seres normais deve parecer piada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Viver na ponta dos pés, sinceramente, não é algo que me incomode, muito pelo contrário, até me diverte. O problema é que já é tão involuntário, que às vezes eu nem sei mais se eu fico na ponta dos pés ocasionalmente, ou em tempo integral.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2705804988855026099?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2705804988855026099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2705804988855026099&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2705804988855026099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2705804988855026099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/06/vivendo-na-ponta-dos-ps-uma-histria-de.html' title='Vivendo na ponta dos pés – uma história de chá, do pequeno polegar'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-238457932441201867</id><published>2007-06-05T14:06:00.000-03:00</published><updated>2007-06-05T14:08:23.469-03:00</updated><title type='text'>E porque eu não posso ter um aquário – uma historia de chá, de água suja</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como toda criança, durante minha infância, eu sempre quis ter um bichinho de estimação. Entretanto, considerando que eu vivia em um módico “apertamento”, os tradicionais gato ou cachorro estavam fora de questão. Sendo assim, tive que apelar para medidas estranhas na tentativa de controlar esse desejo tão natural da idade. Cheguei, inclusive, ao cúmulo de tentar criar um formigueiro. Enchi uma caixinha de fósforo com terra e folhas, enfiei umas formigas e esperei, em vão, que algo acontecesse. Felizmente, em pouco tempo eu me dei conta que a idéia era um fracasso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No intuito de acalmar essa minha vontade, minha mãe comprou um aquário com dois peixinhos dourados. Acredito que eu até cheguei a dar nome aos peixes. Isso da primeira vez, é claro, porque depois que a troca de peixes virou uma constância, parei com essa mania. Sim, os bichinhos não chegavam a durar mais do que 3 semanas. Até hoje, não sei muito bem do que morriam, se de fome ou exagero de comida. Se de trauma pela brusca troca da água, se de frio ou calor por causa da iluminação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Apesar de parecerem fáceis de criar, não latirem, arranharem, roerem a mobília ou fazerem xixi no carpete, peixes são extremamente difíceis de se ter como animal de estimação, na minha humilde opinião, obviamente. Primeiro que o bicho não reclama se está com fome, sede (peixe tem sede vivendo no meio de tanta água?), frio, calor, vontade de ir ao banheiro, ou sono. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Daí vem o problema da comida que, para mim, vai ser sempre um mistério. Quando é muito? Quando é pouco? Considerando que os bichinhos têm memória de 2 segundos e depois que comem, esquecem que comeram, fica bem difícil mesmo. Enquanto tem comida, eles comem, se não tem comida, eles não gritam por mais, e se tem demais, eles explodem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí vem o problema da higiene. Eles comem, dormem e vivem no mesmo lugar em que mijam e cagam. Por mais que você cuide da água, limpe, purifique e etecetera, tem sempre aquela aparência de partículas de sujeira passeando. E então você pensa, se esse animalzinho estivesse num rio ou no mar, não seria obrigado a conviver com sua própria merda, porque a correnteza iria levar. E agora porque eu, uma estúpida humana, obrigo o pobre coitado a literalmente viver na bosta? Um pouco injusto no meu, ainda que frio, ponto de vista. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem contar que peixes são suuuuuuper interativos. Você bate no vidro, eles assustam. Você fala com eles, não esboçam uma reação sequer. Você chama pelo nome, eles não abanam nem mais nem menos o rabo ou as barbatanas. Você grita, eles nem se alteram, você enfia a mão na água, eles fogem, você dá comida, eles não agradecem. Obviamente, devido ao grave problema de memória que os persegue, eles não conseguem nem lembrar quem você é, mas um pouco de atenção pelo lado deles não seria mal. Entretanto, considerando que você os tirou da liberdade e frescura das águas naturais, nada mais aceitável do que uma retaliação à altura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por fim, os peixes morrem com extrema facilidade na minha mão. Deve ser algo químico. Bastou eu cuidar dos bichinhos para eles irem direto pela privada. Fiquei tão boa no assunto que, hoje em dia, quando um deles morre, eu nem sinto mais culpa, tristeza ou desolação. Assassina profissional que mata a sangue frio. A pior espécie. E eu juro, não é por mal, eu alimento, converso, troco a água, sorrio e não adianta, eles teimam em continuar se matando. Provavelmente um biólogo iria explicar tudo de forma lógica, mas sinceramente, acredito que deve ser alguma reação alérgica ao meu corpo. Felizmente, mesmo pequena, eu ainda sou maior e sobrevivo, enquanto eles, um a um, morrem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A conclusão que chego é que, na minha situação, a única coisa que eu posso criar é uma planta. E no caso, um cactus. Porque quanto menos contato de minha parte o pobre ser vivo merecer, para o bem dele e manutenção da espécie, melhor. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-238457932441201867?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/238457932441201867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=238457932441201867&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/238457932441201867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/238457932441201867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/06/e-porque-eu-no-posso-ter-um-aqurio-uma.html' title='E porque eu não posso ter um aquário – uma historia de chá, de água suja'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4471490132558194534</id><published>2007-05-10T16:59:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T17:00:00.381-03:00</updated><title type='text'>Meio coorporativo, um organismo vivo e ciente disso – uma historia de café, pra matar o trampo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O mundo corporativo é realmente um ambiente a ser antropologicamente e sociologicamente estudado. Um ecossistema a parte que se mantém de maneira bizarra, quando não aleatória, várias vezes independente do comportamento ou vontade de seus integrantes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Baseando suas ações, reações, regras e normas de conduta no princípio da hierarquia, involuntariamente, todas as relações estabelecidas possuem suas fundações solidamente afixadas no medo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sendo assim, entramos na área dos cumprimentos. O mais forte cumprimenta o mais fraco com desdém, com a sabedoria de ser o portador da força, aquele que inspira sentimentos de terror sem ao menos proferir uma única palavra. Do outro lado, o mais fraco abaixa a cabeça, ciente de sua posição inferior, e espera por qualquer palavra, de ordem, escárnio ou até de simpatia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegamos, então, ao código de boas maneiras coorporativas. Entonação de voz, postura de tronco, aceno de cabeça, posicionamento dos pés. Cada detalhe conta quando é necessário transitar de um nível hierárquico a outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Reuniões podem ser extremamente cansativas, não pelo assunto ou pela duração, mas sim pela tensão psicológica que trazem consigo. A escolha das palavras, dos olhares, o momento certo de beber água ou pedir um café. Tudo conta pontos. Cada ação está sendo minuciosamente estudada para uma possível avaliação e veredicto final.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A dura conclusão é que, mesmo ao fim de uma jornada de trabalho, de anos de empresa, de amizades sinceras e inúmeras juras de amor em Happy Hours, os indivíduos nunca conseguem compreender de modo pleno como se comportar adequadamente em todas as situações. Há sempre uma exceção, há sempre uma dúvida, há sempre uma insegurança. Talvez esse seja sim o maior alicerce do mundo corporativo, a sua total incompreensão, falta de lógica e aleatoriedade. Sem saber corretamente o que fazer, para onde ir e o que dizer, o sujeito continua empregado, não tanto pelo seu salário ou valor frente à sociedade, mas sim pelo medo e total estranheza de por um acaso se ver um dia livre no mundo, despido de todos os seus valores, deveres e temores coorporativos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4471490132558194534?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4471490132558194534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4471490132558194534&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4471490132558194534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4471490132558194534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/05/meio-coorporativo-um-organismo-vivo-e.html' title='Meio coorporativo, um organismo vivo e ciente disso – uma historia de café, pra matar o trampo'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4016234573540767533</id><published>2007-04-17T17:15:00.001-03:00</published><updated>2007-04-17T17:17:20.613-03:00</updated><title type='text'>“Mas eu não sabia”, a nova coqueluche do momento – uma história de chá, socrático</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi-se o tempo em que ser o último a saber era sinônimo de marido traído. Hoje em dia, a moda é “mas eu não sabia de nada...” com cara de cachorrinho sem dono, é claro. Não tem erro, se você está realmente errado, é inegavelmente culpado, a tática é se fingir de morto, fazer cara de desentendido e encarar cada acusação como um grande mal entendido, senão uma enorme surpresa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A tática é valida em qualquer situação. De roubo dos cofres públicos a assalto à geladeira. Cadê aquele último pedaço de pudim que eu tava guardando? Ah querida, não sei de nada, nunca nem vi esse pudim! A gente comeu pudim essa semana? Tem certeza? Eu acho que não heim... é melhor perguntar às crianças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegou bêbado em casa, vai apanhar da mulher: mas querida, eu não sei nem meu nome, como é que você quer que eu saiba de quem é esse batom aqui? Eu não sei de nada, meu amor... Agora deixa eu dormir pra esquecer...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perdeu o milésimo gol da carreira: ah, mas eu não sabia que esse já era o milésimo gol. Juro, se eu soubesse, até tinha me preocupado mais. É impossível que eles não me avisem uma coisa dessas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Encontraram 4 milhões escondidos atrás de uma parede falsa: mas como é que isso foi parar aí? É um absurdo. Esses pedreiros de hoje em dia fazem essas atrocidades e depois quem paga o pato somos nós cidadãos de bem?! Vê se pode uma coisa dessas. Te juro de pés juntos, eu não fazia nem idéia de tudo isso aí, não sabia de nada, nunca soube e se não fosse por vocês, possivelmente nem viria a saber.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na rua: Cadê o celular aí doutor? Puxa, não sei. Passa a grana aí camarada e não tenta nada não que eu tô ligado na sua! Nossa, não sei do que você está falando. Pára de enrolar ô amizade e me passa logo os cartão, vamo ali naquele caixa eletrônico fazê umas coisinha. Olha, desculpa, mas eu realmente não sei do que você está falando. Nunca vi isso aí, não tô sabendo de nada, não posso te ajudar. Agora me dá licença que tão me chamando ali ó. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na escola: Joãozinho, a sua prova está igualzinha a da Fernanda. Você colou? Eeeeeu? Professooora, a senhora está duvidando de miiiim??? Mas eu não sei de nada não. Como é que uma coisas dessas foi acontecer?!?! Joãozinho seu menino travesso, não se faça de desentendido. Olha professora, pra ser sincero, eu nem sei quem essa Fernanda é. Eu presto tanta atenção na aula, que nem reparo nas pessoas. Mas ela senta do seu lado, menino!!! Sério? Nunca reparei. Olha professora, eu juro, eu não sei de nada disso que a senhora está dizendo aí não. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É simples. Com o “mas eu não sabia” você pode ser feliz em qualquer ocasião. Transitar de um extremo a outro sem grandes traumas ou frustrações e ainda de quebra, tirar alguma vantagem nisso. Afinal, pra todos os efeitos, você não sabia de nada!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4016234573540767533?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4016234573540767533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4016234573540767533&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4016234573540767533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4016234573540767533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/04/mas-eu-no-sabia-nova-coqueluche-do.html' title='“Mas eu não sabia”, a nova coqueluche do momento – uma história de chá, socrático'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-8651842291779179149</id><published>2007-04-12T15:46:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T15:47:09.637-03:00</updated><title type='text'>A história das coisas – uma história de chá, da Cracolândia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu trabalho no centro de São Paulo, mais precisamente na região conhecida como Cracolândia. Na realidade, nem é tão mal quanto parece. Você se acostuma fácil e depois não faltam motivos para dar risada. Mas infelizmente, apesar de estar perto de diversas coisas interessantes, eu, como boa paulistana que sou, nunca tenho tempo para visitar nenhuma delas, estou sempre com pressa e tenho sempre um compromisso urgente e inadiável. É por isso que para pessoas como eu, existem os imprevistos. Amém!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje, por um acaso do destino, acabei indo almoçar sozinha. Ótimo para pensar na vida. Depois de comer, notei que ainda me faltava um tempo da preciosa “hora do almoço” e resolvi caminhar um pouco, também ótimo para pensar na vida. Primeiro sai sem destino, entrei numa rua meio deserta e quando estava decidindo o que ia fazer, avistei o prédio da Pinacoteca ao fundo. Que sensação boa. Adoro construções antigas, elas me deixam imensamente feliz simplesmente por existirem. Atraída, hipnotizada, fui andando até chegar bem perto do edifício. É incrível como eu me sinto bem perto desses lugares cheios de história, imóveis, imponentes e de certa forma, imortais. Na porta, é claro, estavam diversos estudantes entediados com a idade do prédio e das obras que nele habitam. Provavelmente eu já fui um deles. Felizmente as pessoas mudam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passei encarando a Pinacoteca e me lembrei do Parque da Luz, que existe logo adjacente. Dia de sol, céu azul, temperatura gostosa. A sombra das árvores, o colorido das flores. Perfeito. E ilógico. Um parque até que bem cuidado, mas freqüentado pelas figuras características dessa parte do centro. Loucos, loucas, prostitutas, travestis. Todos surrados, maltratados, mal amados, mal nutridos, mal sonhados. Adoro parques, adoro verde, adoro sol, adoro luz. Não me senti mal. Tampouco me senti bem. Apenas me senti viva e privilegiada. Horário de almoço no centro infernal de São Paulo e eu estava calmamente passeando num reduto verde, esquecida da vida e do que deveria fazer. A energia que as coisas velhas emanam deveria ser algo a ser estudado, capturado, sintetizado e distribuído para a paz mundial. Você pode sentir a idade das coisas. Você pode sentir a segurança da experiência, pode imaginar tudo o que aquilo já viu, sentiu, observou, impassível e presente. É como se por alguns segundos, estando sob seu teto, perto de suas paredes, você pudesse também absorver um pouco de toda aquela vida, aquela energia, aquela história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sai do Parque. Cruzei a estação da Luz. Como coisas tão incríveis podem passar tão desapercebidas no dia a dia de milhões de paulistanos? Quantas mil pessoas passam naquele lugar todo dia, ansiosas por chegarem ao trabalho, sedentas por chegar em casa, desligadas do mundo que está lá fora, atentas apenas ao mundo que corre desgovernado dentro delas. Como não notar toda história que se desenrola à frente de nossos olhos, como não sentir a vibração que vem de cada viga, como ignorar cada sinal vindo do passado, como não ouvir cada mensagem clamando por um futuro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei lá. Às vezes é preciso se desligar de si mesmo. Parar de pensar com o umbigo e ouvir um pouco o que as coisas têm a dizer. Aquelas inertes, imóveis e sem temperatura corporal. Sentir o que elas já viveram, olhar o que elas já viram, pensar o que elas já intuíram e respirar o que elas já absorveram. Não é fácil, é preciso, antes disso, esquecer de muitas coisas. É por isso que para pessoas como eu e talvez como nós, existem os imprevistos, aqueles momentos que nos pegam de surpresa, nos jogam ao chão e nos fazem ver tudo de um ângulo completamente diferente e impressionantemente melhor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-8651842291779179149?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/8651842291779179149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=8651842291779179149&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8651842291779179149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8651842291779179149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/04/histria-das-coisas-uma-histria-de-ch-da.html' title='A história das coisas – uma história de chá, da Cracolândia'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4367680868761252146</id><published>2007-04-09T16:37:00.000-03:00</published><updated>2007-04-09T16:39:20.340-03:00</updated><title type='text'>Ode à cama – uma história de chá, servido na casa de Morfeu</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca pensei na cama como algo COMPLEXO até que, outro dia, me chamaram a atenção para o fato e sim, acho que a cama, esse objeto importantíssimo tanto para a manutenção, quanto à sustentação da espécie, é muito mais complexo do que se possa imaginar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas horas um ser humano normal passa em cima desse móvel tão peculiar? Considerando a média típica, 8 horas por dia, podemos dizer que passamos um terço de nossas vidas na companhia de tão aconchegante peça de mobília. Com tamanha convivência, é impossível não criar laços de afeto e até dependência pelo objeto inanimado, mas capaz de causar desejos desenfreados e fúrias de ansiedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem nunca abandonou a cama com aquele olhar de desespero, com aquele suspiro incontrolado, com aquela vontade de quero mais, com aquela sensação de prazer interrompido? Quem nunca passou o dia inteiro ansiando pelo momento de reencontrá-la, jogar-se a seus pés, abraçá-la e deixar-se envolver para uma noite de puro deleite e reconforto, para no novo amanhecer, ao abandoná-la, desejá-la com todo o ardor mais uma vez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas coisas se passam em cima de uma cama. Quantas conversas no meio da noite, no começo do dia. Quantos cochilos despreocupados no meio da tarde, quantas confissões. Quantos sonhos não realizados, quantos desejos encontrados, quantas esperanças concebidas, quantas brigas conciliadas, quantos males refeitos, quantas esperas resolvidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No auge do cansaço, no descontrole das emoções, no desconforto das sensações, não há lembrança mais reconfortante do que, em algum momento, reencontrar a própria cama, no intuito de finalmente se sentir seguro e amparado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Algo que nos desperta tamanha profusão de sensações, lembranças e desejos não pode ser, simplesmente, considerado apenas mais um objeto do mobiliário. Madeira, aço, alumínio, ferro, latão. Colchão, espuma, mola, algodão. É muito mais do que apenas matéria. É a essência e talvez o fim e o começo de tudo o que somos, pensamos, sonhamos e fazemos do início ao final de nossos dias.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4367680868761252146?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4367680868761252146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4367680868761252146&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4367680868761252146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4367680868761252146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/04/ode-cama-uma-histria-de-ch-servido-na.html' title='Ode à cama – uma história de chá, servido na casa de Morfeu'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-8272887907798100688</id><published>2007-04-04T11:34:00.000-03:00</published><updated>2007-04-04T11:35:08.862-03:00</updated><title type='text'>e-bêbado, a evolução do bom e velho pinguço – uma historia de café, alcoólico</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Meios de comunicação e bêbados. Por mais que às vezes a junção desses dois elementos represente um paradoxo, dependendo do estado de bebedeira o bebum pode se tornar incomunicável, é importante lembrar que durante todo o tempo em que o pudim de pinga ainda tem controle sobre sua língua, ele pode (existem suas exceções) se transformar no ser humano mais comunicativo do mundo. Ama todo mundo, abraça todo mundo, fala com todo mundo e, se ninguém lhe dá atenção, ele arruma um jeito de consegui-la.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desse princípio, surgiu o clássico bêbado telefonista. Aquele que, antigamente, ligava de madrugada dizendo coisas indecifráveis no meio de declarações de amor, te convidava para um lugar que você não entendia e, no dia seguinte, negava de pés juntos tudo e qualquer coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a invenção e disseminação do celular, tivemos a primeira evolução do bêbado telefonista. Tendo a possibilidade de ligar a qualquer hora para qualquer um, o cachaceiro devidamente manguaçado saia ligando para todo mundo, falando todo e qualquer tipo de atrocidade via telefone móvel. Com a popularização do SMS, vulgo torpedo, o bêbado telefonista evoluiu para o bêbado telegrafista, porque afinal, uma mensagem enviada por alguém que não consegue nem falar é impossível de ser lida, devendo assim ser decifrada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E por fim, vejo, já há algum tempo, o surgimento da nova espécie da linhagem. O e-bêbado. Isso mesmo senhoras e senhores, o bêbado virtual, o bêbado cibernético, o bêbado do terceiro milênio plugado e atualizado com todos os recursos e possibilidades da internet. Surfando imprudentemente nas ondas do ciberespaço. Disponível nas versões “estou chegando da balada agora” e “passei a noite inteira aqui bebendo com o computador”, o e-bêbado pode ser encontrado e apreciado após as 2 da madrugada em qualquer programa de comunicação instantânea disponível na internet. Sempre disposto a uma conversa fiada e um papinho nonsense, o e-bêbado é o fanfarrão virtual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É fato, se você entra no MSN ou qualquer similar depois das 2 da manhã, ou você encontra aquele seu amigo puto trampando pra caralho ou então uma porção de e-bêbados. Piadas sem graça, comentários que você não entende, erros e mais erros de digitação, já foi provado que o álcool atrapalha o reflexo e a coordenação motora, o webcachaceiro é diversão na certa. Se você é um e-bêbado também, nada mais lógico do que trocar idéia com seus companheiros igualmente alcoolizados. Se você está sóbrio, é sempre uma boa oportunidade de dar umas boas risadas, e se o seu interlocutor está sóbrio, prepare-se para a retaliação no dia seguinte. Sem contar o chavequinho virtual que corre solto durante toda a madrugada. Afinal, todo bêbado, mesmo que preso às limitações do mouse e do teclado, só quer amar. Mesmo que no dia seguinte ele lembre de muito pouco, ou quase nada, pelo menos não corre o risco de acordar com alguém que “não conhece” ao seu lado. No máximo uma cpu danificada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antigamente, a gente ficava bêbado, abraçava os amigos fazia pessoalmente, carnalmente e enfaticamente juras de amizade e eterno amor. Com o tempo, passamos a apenas telefonar em momentos ternos como esse. Hoje em dia, as coisas estão tão distantes, ou tão rápidas, ou tão volúveis que o modo mais fácil, indolor e atual de ser super comunicativo quando bêbado, é ligar o computador e ficar dizendo absurdos à distância, sem ver, ouvir, ou tocar a pessoa do outro lado da rede.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-8272887907798100688?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/8272887907798100688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=8272887907798100688&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8272887907798100688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8272887907798100688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/04/e-bbado-evoluo-do-bom-e-velho-pinguo.html' title='e-bêbado, a evolução do bom e velho pinguço – uma historia de café, alcoólico'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6380975875077944263</id><published>2007-03-30T17:56:00.000-03:00</published><updated>2007-03-30T18:04:48.081-03:00</updated><title type='text'>Viver é uma loteria – uma historia de chá, de sorte e também de azar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;“A felicidade, como a morte, é como um concurso milionário da TV” – Fred Zero Quatro – Samba Esquema Noise, Mundo Livre S/A&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Não costumo começar textos com citações. Acadêmico demais para mim. Mas tenho que abrir uma exceção. Nesse caso, nada exprime melhor o que quero dizer do que a frase acima. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Cada vez, acredito mais que a vida não passa de uma grande loteria. Tem horas que acredito no acaso, nas coincidências, nos padrões. E tem horas que eu também acredito na total irregularidade e falta de sincronia de todos os atos e suas conseqüências. Sendo assim, no fim das contas, tudo é uma questão de sorte ou azar. Nada melhor do que simplesmente acreditar que tudo não passa de uma grande loteria. Ganhar ou perder, às vezes, nem é o mais importante. Na maioria das vezes, você só quer continuar dentro do jogo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Tem aquela de que você tem que estar na hora certa, no lugar certo, falando com as pessoas certas para conseguir aquela oportunidade que vai mudar sua vida. Ou então, o contrário. Foi tudo um grande golpe de azar fulano estar no lugar errado, na hora errada, com as pessoas erradas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há justiça, não há fazer por merecer, não há lógica. Apenas a escolha aleatória da bolinha premiada. Ouvi uma vez que coisas boas acontecem quando estamos distraídos. Deve ser verdade mesmo. Você nunca espera realmente ganhar na loteria, é sempre pego de surpresa. Então, nada mais lógico, mesmo que ilógico, do que esperar a sorte grande, quando você menos espera por ela. Confuso? É, vai entender. É a vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obviamente, a teoria da ação e reação se aplica. Não vou, nesse momento, com toda a minha prepotência, negar os princípios da física. Entretanto, há de se convir que coisas estranhas acontecem de modo inexplicável e desaparecem de modo mais inexplicável ainda. Quer a minha teoria? Loteria. Tudo não passa de um grande “concurso milionário”. Hoje você ganha, amanhã você perde. Quem se importa? Suas apostas, mesmo que você pense que não as tenha feito, estão sempre rolando e, um dia, a felicidade, ou o azar vão bater na sua porta. Não sabemos o dia em que iremos morrer. Como também não sabemos o dia em que iremos conhecer “aquela pessoa” ou encontrar “aquele emprego” ou se livrar “daquele problema”. O que a gente faz, no fundo, é torcer. Torcer para que esse dia chegue logo. Torcer para que nossa bolinha premiada seja a bola da vez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E daí eu me pergunto: e quem é que fica lá girando o globo e escolhendo os ganhadores? Será que a fé, o culto, as religiões, não são apenas maneiras de manifestar a nossa fixação por sermos enfim sorteados? Por sermos finalmente premiados com a sorte grande? Será que tudo não passa de uma grande torcida pelo cavalo ganhador? Pelo bilhete da sorte? Porque afinal, quando estamos lá, pedindo algo “aos céus” não temos certeza do que vai acontecer. Podemos sim batalhar, perseverar, perseguir o sonho e fazer tudo por ele, mas sempre, mesmo os mais céticos, têm um pedacinho ansiando por uma ajuda externa e inexplicável. A torcida por ganhar algo na loteria. Algo que você não tem controle, mas que seria muito bom se desse certo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No fim, em algum lugar, tem alguém girando um globo gigante e anunciando a seqüência de ganhadores. Provavelmente comendo pipoca, bebendo cerveja e rindo pra caralho de toda a confusão que as conseqüências desse sorteio bizarro causam na população que não faz nem idéia do que está acontecendo e que habita esse engraçado planetinha. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6380975875077944263?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6380975875077944263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6380975875077944263&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6380975875077944263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6380975875077944263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/viver-uma-loteria-uma-historia-de-ch-de.html' title='Viver é uma loteria – uma historia de chá, de sorte e também de azar'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-9192288327124055736</id><published>2007-03-22T17:51:00.000-03:00</published><updated>2007-03-22T17:52:37.017-03:00</updated><title type='text'>No tempo das cavernas – uma história de café, de dona de casa</title><content type='html'>Quais são as diferenças entre homens e mulheres?&lt;br /&gt;Vamos começar pelas óbvias. Homens têm pênis, mulheres têm vagina. Homens têm peito, mulheres têm seios. Homens têm muito pêlo pelo corpo, mulheres tiram tudo. Homens fecundam, mulheres dão a luz. Homens têm mais músculos, mulheres têm mais gordura. Qualquer livro de biologia acompanhado de uma teoria evolucionista explica todas essas diferenças de forma lógica e inegável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos às diferenças não tão óbvias. Homens coçam as partes íntimas, mulheres não. Homens caem na farra e na bebedeira, mulheres não. Homens ficam até tarde na rua fazendo algazarra, mulheres não. Homens discutem política, mulheres não. Homens fazem comentários inteligentes e piadas de humor negro, mulheres não. Homens saem sozinhos com amigas mulheres, mulheres não saem sozinhas com amigos homens. Homens moram sozinhos, mulheres não. Homens ficam ricos, mulheres não. Homens reclamam, mulheres não. Homens saem para se divertir sozinhos, mulheres não. Mulheres lavam, passam e cozinham, homens não. Mulheres cuidam dos filhos, homens não. Mulheres chegam cedo em casa, homens não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordou de alguma das colocações acima? Amém! Discordou de todas elas? Aleluia, o mundo tem salvação! Não discordou de nenhuma? É, eu já desconfiava. É um absurdo como ainda existem homens que realmente acham que mulher “pra casar”, “pra namorar” tem que ser aquele modelo de mulher pré-queima de sutiãs. Usa saia comprida, não abre a boca, a não ser para palavras agradáveis, não bebe, fica em casa cuidando de tudo, enquanto o maridão/namorado cai na esbórnia. O problema é que, depois que as tais queimaram os sutiãs, além de ter todas essas obrigações, a mulher moderna ainda tem todos os benefícios que ganhou. Ela trabalha. E depois de um dia exaustivo na labuta, ainda tem que correr até o lar para aprontar tudo, pegar as crianças na escola, arrumar o jantar e dar um tapa na casa, porque afinal, a vida de mulher é muito mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que tem muito casal, hoje em dia, que divide tudo em casa e também fora dela. Mas infelizmente, isso ainda é minoria. Eu sei que tem muito homem que, da boca pra fora, é todo oba-oba, adora cair com a mulherada na balada e se esbaldar. Mas na hora de tachar “a minha mulher” sempre descreve uma santa. Aquela que fica em casa esperando ele chegar, não bebe, não fala palavrão e parece sempre uma boneca de porcelana, bem diferente daquelas que ele adora cair na gandaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu definitivamente não consigo entender como é que, nos dias de hoje, ainda exista essa diferença, ainda exista gente apontando essa diferença, e ainda existe gente mantendo essa diferença. É algo que eu não consigo compreender, não consigo aceitar e ao que tudo indica, não consigo mudar também. Definitivamente, não sou “a mulher que fica em casa”, nem me interesso pelos “homens que acham que lugar de mulher é atrás do fogão”, ou seja, o ciclo neandertal não me afeta diretamente. Mas saber que ele existe e, principalmente, que sua ocorrência não é pequena, me tira do sério. Mas enfim, fora reclamar, uma das minhas já reconhecidas qualidades e que me desqualifica para uma porção de homens, aparentemente, eu não posso fazer mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-9192288327124055736?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/9192288327124055736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=9192288327124055736&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/9192288327124055736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/9192288327124055736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/no-tempo-das-cavernas-uma-histria-de.html' title='No tempo das cavernas – uma história de café, de dona de casa'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-1127883893638038159</id><published>2007-03-22T16:30:00.001-03:00</published><updated>2007-03-22T16:30:49.744-03:00</updated><title type='text'>Questões que me perseguem e permanecem sem resposta – uma história de chá, inconformado</title><content type='html'>•    Por que quando você está tentando esquecer alguma coisa, ela é sempre o seu primeiro pensamento ao acordar e a última lembrança antes de dormir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Por que, no busão, as pessoas teimam em se amontoar num lugar, barrando a passagem para espaços mais livres ou cadeiras vazias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Por que nos finais de semana, quando eu posso dormir até tarde, eu não consigo dormir muito e, durante a semana, quando eu tenho que acordar cedo, é praticamente impossível sair da cama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Por que não trabalhar, apesar de parecer uma coisa boa, geralmente acaba sendo uma coisa ruim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Por que, quanto mais tempo livre, menos coisa eu consigo fazer e quando estou atolada sempre sobre um tempinho para algo a mais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-1127883893638038159?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/1127883893638038159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=1127883893638038159&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1127883893638038159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1127883893638038159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/questes-que-me-perseguem-e-permanecem.html' title='Questões que me perseguem e permanecem sem resposta – uma história de chá, inconformado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6572849335602217823</id><published>2007-03-16T17:21:00.000-03:00</published><updated>2007-03-16T17:22:26.580-03:00</updated><title type='text'>Casais enamorados - uma história de chá, melado</title><content type='html'>Outro dia resolvi analisar antropologicamente casais de namorados. É curioso como, quando dentro de um relacionamento, você nunca repara em certos detalhes que para quem observa de fora, podem ser muito engraçados ou simplesmente ridículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro que a dupla regride à fase da pré-escola. Anda de mãozinhas dadas, usa uma porção de palavras no diminutivo e o top de linha, começa a falar naquela vozinha dengosa de imbecil. Sem querer ofender ninguém, falo isso por experiência própria. Também já virei uma completa idiota, mas porque caralho isso acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como todo mundo muda a voz no telefone na hora de conversar com o ser amado. E mais engraçado ainda é quando, num assunto mais delicado, sempre termina-se a frase em lá maior. Pode reparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando que parte do nosso cérebro o amor, a paixão afetam para ocasionar mudanças tão brutais de comportamento e atitude. Como é que você passa de um ser humano são e normal para um avoado de voz fina e jeito bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que isso não dura pra sempre, mesmo que o relacionamento dure (casos raros ainda são registrados). Tem uma hora que, também inexplicavelmente, o casal repara que aquelas afetações são absolutamente dispensáveis e, na realidade, até ridículas e começam a agir naturalmente mais uma vez. Tem-se então uma fase pé no chão, com bases sólidas na realidade, conversas inteligentes, aliás, mais conversas e menos dengos e as coisas parecem se encaminhar mais uma vez para a normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nada nunca pára de evoluir, chega então a fase em que, ao invés de falas longas e melodiosas, muda-se para frases curtas e muitas vezes ásperas. Mais uma vez, gostaria de poder explorar a área do cérebro que administra isso. Como você vai do afável retardado ao maníaco psicótico com a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem maiores mistérios, assim vão se desenrolando os relacionamentos. Provavelmente Adão já perguntava à Eva “de quem é esse narizinho?”, até que a danada foi se engraçar com outra cobra, comeu uma maçã e daí pra frente foi só “vai fazê o almoço muié” e “vê se antes trás uma cerveja bem gelada e os amendoim”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6572849335602217823?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6572849335602217823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6572849335602217823&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6572849335602217823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6572849335602217823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/casais-enamorados-uma-histria-de-ch.html' title='Casais enamorados - uma história de chá, melado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-5819229426265424544</id><published>2007-03-13T15:46:00.000-03:00</published><updated>2007-03-13T15:47:27.812-03:00</updated><title type='text'>O pó na vida – uma história de chá, em pó</title><content type='html'>Outro dia ouvi uma muito boa. Que tudo era culpa do pó. Rinite, sinusite, café ruim, sujeira, problemas de visão, emagrecimento, caganeira. Pobre pó. Bem, sabe como eles dizem, do pó ao pó. Não dá para negar nossas origens, muito menos tentar ocultar nossa total dependência, principalmente na vida moderna, dessas pequenas partículas às vezes tão curiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante pensar como, hoje em dia, temos tantas coisas em pó. Sopa em pó, leite em pó, chocolate em pó, café em pó, suco em pó, chá em pó. Basta adicionar água e a vida se transforma. Como aquela piadinha onde resolveram o problema de falta de água no deserto. Criaram a água em pó. Basta adicionar água e voilà!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva a pensar: o que será que fez com que o ser humano pensasse que o pó poderia substituir grande parte de seus problemas? Obviamente, as coisas em pó, como tudo o que é desidratado, ocupa muito menos espaço. Afinal, a água, esse negócio inodoro, incolor e insípido, não deve fazer grande diferença mesmo. É só fazer uma analogia com nós mesmos. Somos 70% água. Você tira todo o H2O líquido e o que sobra? O que realmente importa. Os órgãos, as plaquetas, os músculos.... NÃO. Se a água fosse dispensável, ela não ocuparia três quartos do nosso corpo e do nosso planeta, então por que essa obsessão por tirá-la de tudo e deixar apenas o pó?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei que é mais prático, ocupa menos espaço, é fácil de carregar, tem maior tempo de duração (às custas de todos os conservantes e etc, mas isso é outra história mal humorada). Quantos batalhões, no frio gélido da Rússia, essas maravilhosas invenções em pó já não salvaram? Quantas pessoas em busca de aventura já não foram por ele animadas? Mas, por outro lado, a casa tá suja, é culpa do pó. Não pára de espirrar, é culpa do pó. Tempestades no deserto, é culpa do pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante essa relação que nós, homus erectus contemporâneos, temos com o pó. Fico imaginando quem foi o primeiro que teve a grande idéia, e se a gente transformasse isso em pó? Puxa, acho que ia resolver todos os nossos problemas, heim?? E o resto, desde então, é história. Mas se tem até caipirinha em pó, eu acredito em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se drenassem toda a água da Terra, sobraria apenas o pó. Quando a vida de nossos corpos se esvair, sobrará apenas o pó. Agora, por que é que viemos do pó também? Até onde eu me recordo, o lugar de onde eu vim era bem úmido, lembrando mais uma vez a importância inegável da água na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divagações metafísicas à parte, deixo aqui a minha declaração de amor e ódio ao pó, esse pequeno elemento que fácil se perde, em todo lugar se acha, a uns agrada, a outros nem tanto, porém, indispensável para a vida como a conhecemos hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-5819229426265424544?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/5819229426265424544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=5819229426265424544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5819229426265424544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5819229426265424544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/o-p-na-vida-uma-histria-de-ch-em-p.html' title='O pó na vida – uma história de chá, em pó'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-5854457758377443288</id><published>2007-03-12T10:52:00.001-03:00</published><updated>2007-03-12T10:52:53.249-03:00</updated><title type='text'>Já não se fazem mais vídeo games como antigamente – uma história de café, pixelizado</title><content type='html'>No meu tempo, os heróis de vídeo game eram compostos por umas dezenas de pixels bem organizados e nada mais. As paisagens eram estáticas, objetivas e quadradas. Os comandos eram simples, para frente, para trás, direita, esquerda, pular, abaixar e parar. No máximo um  atirar e pegar, mas nada muito complexo. Os botões, quando muito, eram dois. Um para o polegar esquerdo e outro para o direito. Sem mistérios, sem magias, sem complicações. E é claro, os sons. Diretos, incisivos. Clicks. Pocs. Zuns. Músicas eletronicamente e minimamente planejadas para não ocuparem muito espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, os heróis, vilões, mestres, magos, dragões e etc, são mais reais, muitas vezes, do que o meu próprio reflexo no espelho. São praticamente pessoas que você imagina, ou até gostaria de encontrar na rua, na balada, no supermercado. Os cenários são mais detalhados do que muita obra de arte barroca ou renascentista. A trilha sonora é feita pelas bandas da moda. Os movimentos são todos planejados, ensaiados. Os botões? ah, os botões... São tantos que eu não sei nem numerar, quanto mais manejar. É preciso ter curso de datilografia avançado antes de se aventurar num desses joysticks modernos. Confesso que fico perdida. Não sei o que fazer. Aperto tudo ao mesmo tempo e espero o que quer que aconteça acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior de tudo é ouvir da nova geração as críticas aos jogos que marcaram a minha vida. Nossa, mas que chato! Só faz isso? Que tosco! Mas como assim???? É uma obra prima do fim do antigo milênio! Pixels gigantes finamente organizados para promover o máximo de diversão pelo mínimo de complexidade! Por favor, não blasfemem e minha presença!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, como tudo que se refere a esses incríveis tempos modernos, isso também não tem mais volta. Tecnologia boa é aquela que é tão boa, que é melhor do que qualquer coisa que seja real. Tipo uma bolha de bytes e efeitos especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nada mais posso fazer a não ser baixar meus emuladores e me divertir quietinha, sem emitir sons de euforia ou alegria, com meus jogos de 1k e esperar que os templários do 3D nunca me descubram, ou serei sumariamente expulsa desse mundo de irrealidade real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-5854457758377443288?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/5854457758377443288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=5854457758377443288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5854457758377443288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5854457758377443288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/j-no-se-fazem-mais-vdeo-games-como.html' title='Já não se fazem mais vídeo games como antigamente – uma história de café, pixelizado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-510288671791238005</id><published>2007-03-07T17:10:00.000-03:00</published><updated>2007-03-07T17:12:51.107-03:00</updated><title type='text'>Pensamento do ano - de rebordosa</title><content type='html'>Bebo para afogar meu superego.&lt;br /&gt;Pena que o danado sabe nadar e vem puxar meu pé pela manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-510288671791238005?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/510288671791238005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=510288671791238005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/510288671791238005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/510288671791238005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/pensamento-do-ano-de-rebordosa.html' title='Pensamento do ano - de rebordosa'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6069371023797872558</id><published>2007-03-07T14:46:00.000-03:00</published><updated>2007-03-07T14:47:29.745-03:00</updated><title type='text'>Versinhos infames – uma escorregada no chá</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;In peça que alguém faça&lt;br /&gt;Out peça para food er&lt;br /&gt;Com quem só chicken bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;All cansei tudo o que care ia&lt;br /&gt;Pena que pisei na light nha&lt;br /&gt;E desviei do meu come inho&lt;br /&gt;Enquanto school tava um som.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6069371023797872558?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6069371023797872558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6069371023797872558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6069371023797872558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6069371023797872558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/versinhos-infames-uma-escorregada-no-ch.html' title='Versinhos infames – uma escorregada no chá'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6616379634745214252</id><published>2007-03-05T16:00:00.000-03:00</published><updated>2007-03-05T16:03:03.942-03:00</updated><title type='text'>TNT – um cafezinho curto</title><content type='html'>Fiquei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;O&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;A&lt;br /&gt;       de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;A&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;O&lt;br /&gt;            &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;E&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;AR&lt;br /&gt;        enTENDER&lt;br /&gt;            &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;A&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;A&lt;br /&gt;            &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;E&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;Ação&lt;br /&gt;            &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;E&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;Ando&lt;br /&gt;     me &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;E&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;AR&lt;br /&gt;    por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;A&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NT&lt;/span&gt;O&lt;br /&gt;           TEMPO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6616379634745214252?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6616379634745214252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6616379634745214252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6616379634745214252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6616379634745214252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/tnt-um-cafezinho-curto.html' title='TNT – um cafezinho curto'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2133834276866742396</id><published>2007-03-01T13:21:00.001-03:00</published><updated>2007-03-01T13:22:47.313-03:00</updated><title type='text'>Órfã do Carnaval – uma história de café, com confete e serpentina</title><content type='html'>Esse ano eu passei o Carnaval no Rio de Janeiro. Como não sou dada à multidões e apresentações colossais, fiquei todo o tempo longe da Sapucaí e perto dos blocos carnavalescos. E como, além de tudo, prefiro manifestações mais restritas, procurei aqueles blocos mais alternativos, menos inchados, mais sossegados e por tudo isso, mais surreais. Desde pequena, sempre passei o tal feriado numa cidadezinha do interior paulista, onde a grande festa era cantar marchinhas de carnaval e brincar despreocupadamente, como nos bons idos tempos. Quando o Axé invadiu a avenida, eu simplesmente me retirei pela porta dos fundos na esperança de que dias melhores iriam vir. E vieram. Esse ano, no Rio, pude ter minhas esperanças retornadas em grandes doses de folia e alegria inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os blocos saem pelas ruas cantando marchinhas antigas e atraindo multidões de pessoas que não querem nada mais do que se divertir. Nada de pressões, nada de tumultos, nada de confusões. Posso dizer que meu carnaval no Rio foi uma experiência antropológica, uma constatação da natureza humana, um sonho surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando pelas ruas desertas da cidade, tinha a impressão de estar em um conto de ficção científica ou de terror, é claro que numa interpretação mais lúdica, onde a metrópole havia sido esvaziada, seus habitantes teriam deixado tudo às pressas ao saber da invasão que estava por vir. Assim, a cidade teria sido infestada por orlas de foliões desvairados, dançando insandecidamente e cantando músicas por muito esquecidas. Fantasiados, coloridos e com sorrisos de dar inveja, as nuvens de gafanhotos fanfarrões iam percorrendo as ruas com uma energia contagiante, deixando um rastro de melodia e às vezes desolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem caminhasse pelas ruas do centro com o trânsito fechado, o comércio lacrado e os bancos ausentes, não imaginaria que em poucos segundos, aquilo pudesse se transformar num dos cenários mais animados de carnaval que já presenciei. Cortando o silêncio e a monotonia, direto do nada, surgia a multidão de alegria incontrolada, entoando cantigas de bebedeira, amor e folia, pulando, dançando, se abraçando, exibindo vestes espalhafatosas, colorindo o asfalto e os prédios cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na “Volta dos Mortos Vivos”, em que a cidade devastada é invadida por zumbis, a cidade Maravilhosa aparentemente abandonada era dominada pelo grupo mais animado de cidadãos. E ao fim do dia, com o pôr do sol, o corpo dolorido e a voz rouca de tanto cantar, a única coisa que eu podia desejar era a chegada de uma nova onda de tresloucados que pudesse, enfim, não me deixar parar de sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2133834276866742396?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2133834276866742396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2133834276866742396&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2133834276866742396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2133834276866742396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/rf-do-carnaval-uma-histria-de-caf-com.html' title='Órfã do Carnaval – uma história de café, com confete e serpentina'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2592983463915295164</id><published>2007-03-01T12:16:00.000-03:00</published><updated>2007-03-01T12:17:22.035-03:00</updated><title type='text'>Casamento, um contrato empresarial – uma história de café, amargado</title><content type='html'>Outro dia ouvi uma ótima: se uma coisa é proibida ou vira lei, é porque antes disso, deveria acontecer pra caralho. Igual quando você chega em um lugar e está ali escrito em letras garrafais “Não fazemos fiado”. Com certeza o dono do estabelecimento já tomou um cambau tão grande antes disso, que agora não consegue mais finalizar uma única transação sequer, sem antes perguntar se o dito cujo tem como pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta primeira premissa, eu comecei a pensar no casamento, que afinal, nada mais é do que abrir uma empresa em conjunto com alguém. Você faz um contrato, acorda como vão viver, o que é seu, o que é da outra parte e, fatalista como qualquer negociação comercial deve ser, você ainda determina o que vai acontecer quando vocês (sim, invariavelmente segundo as novas doutrinas mercantilistas) se separarem, afinal, toda empresa que se preze está correndo o risco de falir, ruir e quando isso acontecer, você deve saber para onde correr. Nos dias atuais, ninguém pode se dar ao luxo de viver na incerteza, sem saber como será o dia de amanhã, mesmo que você não tenha nem condições de saber se vai efetivamente chegar a esse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, bons eram os tempos dos casamentos hippies... Paz, amor e sexo livre! Isso sim é que deveria ser vida. Casar com os pés descalços tocando a grama, roupas largas, frases soltas, palavras suaves, nenhuma preocupação. Mas, ao que tudo indica, esse negócio de casamento ser uma ação contratual remonta ao direito romano. Os bons e velhos sábios da antiga Roma já celebravam suas uniões matrimoniais com a assinatura de papéis autenticados, oficializando a aliança. O que me leva a pensar que, para que esse tipo de coisa passasse a existir, antes a putaria entre os casais deveria ser muito grande, levando todos eles a se organizarem e exigirem leis que os protegessem e oferecessem segurança. E isso me leva a uma outra lei, aquela em que a um cidadão lhe é proibido casar com a ex-sogra ou ex-sogro, não importando a situação civil de ambos. Sogro é sempre sogro e ponto final. Ou seja, se isso hoje é proibido, é porque antes acontecia pra caralho! Que mundo bizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nisso tudo, o que mais me assusta, realmente, é o fato de você já começar a relação pensando que ela pode, ou vai acabar. Contratos gigantes organizando os bens para uma possível separação, dores de cabeça, advogados. Se vai acabar, porque então começa? Ok, talvez eu esteja sendo um pouco radical, se prevenir é sempre bom e por mais amor que exista, a gente nunca sabe do futuro. Mas pra mim, me parece um pouco insensível demais ter todo o fim estabelecido, organizado, mesmo antes do começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, batendo na mesma tecla, se hoje as coisas são assim, é porque antes já deu confusão demais não ter nada estabelecido ou acordado, mas por mais lógico que tudo isso seja, me assusta, realmente me faz pensar no que a humanidade está tomando como verdade hoje em dia e o que mais vamos inventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, sendo esse um assunto sem fim e aparentemente sem começo também, deixo aqui registradas as minhas impressões e me excluo de levantar sugestões, mesmo porque não as tenho. Prefiro, dessa vez, assumir descaradamente meu papel de observador e ver se, em algum momento, vamos parar de teorizar até o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2592983463915295164?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2592983463915295164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2592983463915295164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2592983463915295164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2592983463915295164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/casamento-um-contrato-empresarial-uma.html' title='Casamento, um contrato empresarial – uma história de café, amargado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6042730188270978783</id><published>2007-03-01T11:31:00.000-03:00</published><updated>2007-03-01T11:32:20.214-03:00</updated><title type='text'>Wonderland or Neverland? – uma história de chá, onírico</title><content type='html'>Se você pudesse escolher, para onde iria: Terra do Nunca ou País das Maravilhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinceramente não sei. Houve um tempo em que eu provavelmente escolheria ir para a Terra do Nunca, a idéia de crescer, virar gente grande, arranjar um monte de responsabilidades estúpidas e ter que lidar com preocupações irritantes nunca me animou muito. Sendo assim, permanecer criança para o resto da minha existência sempre me pareceu a melhor solução para todos os meus problemas. Sem contar que eu adorava a Sininho e a possibilidade de poder voar para qualquer lugar. A única coisa que me incomodava era aquela gritaria de meninos perdidos, tenho um adulto ordeiro escondido dentro de mim, mas nada que uma boa conversa civilizada não resolvesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o País das Maravilhas sempre se apresentou muito mais colorido, alegre e cheio de mistérios para mim. Por mais que toda aquela liberdade da Terra do Nunca me cativasse incondicionalmente, eu sempre achei o lugar meio sombrio, aquela Ilha forrada por uma floresta Tropical, densa e cheia de predadores escondidos, sem mencionar é claro, o capitão gancho e aquele crocodilo que engoliu um relógio. Aquele tic-tac sempre me deu frio na espinha. É aí que entra o País das Maravilhas, um lugar em que você pode crescer, diminuir, fumar narguilé com uma centopéia, ser uma peça de xadrez, ter um exército de cartas de baralho, tomar chá com o Chapeleiro Maluco e a Lebre de Março e ainda completar 364 (não em anos bissextos) desaniversários. A perspectiva de diversão é incrivelmente muito maior. Além daquele coelho branquinho que sempre me passou muito mais paz e segurança do que o desmiolado do Peter Pan (olha só a minha parte velha conservadora gritando de novo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que sim, se fosse para escolher apenas um lugar para viver, eu escolheria o País das Maravilhas. Até o nome é mais convidativo: Maravilhas, não Nunca. Um lugar em que qualquer coisa pode acontecer, inclusive pintar rosas brancas de vermelho, ou dar risada com um gato que aparece e desaparece. Quer lugar mais divertido do que esse? Não consigo pensar em absolutamente nada melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, é com muito pesar que eu me despeço de Peter Pan, Wendy e todos os meninos perdidos e adoto a terra da Rainha de Copas como meu novo lar. Pretendo em breve já agendar meu primeiro chá com o Chapeleiro, isso se eu conseguir alcançar o coelho para descobrir que horas são. Depois, irei gastar todos os meus dotes esportivos em uma animada partida de cricket com a Majestade e, por fim, conversar longas horas em cima do muro com Humpty Dumpty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal posso esperar! Que ótimas surpresas e surreais irresponsabilidades essa nova vida me reserva. Vou já fazer minhas malas, adormecer embaixo de uma árvore e esperar feliz da vida a hora de me jogar de cabeça no primeiro buraco que encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6042730188270978783?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6042730188270978783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6042730188270978783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6042730188270978783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6042730188270978783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/03/wonderland-or-neverland-uma-histria-de.html' title='Wonderland or Neverland? – uma história de chá, onírico'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-8962183767244678994</id><published>2007-02-16T15:13:00.001-02:00</published><updated>2007-02-16T15:13:55.514-02:00</updated><title type='text'>Porque as mulheres gritam – uma história de chá, de romã</title><content type='html'>Às vezes eu me pergunto, por que as mulheres gritam tanto? Não querendo me colocar fora dessa, mas tem vezes que até eu mesma fico chocada, observando de longe meio sem reação, pensando se eu faço a mesma coisa. São gritinhos agudos de (falsa) felicidade, gritos longos de (falsa) surpresa, gritos estridentes, curtos, urros. Todos eles. Os homens não gritam tanto assim. Eu acho. Ou se gritam, pelo menos não atingem os mesmos decibéis, machucando os ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode reparar, uma das grandes características de homossexuais ou transexuais mais afetados é gritar a toda hora e por qualquer coisa. Isso porque rola um exagero de suas características femininas. E tem coisa mais de mulherzinha do que sair por aí gritando a torto e a direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação típica. Uma grupo de amigas, (não precisam ser muitas, umas quatro já dão um bom exemplo), que não se vêem há muito tempo se encontram. É um berreiro. Quem tá dentro pode até não reparar, mas de fora é realmente a mesma coisa que jogar milho no galinheiro. É possível, até, ver as penas voando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as mulheres gritam para tudo, a toda hora e nos mais diferentes volumes e freqüências todo mundo sabe. Agora o que eu queria saber é porque isso acontece. O que faz com que o ser humano do sexo feminino, em determinadas situações, se esgoele para mostrar sua: a. feminilidade; b. fragilidade; c. felicidade; d. todas as anteriores; e. nenhuma delas. Que parte do cérebro comanda essa bizarra reação, ou seria apenas um comportamento social? Você cresce vendo todas as outras gritarem, logo, você deve gritar também para fazer parte do grupo, do gênero. Isso explica porque as adolescentes gritam tão exageradamente mais, afinal, essa é uma época difícil, é importante afirmamos quem somos e sentirmos inseridas no grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, acho que isso nunca vai mudar mesmo. Já é uma tradição. O engraçado é que, dependendo da cultura, elas podem gritar muito ou pouco, alto ou baixo. As japonesas dão gritinhos abafados, as muçulmanas fazem aquele barulho estranho com a língua. Será que na Antiguidade as mulheres já gritavam assim? Será que Cleópatra e suas amiguinhas já tinham essa mania? Maria Antonieta e as damas de companhia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, nenhuma explicação vai ser boa o suficiente para me convencer, ou precisa o suficiente para me fazer entender. O máximo que pode acontecer é que, diante de tamanha revelação, eu solte um grito num tom nunca antes ouvido e coloque toda a teoria abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-8962183767244678994?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/8962183767244678994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=8962183767244678994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8962183767244678994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8962183767244678994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/02/porque-as-mulheres-gritam-uma-histria.html' title='Porque as mulheres gritam – uma história de chá, de romã'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-7040806643390836702</id><published>2007-02-15T18:27:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T18:28:02.087-02:00</updated><title type='text'>Dramas no mundo cotidiano moderno – uma história de café, de mau humor</title><content type='html'>Uma compilação das situações que me atormentam no dia a dia mas sem grandes alterações no curso da história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Meu cabelo tem vida própria. Cada dia ele fica de um jeito e não adianta, por mais que eu me esforce, vire para um lado, mecha para o outro, ele sempre acaba ficando como ele quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Por que as coisas erradas sempre andam em grupos de três? É só uma coisa dar errado que você pode esperar, mais duas delas virão na seqüência. E caso apareça uma quarta, você tá na bosta, porque logo serão 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    O ser humano só destrói, corrompe, polui e reclama. A única coisa que ele sabe fazer de bom é amar e nem pra isso mais a gente tem tempo hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Eu nunca vejo TV, mas toda vez que eu ligo a danada, sempre está passando o mesmo pedaço do mesmo episódio do mesmo seriado que eu nunca lembro o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Não importa se eu começo a procurar no começo da pilha de papel ou no fim, a folha que eu preciso é sempre a última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Sempre que eu tô com o dinheiro contato até o fim do mês, alguma coisa de vital importância quebra e eu tenho que pagar um absurdo com o conserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Por que quando está chovendo, o motorista do busão sempre ignora o meu ponto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Por que sempre que eu tenho uma grande idéia pouco antes de dormir, eu nunca lembro dela quando acordo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    O pipa ou A pipa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-7040806643390836702?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/7040806643390836702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=7040806643390836702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7040806643390836702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7040806643390836702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/02/dramas-no-mundo-cotidiano-moderno-uma.html' title='Dramas no mundo cotidiano moderno – uma história de café, de mau humor'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-1761585321878414252</id><published>2007-02-13T15:52:00.001-02:00</published><updated>2007-02-09T06:25:59.985-02:00</updated><title type='text'>Certificado de veracidade da mentira – uma história de café, galhofeiro</title><content type='html'>Existem alguns profissionais que já são vistos como mentirosos antes mesmo de sequer pensarem em abrir a boca para dizer alguma coisa. Os óbvios advogados, publicitários, e claro, qualquer um que esteja no ramo da política. É verdade que você não deve NUNCA colocá-los no mesmo saco, um publicitário tem horror em ser comparado com um advogado, entretanto creio eu, que políticos adoram ser comparados com publicitários e advogados, uns até os são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, existe também muito lobo em pele de cordeiro, aqueles que mentem escondidos atrás do véu da verdade. Jornalistas, documentaristas, professores e até médicos. Gente que vive espalhando por aí declarações, afirmações, constatações, muitas vezes, baseadas apenas em opinião pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um publicitário/advogado/político abre a boa, todo mundo já espera que o que quer que vá sair dali seja uma grande mentira e se por algum acaso, tiver relação real com a verdade, será uma versão incrivelmente exagerada dos fatos reais. Ninguém mais acredita em nada do que eles falam, nem eles mesmos, e aparentemente, todo mundo convive bem com esse fato. Uns fingem que contam uma novidade, outros compram a idéia e todo mundo vai se enganando porque assim é mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o real problema começa quando temos que lidar com os legítimos “portadores da verdade”, aqueles que supostamente deveriam entregar os fatos como tais e deixar que seu interlocutor interpretasse a mensagem. Esse é o maior erro, porque tendo conhecimento do poder que possuem, aquele de proferir apenas a VERDADE, eles podem inclusive inventar a versão que mais lhes convir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalismo opinativo até pode ser um modo de informar, mas eu ainda acho muito perigoso, quando isso deixa de ser percebido, passando a simplesmente ser assimilado, incontestado e acatado. Porque se você já está condicionado a não acreditar na propaganda, mas no jornal você acredita, quem garante que os limites entre um e outro não são ultrapassados quando os dois convivem de modo tão interdependente? É fácil virar as páginas de uma revista sem notar os anúncios, se prender com unhas e dentes em uma matéria e sair dali fazendo exatamente o que o jornalista manda. Agora, sair e comprar o que quer que o anúncio vendesse já não é tão fácil assim. E porquê? Simplesmente porque se convencionou que um é o vilão e o outro é o mocinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa necessidade maniqueísta do ser humano de opor bem e mal. Colocá-los em lados opostos e não aceitar um conjunto intersecção provindo do contato entre um e outro. Assim, fica fácil ignorar um lado e idolatrar o outro cegamente, sem questionamento, sem renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que nesse mundo moderno, onde as pessoas não têm mais tempo para nada, é difícil parar e tentar rever coisas que há tanto tempo já fazem parte de nosso comportamento, mas às vezes vale o exercício. Vale a pena, um dia, inverter os papéis. Ler as notícias como publicidade e ler a publicidade como notícia e constatar que, tais vestes parecem até novas nos velhos personagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-1761585321878414252?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/1761585321878414252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=1761585321878414252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1761585321878414252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1761585321878414252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/02/certificado-de-veracidade-da-mentira.html' title='Certificado de veracidade da mentira – uma história de café, galhofeiro'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-548021638236196539</id><published>2007-02-05T13:57:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T13:58:10.394-02:00</updated><title type='text'>Por que eles dependem tanto de nós – uma história de chá, servido com esmero</title><content type='html'>Se um dia desses, num acaso do destino, você estivesse andando calma e tranquilamente na rua e o incrível oráculo das três perguntas simplesmente pulasse na sua frente oferecendo a resposta para a tríade das questões irrespondíveis, o que você indagaria? Eu já elegi as minhas. Duas clássicas, é obvio, “qual é o sentido da vida” e “o que acontece depois que a gente morre” e uma que me perturba nas horas vagas “porque é que os homens são tão dependentes das mulheres?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria culpa de Eva? Culpa da galinha que colocou os ovos antes que os ovos fizessem as galinhas? Joanna d’Arc? Lady Guinevere? Queen Elizabeth? Aquelas outras que queimaram sutiãs????? Complexo de Édipo? Problemas com a cicatrização do cordão umbilical? Falta de amamentação? Super amamentação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil saber quem ou o quê culpar, o fato é que os homens são sim dependentes das mulheres. É claro que uns menos, outros mais, porém todos eles se mostram incapazes de realizar tarefas simples na ausência de nós, seres da raça feminina. E o que mais me intriga é que sim, eles tem total consciência disso, chegam a admitir em certas ocasiões e mesmo assim, reconhecendo tal incapacidade de lidarem com a vida sozinhos, muitos deles ainda tem a coragem de esbravejar aos quatro cantos que são melhores, sabem mais e isso ou aquilo. Se são às vezes incapazes de lavarem as próprias cuecas, acho bem improvável que possam ser tão grandiosos assim. Acho que tudo é parte de um mecanismo de auto-sugestão, se eu repetir isso infinitas vezes, irei acreditar e a vida pode ser mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes discursos femininos a parte, eu fico impressionada com a inabilidade que eles têm de não se adaptarem à novas situações. Como aquele ratinho que estava condicionado a pegar a comida no canto esquerdo da gaiola. Quando mudam o alimento para o lado direito, ele passa fome durante uma semana até que numa fúria de seus instintos, resolve sentir o cheiro e acha o jantar esperando naquele improvável canto direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje escutei de um amigo, no seu estado vermelho radioativo de sol, que não tinha passado protetor solar porque não tinha nenhuma mulher para passar. Exageros à parte, não duvido que uma porção disso seja verdade. Já vi homem não comer fruta por ter preguiça de descascar. É só aparecer com a salada de frutas pronta que eles se jogam de cabeça. Acredito que tem uns e outros por aí que quando a mãe, mulher, namorada ou empregada sai de férias, passam fome ou não lavam a roupa nem passam pano na casa durante dias. Tem uns que não conseguem nem achar o telefone do disk-comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que, no fundo, parte da culpa dessa irritante dependência é nossa. A mãe que faz tudo pelo homenzinho para que ele possa gastar todo o seu tempo apurando sua masculinidade. Afinal, cozinhar, limpar a casa e outras coisas são (eram) serviço de mulher. Aí, o jovem rapaz cresce, se desenvolve, arranja uma namorada que, sabiamente, começa a fazer pequenos agrados. Um jantar aqui, uma arrumadela acolá. Quando vê, ele já não faz mais nada sozinho e ela não pára de servi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, era pra ser assim mesmo. Não adianta ficar aqui pensando culpa de quem tudo isso é. Não adianta queimar toneladas de roupas de baixo em protesto, em espírito de libertação. Esse instinto materno não vai nos deixar parar de querer cuidar e esse desamparo inerentemente masculino não os deixa parar de depender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-548021638236196539?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/548021638236196539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=548021638236196539&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/548021638236196539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/548021638236196539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/02/por-que-eles-dependem-tanto-de-ns-uma.html' title='Por que eles dependem tanto de nós – uma história de chá, servido com esmero'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6672565240598255013</id><published>2007-02-05T10:27:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T10:28:33.238-02:00</updated><title type='text'>Those good old times – uma história de chá, de saudade</title><content type='html'>Por que frequentemente temos a impressão de que os tempos idos eram melhores do que aquilo que se vive hoje em dia? No fundo, no fundo, não se tem certeza se a afirmação é verdadeira, mas é inevitável soltar um “ah, no meu tempo era diferente”, “aquela época é que era boa” e a clássica “eu era feliz e não sabia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o saudosismo já faz parte do ser humano. Não tem como separar uma coisa da outra. Por mais que o que tenha acontecido no passado nem tenha sido tão fantástico assim, olhar para trás com os olhos de hoje sempre trás saudade e nostalgia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela coisa, o ano chega ao fim e você sempre espera que o ano seguinte seja melhor, porque afinal, pior não pode ser, e logo você se vê na mesma armadilha, sentindo falta daquilo que passou. Acho que é característica do ser humano relevar as coisas ruins e ficar sempre com a melhor lembrança. Como fim de namoro. Passado o trauma, a raiva e qualquer outro tipo de sentimento que envolva o rompimento, fica apenas aquela névoa dos bons momentos compartilhados juntos, lá se foram as brigas, os desentendimentos e toda a confusão do período final. Não sei se o ser humano é bobo ou esperto nesse aspecto. Esquece que o pior já passou e por vezes se mete nas mesmas enrascadas. Por outro lado, é muito melhor viver com a lembrança de algo bom, do que se machucar com a recordação de uma mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que eu tenho é que quando criança, eu era feliz sem precisar de muito. Às vezes, dá vontade de voltar no tempo e ficar lá. Mas só de em pensar em ser adolescente de novo e todas as outras coisas já me faz mudar de idéia rapidinho. Acho que no fundo a gente se ilude com esse negócio de passado. Só porque não pode ter, acha que seria melhor. E, provavelmente, vivendo o que quer que seja que agora temos saudades, naquele momento, estaríamos desejando estar em outro tempo e assim um após o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser essa constante insatisfação do ser humano. Aquilo que nos move. Nunca está feliz com o que tem, quer o que não pode ter e sempre deseja algo que já passou, só pelo prazer mórbido de se torturar com o desejo que nunca será realizado. Acho sim que todo mundo tem um pouco de sádico. Ficar relembrando a mesma situação boa inúmeras vezes, num último esforço de não perder aquela sensação, sem perceber (ou percebendo) que assim, apenas cutuca a ferida da certeza de nunca mais poder ter aquilo de volta. Mas se lá, acho que na verdade é essa inesgotável vontade de algo que ainda não se tem que nos mantém caminhando para frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6672565240598255013?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6672565240598255013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6672565240598255013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6672565240598255013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6672565240598255013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/02/those-good-old-times-uma-histria-de-ch.html' title='Those good old times – uma história de chá, de saudade'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-5665952202159703626</id><published>2007-01-10T16:41:00.000-02:00</published><updated>2007-01-10T16:43:15.990-02:00</updated><title type='text'>Dê-me uma bolsa ou um sapato e eu serei uma mulher feliz – uma história de café, de salto alto</title><content type='html'>Com o passar dos recentes anos, fui desenvolvendo essa gigantesca fixação por sapatos e bolsas e tenho reparado, (nada oficial, mas tudo muito bem observado) que não sou a única. À medida que o tempo passa, não sei porquê, as mulheres desenvolvem essa incrível adoração por bolsas e sapatos. Não basta ter um, dois, o de sair e o de trabalhar ou qualquer outra denominação que seja, é preciso tê-los as dúzias, as baciadas, ou então, tudo está perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explicar tal fenômeno de forma racional, vou enumerar alguns dos fatores que nos levam a seguir esses padrões de forma tão natural. Bolsa é algo indispensável, que você usa todo dia, olha todo dia, carrega todo dia, não sai de casa sem. Sendo assim, você tem duas opções, ou usa a mesma bolsa durante meses até enjoar e ter que arranjar outra, ou troca de bolsa todo dia como quem troca de roupa de baixo. Em qualquer uma das alternativas, você vai precisar de pelo menos mais duas bolsas-do-dia-a-dia-reserva para alternar, qualquer que seja a sua rotina de variação entre elas. Paralelo a isso, temos as bolsas de festa e ocasião. No ramo bolsas de festa, é preciso ter uma pretinha básica e uma outra de cor qualquer, no mínimo. E aí, seguem as bolsas adicionais, uma bem pequena para quando você não quer levar muita coisa, uma grande para viagens e qualquer outra de acordo com as especificações da dona. Isso, limando tudo muito por baixo, considerando ter apenas o necessário, apenas um exemplar de cada tipo, sem extravagâncias, sem estripulias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os sapatos são mais complicados, depende muito do estilo de cada um. Eu não gosto muito de calçado social. Então, mantenho uns dois ou três básicos para emergências, uma sandália “de festa” e pronto. Mas há quem consiga listar milhares de subgêneros dentro da minha pobre e pequena lista. Prefiro sandálias mais despretensiosas, tênis coloridos, sapatilhas e todo e qualquer tipo de coisa estranha que saia no mercado. Assim, mesmo que eu já tenha o sapato de festa, o de todo dia e o especial, é praticamente impossível me conter frente a alguma novidade. Veja só, sapatos são coringas. Eles podem mudar completamente o visual. Transformar uma roupa básica em algo especial, aumentar uns centímetros, imprimir um tom formal, ingênuo, ousado, chamar a atenção. Não adianta, são eles que vão determinar a sua real intenção ao escolher aquela roupa. É muito simples visualizar isso. Imagine um terno. Formal, não? Isso se o sujeito em questão estiver usando um sapato social que combine. Se ele estiver de tênis, sua interpretação sobre quem é essa pessoa é uma, já se ele estiver de havaianas, sua interpretação vai ser completamente diferente. Assim, não adianta apenas escolher a roupa, a vestimenta dos pés é fator determinante das suas intenções na composição. Deste modo, é impossível manter um número restrito de calçados. É sempre bom ter um a mais, algo novo, algo antigo, você nunca sabe o que ou quando vai precisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findas as minhas explicações racionais e absolutamente aceitáveis, vem tudo aquilo que não se explica. É impulso. Estou passando em qualquer lugar e vejo algo que me atrai, bolsa, sapato ou qualquer variação, é impossível não parar e ficar admirando. Difícil mesmo é me conter e não comprar tudo o que vejo pela frente, muitas não conseguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já constatei que o intrigante evento não se passa apenas comigo, é algo como um mal comum que todas nós, mais dia ou menos dia, iremos sofrer. Alguns homens não entendem, outros não querem nem ter conhecimento, muitos nem notam se trocamos a bolsa ou estamos usando um sapato novo. Não importa. Aliás, quando abro o armário e vejo a quantidade de bolsas, nem sei o que importa. Só sei que amos todas elas, assim como amo meus sapatos e por mais que às vezes eu não tenha saco para experimentar um vestido ou provar uma calça, eu sempre tenho paciência de sobra para escolher uma bolsa nova ou algo que tenha sido feito especialmente para o meu pé. Ainda não entendo de onde vem essa fúria por acessórios, mas sei que não estou sozinha nessa enfermidade e sei que onde quer que esteja, bolsas e sapatos sempre irão me fazer feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-5665952202159703626?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/5665952202159703626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=5665952202159703626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5665952202159703626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/5665952202159703626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/01/d-me-uma-bolsa-ou-um-sapato-e-eu-serei.html' title='Dê-me uma bolsa ou um sapato e eu serei uma mulher feliz – uma história de café, de salto alto'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-9158458326638596285</id><published>2007-01-10T11:04:00.000-02:00</published><updated>2007-01-10T11:05:13.328-02:00</updated><title type='text'>O elevador e eu – uma história de café, entre andares</title><content type='html'>Eu não gosto de elevador. Do mesmo modo que tem gente que não gosta de quiabo, ou jiló (eu adoro os dois), eu não gosto de elevador. Assim, sem nenhum grande motivo aparente. Não tenho nenhum problema com eles. Nenhum trauma. Nunca fiquei presa durante horas, nunca me aconteceu nada de mal. Eu simplesmente não gosto deles. Mas, apesar de não gostar, ao contrário do que as pessoas fazem com o jiló e o quiabo, eu não o evito. Dificilmente pego as escadas (a não ser que sejam rolantes) ao invés de ir de elevador. Só quando tenho que ir a andares baixos e seria um desaforo chamar o elevador, que eu me dou ao trabalho de subir as escadas. De outra forma, mesmo com todo o meu desgosto, encaro o dito cujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte que eu não gosto nos elevadores é a impessoalidade. Você entra lá, naquela caixa de metal que se fecha com o seu consentimento e começa a subir ou a descer um vão. Ao seu lado, estranhos, ou às vezes até pessoas conhecidas. Todos compactados na mesma caixa. Você não sabe muito bem o que dizer, aliás, não sabe nem se deve dizer alguma coisa. Não se mexe muito para não invadir o espaço pessoal de ninguém. Se tem espelho, você olha para trás, meio discretamente e finge arrumar o cabelo. Se tem aqueles contadores de andar, você fica olhando fixamente como se pudesse acelerar o processo de locomoção. Se você não tem nenhuma válvula de escape, olha para o chão, pega a chave, mexe na mão, ou reza para tudo acabar o mais rápido possível. O problema mesmo é quando alguém resolve puxar papo “puxa, parece que vai chover hoje, não?”, “que calor!”, “nossa, como você cresceu! (eu não cresço há mais de 10 anos) a última vez que te vi, você estava no colo da sua mãe!” (ã-hã). É insuportável, eu não consigo dar continuidade a nenhuma dessas conversações. Sou incapaz. Simplesmente, puramente, incapaz. Parece-me imoral, falta de decoro manter uma conversação num lugar tão apertado, quando em breve nos separaremos para nunca mais nos vermos. Porque então tentar manter qualquer tipo de relação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, acho educado (e isso eu pratico) cumprimentar as pessoas ao entrar e ao sair do elevador. Mas apenas isso. Não precisa de nada mais. Afinal, o tempo que dividiremos no mesmo recinto não requer maior intimidade de conversação, não? Um simples “ola/oi”, “bom dia/tarde/noite” ou até um discreto aceno de cabeça, seguido por um “tchau/até logo” já basta. Porque teimar em manter uma conversação que vai de nada a lugar algum? Só aumenta o incômodo que é estar no tal elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar o verbo que se usa para descrever o ato de transitar dentro do moderno aparelho destinado ao deslocamento vertical dos corpos. Você toma um elevador? Eu tomo água, remédio, até vergonha na cara... Agora um elevador? Tomá-lo, engoli-lo? Sei lá, difícil para mim. Você pega um elevador? Você agarra ele com todas as suas forças para só soltar quando chegar no seu local de destino? (acho que para certas pessoas isso até pode servir, não para mim.) Você anda de elevador? Não é tão mal, já que você anda de carro, de moto, de cavalo... Acho que o melhor mesmo é ir de elevador. Vou de elevador, afinal, ele nada mais é do que um meio de transporte, por mais limitado que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a minha infância, era fã de elevadores. Entrava e apertava todos os andares e saia correndo, achando que tinha feito a maior traquinagem do mundo. Ou então apertava o botão de segurança para o elevador travar no meio de algum andar, assustando todo mundo. Adorava ficar presa e ver o elevador abrir no meio de uma parede, ou entre andares, ou no meio do nada. Ficava esperando o momento que finalmente ele iria me levar para outra dimensão, outra realidade, outro mundo. Infelizmente, isso nunca aconteceu, eu cresci, nós nos separamos e, hoje em dia, apesar de tolerá-lo, eu não gosto mais dele como costumava. Sozinhos, eu e ele, até pode ser. Eu finjo que não estou olhando, ele finge que não se importa. Agora, em companhia de outras pessoas... aí fica complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando tem ascensorista? Que andar, por favor? Ou quando tem musiquinha no elevador? O au concour em todas as categorias. O fato é que, apesar de não gostar muito, eu os respeito. Afinal, eles prestam à humanidade um grande serviço levando um monte de gente para baixo e para cima todos os dias. Mas por maior que seja meu respeito, no caso de arranha céus ou elevadores panorâmicos até admiração, não consigo evitar de antes de entrar num deles sempre soltar um suspiro apreensivo de tensão (e aqui vamos nós!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-9158458326638596285?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/9158458326638596285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=9158458326638596285&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/9158458326638596285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/9158458326638596285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/01/o-elevador-e-eu-uma-histria-de-caf.html' title='O elevador e eu – uma história de café, entre andares'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4994394802336624393</id><published>2007-01-09T15:11:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T15:12:19.943-02:00</updated><title type='text'>Como nascem os cafajestes – uma história de chá, de coração partido</title><content type='html'>No início, tudo era luz. Depois de um tempo, surgiram os rios, os lagos, os mares, as montanhas, os campos, as falésias. Então, vieram os animais na água, no céu, na terra e por fim, o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No delicado esquema da sobrevivência, os animais, entre caçar e se defender, também tinham que se preocupar com a manutenção da espécie e, para isso, se reproduzir. Assim, com o passar dos dias, desenvolveram técnicas apuradas de conquista e jogos espirituosos de sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, esse negócio do macho sair a caça da fêmea disputando-a com seus semelhantes não é novidade, vem dos primórdios de nossa existência. E o potente reprodutor, além de ter que conquistar a desprevenida fêmea, ainda tinha que provar para todos os outros machos que era o melhor. Como se pode ver, uma artimanha cruel e insensível da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de escolher uma presa, o macho se decidia por aquela que causasse maior frisson dentre aqueles de seu bando, pois o troféu do prêmio seria maior. Por outro lado, a pretendida não poderia ser fácil, afinal, o macho deveria fazer valer o esforço de seu objetivo, valorizando o jogo da conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio, a fêmea se fazia de difícil. O macho vinha daqui, elogiava dali, trazia presentes e tentava se encostar. Firme, a donzela resistia o quanto podia, até que, frente a tamanha demonstração de afeto, ficava caidinha e se decidia, por fim, ceder aos encantos do Don Juan. Furiosos e com muita dor de cotovelo, os demais machos do bando não podiam fazer nada além de lamentar, afinal, aquela havia sido a decisão da fêmea e, ciente dessa posição, o macho vitorioso desfilava todo garboso acompanhado de sua tão estimada noiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selado o acordo de amor, o macho cortejava a bela até que, finalmente, pudesse traçá-la e enfim exercer sua função de reprodutor. Tendo o coito sido concretizado e a superioridade do macho ativo perante seus iguais consolidada, ele simplesmente abandonava a fêmea, desamparada e perdidamente apaixonada por ele, indo em busca de outra vítima. Enquanto isso, a pobre moça, emprenhada e sofrendo de amor, deveria seguir em frente e encarar seu futuro de mãe solteira a espera de um novo amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a futura vítima do mesmo macho doravante apenas cafajeste, mesmo sabendo das características cafas de seu caçador, iria acolhê-lo de braços abertos, afinal quem não quer o macho de maior destaque e prestígio do grupo? Ele já tinha provado que era um bom reprodutor (dava no coro com primazia) e ainda impressionava os outros machos, não havia porque recusar. Sem contar que toda fêmea pode até negar, mas no fundo, adora ser exibida como troféu, além de obter a aprovação e inveja dos demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, guardadas as devidas proporções, este é o comportamento típico do cafajeste moderno. Não que ele realmente faça isso por mal, mas como pudemos constatar, é tudo uma questão de instinto. Afinal, depois de milhões e milhões de anos de evolução, como é que você muda um comportamento desses? Lembre-se nós estamos falando dos HOMENS, você um dia acreditou que eles pudessem mudar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4994394802336624393?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4994394802336624393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4994394802336624393&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4994394802336624393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4994394802336624393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/01/como-nascem-os-cafajestes-uma-histria.html' title='Como nascem os cafajestes – uma história de chá, de coração partido'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6937452371772318125</id><published>2007-01-07T11:54:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T12:00:48.644-02:00</updated><title type='text'>Poesia concreta - um pensamento de chá, da natureza</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;I.&lt;br /&gt;Jabuticaba&lt;br /&gt;Jabuti caga&lt;br /&gt;Jabuti cagado&lt;br /&gt;Jabuti caagado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;II.&lt;br /&gt;Jabuticaba&lt;br /&gt;Jabuti cabe&lt;br /&gt;Jabuti acaba&lt;br /&gt;Jabuti acabado&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6937452371772318125?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6937452371772318125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6937452371772318125&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6937452371772318125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6937452371772318125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2007/01/poesia-concreta-um-pensamento-de-ch-da.html' title='Poesia concreta - um pensamento de chá, da natureza'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-7472539360318032179</id><published>2006-12-19T15:12:00.001-02:00</published><updated>2006-12-19T15:36:50.452-02:00</updated><title type='text'>A escrita dos ébrios – uma história de chá, em linhas gerais</title><content type='html'>Eu sou uma daquelas pessoas que, bizarramente, não escrevem sobre as linhas. É, isso, pautas... chame do que quiser. Quando estava sendo alfabetizada, ainda era obrigada a preencher os espaços corretamente entre as linhas, mas depois de adquirir certa liberdade e mobilidade entre as páginas do caderno, aprendi que as linhas estavam ali pura e simplesmente para também serem ignoradas. Para indicarem o caminho e não para serem molestadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literalmente, eu escrevo entre as linhas. Entre a de cima e a de baixo, exatamente no meio. Acho que foi no ginásio que comecei com esse hábito e, desde então, não mudei mais. Escrever em cima da linha, como as pessoas “normais” é absolutamente incômodo. Tem aquele risco azul claro embaixo de tudo aquilo que você escreve, cortando a perninha do p, do q, do z e tantos outros, uma tristeza. Sem contar que as bolinhas perfeitas dos os e dos as ficam com aquela barriga quadrada, parecendo um Basset se arrastando pela sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquistada a minha alforria do colégio e finalmente adentrando em ambiente universitário adquiri, por fim, a minha tão merecida e mais uma vez literal liberdade de escrita. Comprei meu primeiro caderno sem pautas. Isso, apenas folhas brancas uma em seguida da outra. Sem linha de margem, sem coluna, sem nada. Papel em branco, puro e simples. Aquela história de escrever subindo a montanha ou descendo a dita cuja nunca funcionou para mim. Escrevo muito mais reto sem as malditas linhas do que com a ajuda delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, não usei caderno por muito tempo, quem na faculdade realmente usa? Pouco a pouco, meu caderno se transformou num bloquinho de notas e hoje em dia, formada, sou a rainha dos papeizinhos. Odeio carregar caderno, agenda e esses trambolhos pesados que só ocupam espaço. Mas por outro lado, vira e mexe tem alguma coisa que eu quero anotar. Aí, é só recorrer aos bons e velhos papeizinhos. Notinha do supermercado, canhoto de banco, guardanapo, ingresso de cinema, cartão de visita, telefone de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mesa de trabalho é lotada de anotações mil espalhadas em papéis de todos os gêneros, espécies e origens. À direita, um bloco de folhinhas de recado. Ao centro, uns tantos papéis A4 dobrados ao meio (todos rabiscados) e à esquerda, uma pilha de papéis com uma face utilizada e outra para rascunho (eu ainda participo da cruzada pelo bem estar das pobres arvorezinhas! quanto papel é desperdiçado por aí, um absurdo!). Com tanta coisa escrita para todo lado, às vezes nem sei por onde começar. Tenho que parar tudo, organizar os assuntos, passar tudo à limpo (no papel mais próximo) para começar a bagunça mais uma vez. Minha bolsa, então, sem comentários. A única coisa que carrego, invariavelmente, é uma caneta. Papel a gente arranja e escreve. Depois repasso a anotação para algum lugar e o papel se perde na infinidade dessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não dizem por aí que Deus escreve certo por linhas tortas? Sem querer fazer nenhuma comparação, só me aproveitando do chavão, eu apenas decidi escrever sem linha nenhuma mesmo. Provavelmente, alguém vai querer analisar isso dizendo que é um sinal de rebeldia, que eu escolhi não seguir os caminhos impostos pela sociedade, ou quis apenas me destacar como diferente numa fúria por atenção. Papagaiadas à parte, eu acho que as linhas atrapalham a linha (a palavra linha tem tantas utilidades, né? pode ser uma reta, um fio de tecido, uma diretriz de raciocínio, mas a impressão que se tem é que linha, seja o uso que seja, é sempre algo contínuo, reto e estreito) de leitura e por conseqüência, de escrita também. Já viu livro pautado? Então, nem eu. No máximo uma letra com serifa. É por isso que eu termino dizendo que esse negócio de andar na linha só funciona para gente sem equilíbrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-7472539360318032179?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/7472539360318032179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=7472539360318032179&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7472539360318032179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7472539360318032179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/12/escrita-dos-brios-uma-histria-de-ch-em.html' title='A escrita dos ébrios – uma história de chá, em linhas gerais'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-7054696873744202696</id><published>2006-12-14T17:36:00.001-02:00</published><updated>2006-12-14T17:37:00.023-02:00</updated><title type='text'>Telemarketing, que o diabo lhe carregue – uma história de café, com gerúndio</title><content type='html'>A invenção dos serviços de telemarketing só pode ter sido obra do diabo. Um dia, fulano que vendia tapeware de porta em porta estava dormindo calma e tranquilamente, quando teve uma visão, ou sonho, talvez pesadelo: e se, ao invés de bater de casa em casa oferecendo meus fabulosos potes de luxo, eu não ligasse para meus clientes e para os não-clientes também, oferecendo condições especiais de pagamento e serviços esplêndidos em conservação de alimentos? Obviamente, isto não veio de nenhuma mente sã. Foi implantado pelo tinhoso em pessoa ou alma, ou animal, na cabecinha oca do pobre infeliz. E desde então, fez-se o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, aqueles desprovidos de senso de humanidade, compaixão, auto-respeito e vergonha alheia adoraram a idéia, implantando esse maravilhoso sistema para a venda de quase tudo a que se tem conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vendedor que te liga às 8 horas da manhã de um sábado chuvoso simplesmente não pode estar bem intencionado. E isso nos leva a outra questão: que intrigante força faz com que os atendentes de telemarketing sempre liguem nos horários mais inapropriados para se telefonar à alguém? Novamente, isso só pode ser obra do demo. Quem mais avisaria o pobre funcionário, preso à sua baia incômoda, seu telefone incansável e seu microfone ridículo, de que aquela é a pior hora possível para se ligar à alguém e concluindo a tarefa naquele momento exato, seu fracasso será garantido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o operador de telemarketing está apenas fazendo seu trabalho, ele não tem nada especificamente contra VOCÊ. O problema é que o trabalho dele é muito chato e pior, o trabalho dele chatopracaralho inclui você na equação.  Na maioria das vezes, o supra citado atendente nem entende direito o que está vendendo, fica só lá lendo e relendo a mesma folha estúpida com um discurso asqueroso transbordando em gerúndios grotescos e, frustradamente, poucas vezes consegue superar a barreira da primeira página, já que ninguém suporta mais conversar com o(a) mocinho(a) do telemarketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva a mais uma pergunta deveras pertinente. Você conhece alguém que se convenceu de algo numa dessas conversas de venda forçada por telefone? Você já, alguma vez, se deixou convencer por alguma dessas artimanhas? Então porque é que as empresas continuam insistindo nesse tipo de serviço? Não é possível. Não conheço ninguém que goste de receber telefonemas desse tipo, que tenha paciência de conversar com atendentes robotizados e muito menos que não consiga dispensar o pobre infeliz em poucos segundos de não-conversa. Então como é que sempre tem um atendente de telemarketing descobrindo o seu número telefônico, invadindo a sua privacidade e não se conformando que você definitivamente não está nem um pouco interessado no novo lançamento revolucionário que vai mudar a sua vida mas você nem vai sentir a diferença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica óbvio, então, que tudo não se passa de uma grande brincadeira. Chacota, pegadinha. Não existe nada para ser vendido, os vulgo-atendentes telefonam direto de outra dimensão e a única e exclusiva função desse fantástico serviço é te atazanar até a exaustão, ou seja, apenas mais uma das diabruras do coisa ruim, belzebu, aquele de quem não falamos o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente a essa nova constatação da realidade, passo então a adotar uma nova linha de atitudes a serem tomadas quando surpreendida por uma dessas gracinhas: pedir para falar com o chefe (o mano do tridente e dos chifrinhos) e mandar ele ir para o quinto dos infernos de uma vez por todas, me deixando em paz para curtir o meu mau humor sossegada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-7054696873744202696?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/7054696873744202696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=7054696873744202696&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7054696873744202696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7054696873744202696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/12/telemarketing-que-o-diabo-lhe-carregue.html' title='Telemarketing, que o diabo lhe carregue – uma história de café, com gerúndio'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4040182546790923321</id><published>2006-12-14T15:11:00.000-02:00</published><updated>2006-12-14T15:12:41.369-02:00</updated><title type='text'>Alucinando, uma realidade – uma história de chá, de Salvia Divinorum</title><content type='html'>A realidade não passa de uma grande alucinação. Mas não uma alucinação coletiva, como uma grande Matrix. A realidade é um conglomerado de alucinações individuais convivendo e colidindo. Isso porque cada um de nós tem a sua visão e interpretação única e exclusiva do mundo, resultando numa concepção de realidade “privativa”. E sendo esse conceito uma leitura muito particular daquilo que se vê, está sujeito a filtros, físicos e ideológicos, criados por aquele que a tudo observa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos práticos, o fato de eu ter um certo grau de miopia e você de astigmatismo já altera radicalmente nossa noção de realidade. O que para mim, lá longe não existe, para você faz sentido. Enquanto isso, o que eu te mostro aqui, você não consegue nem ver. Desse modo, não habitamos o mesmo mundo, não conhecemos a mesma verdade e não compartilhamos de um mesmo estado real. Nossas realidades apenas se encontram e se mixam, propiciando uma interação, mas não significa que estejamos dividindo o mesmo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, ideologias diferenciam completamente a minha realidade da sua. Podemos observar a mesma cena, mas o modo com que eu a enxergo e interpreto de acordo com os ideais aos quais acredito é diferente do modo com que você faz o mesmo, resultando em duas realidades distintas mesmo que oriundas de uma base igual. Daí você pode sugerir que a realidade é sempre a mesma, o que muda é como cada um a vê. Mas eu acho que a coisa vai mais além. A realidade é ilusória. Um acúmulo de coisas e vontades que nós queremos que estejam ali. E como as pessoas nunca querem as mesmas coisas, essa realidade é individual e intransferível, como as meia-entradas em shows de estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ao longo do tempo, cada um vai construindo sua própria realidade, sua própria alucinação. Deste modo, é irreal que certas pessoas gastem a vida toda tentando explicar algo que para elas é obvio, mas que para outros simplesmente não está ali. Como aquela mania de teorizar tudo. Absolutamente inútil. Nada é exatamente daquele jeito para ninguém, as leis que regem o universo e as regras que controlam nossos organismos são diferentes para cada um e isso se traduz em várias verdades, todas certas, porém nenhuma absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta tentar generalizar, como muitas vezes não adianta tentar entender. Somos apenas um monte de loucos vagando perdidos num universo ilusório, tentando buscar um sentido em tudo, quando na realidade nada realmente faz sentido. Quando você se dá conta de que nada muitas das coisas nas quais você acredita apenas têm sentido na sua cabeça, você percebe que é uma perda de tempo deslocar energia para se preocupar com picuinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no meio dessa sucessão de alucinações, felizes aqueles que conseguem se distanciar da massa e apreciar o quadro visto de cima. Um mosaico impressionista, caleidoscópio de percepções, apenas a beleza da insensatez da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4040182546790923321?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4040182546790923321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4040182546790923321&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4040182546790923321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4040182546790923321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/12/alucinando-uma-realidade-uma-histria-de.html' title='Alucinando, uma realidade – uma história de chá, de Salvia Divinorum'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-8100025160623787003</id><published>2006-12-08T11:38:00.000-02:00</published><updated>2006-12-08T11:39:13.097-02:00</updated><title type='text'>Auto-Ajuda from Hell – um texto de chá, de narciso</title><content type='html'>Arrogância, Prepotência e Ambição. A tríade para uma vida verdadeiramente autêntica, nada dessa hipocrisia de falar uma coisa e fazer outra. Sim, assim mesmo, na lata. Abrindo o texto, introduzindo o assunto, dando margem para todo e qualquer tipo de discussão. Agora que já fui agressiva o suficiente, faz-se justo me justificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer que as pessoas acreditem no que você diz ou faz? Não tem outro jeito, precisa de um pouco de arrogância. Por pior que seja a merda que você está dizendo, por mais descabida que seja a idéia que você está propondo, se você disser com convicção o suficiente e for apenas arrogantemente preciso em seus argumentos, todo mundo vai acreditar em você. E não só acreditar, apoiar, seguir e oferecer todo tipo de suporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta, humildade não está com nada. Se você não se expõe, você não é visto e se você não é visto, não é ninguém. Sempre usando a mesma teoria da árvore que cai no meio da floresta, se ninguém viu, não aconteceu. Se você não se portar como 50% a mais do que você é, ninguém vai acreditar em 50% menos do que você poderia ser. Ser prepotente não é simplesmente se achar o dono da verdade, é se portar com tamanha confiança, que as pessoas passam a acreditar em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último, desde quando pensar pequeno levou alguém à algum lugar? Você acha que Moisés teria chegado ao seu destino se não acreditasse que poderia facilmente abrir o Mar Vermelho? Não importa o que você queira, sempre planeje muito mais do que um dia você possa vir a alcançar. Assim, se no fim da jornada, você tiver chegado ao meio do caminho, com certeza já vai ter sido muito mais do que você chegaria se tivesse ficado grudado à pequenice de sua idéia inicial. A ambição move o mundo. É preciso sonhar e sonhar bem longe se você almeja se mover. Se você vai chegar onde deseja, isso é um mero detalhe. A parte importante é que sem esse impulso inicial gigantesco, você nunca chegaria a se mexer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, porque essa trilogia do mal faria com que você, cidadão do bem, que faz trabalho voluntário, ajuda as velhinhas a atravessarem a rua e ainda contribui para a caixinha de Natal do prédio, tivesse uma vida verdadeiramente autêntica? Porque simplesmente você iria parar de fazer as coisas para os outros, para que as pessoas vissem, comentassem e elogiassem, inflando o seu ego, e começaria a fazer as coisas simplesmente para você. Não quero aqui transformar ninguém em nenhum monstro repugnante, só peço um pouco menos de hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa xingar o cobrador do ônibus, bater no lixeiro e atropelar o vendedor de bala no farol. Não, muito pelo contrário. O que eu penso é que se você acha que algo deveria ser diferente, se verdadeiramente você acha que poderia ser melhor, então efetivamente faça alguma coisa. Use sua arrogância para convencer os outros de que a sua é uma boa idéia, use a sua prepotência para coordenar um grupo realmente ativo e use a sua ambição para planejar algo grandioso, alcançando, no fim, resultados cujos efeitos possam ser realmente sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a teoria não se aplica apenas na tentativa de mudar o mundo, claro que não. Essa era apenas a minha resposta para os hipócritas mais radicais. Se você quer somente viver a sua vida melhor, simplesmente aplique a mesma teoria. Arrogância para ser fiel ao que você acredita, sinceramente conhecendo as suas vontades, prepotência para agir de acordo com os seus ideais, e ambição para transformar projetos em realidade. Prometo, a felicidade está bem longe do fim do arco-íris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-8100025160623787003?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/8100025160623787003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=8100025160623787003&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8100025160623787003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8100025160623787003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/12/auto-ajuda-from-hell-um-texto-de-ch-de.html' title='Auto-Ajuda from Hell – um texto de chá, de narciso'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-7725206890759035745</id><published>2006-12-06T11:38:00.001-02:00</published><updated>2006-12-06T11:38:57.493-02:00</updated><title type='text'>Pelo uso consciente da energia negativa – uma história de chá, energético</title><content type='html'>Venho, por meio desta, lançar a revolucionária campanha pela economia da energia negativa. Isso, ela mesma, aquela energia que é tão ruim, mas tão ruim que consegue fazer a luz oscilar, o cachorro latir e todas as violetas da sua mãe murcharem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já reparou em quanta força é desperdiçada, quantos pensamentos desviados e quantos planos arruinados só pelo uso indevido, aliás, o extra uso da já citada e doravante apenas EN, energia negativa? Parece que quanto mais você pensa na possibilidade de algo dar errado, maior é a probabilidade de isso efetivamente acontecer. Como se todo o universo conspirasse única a exclusivamente contra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte de mim quer acreditar que isso realmente acontece. Que quanto mais você acredita que algo vai sair errado, mais você, consciente ou inconscientemente, age ou constrói situações que façam tudo acabar mal mesmo. Como uma validação da sua teoria. Aquela mania de “eu não disse, eu não disse?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, tem coisas que apenas estão fadadas a terminarem de modo desagradável simplesmente pelo modo desordenado com que começaram. Nada que você faça, pense ou mentalize dificilmente vai conseguir mudar o curso de algo que já começou mal. Se bem que, eu acredito que toda criação vem do caos e o caos está relacionado com a ausência de ordem. Mas vai saber, acho que a energia caótica é potencialmente criativa, enquanto a confusão aleatória e sem sentido apenas resulta numa energia que anula a ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas saindo do plano extra-metafísico e ficando apenas do simples metafísico, você já reparou que dá muito mais trabalho pensar que uma coisa vai dar errado do que imaginar que vai dar certo? É simples. Quando você acha que algo vai acabar mal, logo surgem na sua cabeça milhares de opções para o “acabar mal” e para cada uma dessas opções, uma reação, cada vez pior, vinda de você. Um desgaste desnecessário e dispensável se pensarmos que nada aconteceu ainda. Por outro lado, o fato de algo acabar bem demanda uma energia mínima, simplesmente uma certeza de que as coisas vão se resolver de modo agradável de um jeito ou de outro e isso, no final, a gente vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, cada vez que você usa a sua EN, a única coisa que você está fazendo é contribuir pra um acúmulo maior e, por sua vez, desperdício de energia. Isso porque, como demonstrado, o uso de seu pensamento negativo só gera mais pensamento negativo, ações negativas e reações negativas. Enquanto isso, estancando o uso de tal força do mal, sua vazão cessa, sua extra produção pára e o desperdício é resolvido. Por outro lado, ao usar sua energia positiva, ou simplesmente não fazer uso da negativa, você está contribuindo para a manutenção de um ambiente (seja ele familiar, de trabalho ou espiritual) mais saudável e ainda está economizando uma energia, a EN, que, ao contrário do sentido convencional atribuído a essa palavra, apenas faz com que toda sua força diminua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, então, tento resgatar essa discussão de louco para um plano mais material, trazendo à roda os princípios das leis da física. Sendo assim, faz-se importante lembrar que toda energia negativa atribuída a um corpo, invariavelmente, vai levá-lo a uma direção contrária ao curso assumido anteriormente ou vai fazer com que ele atinja o seu estado parado. E quem, nesse mundo, quer, depois de tanto esforço, depois de tanta energia gasta, ficar parado ou então começar a andar no sentido oposto ao que se tinha proposto a alcançar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-7725206890759035745?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/7725206890759035745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=7725206890759035745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7725206890759035745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7725206890759035745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/12/pelo-uso-consciente-da-energia-negativa.html' title='Pelo uso consciente da energia negativa – uma história de chá, energético'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-8722229261473729592</id><published>2006-12-06T10:38:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T10:39:16.073-02:00</updated><title type='text'>São Paulo rumo à Atlântida (é de colete salva-vidas que eu vou) – uma história de café, transbordando</title><content type='html'>É dezembro. O Natal se aproxima e o verão também. E com ele, toda a fúria das tempestades veraneias. Morando em São Paulo, além de poder desfrutar de toda a diversidade, oportunidade, opções de gastronomia, cultura e lazer, você ainda pode se deliciar com as aventuras e surpresas da temporada das chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como passar horas no trânsito parado no mesmo lugar, vendo o farol abrir e fechar, abrir e fechar, abrir e fechar, enquanto você anda apenas um par de centímetros. Ao mesmo tempo, do céu, as águas se jogam impiedosamente e, aqui na terra, nós mortais pagamos todos os nossos pecados. Numa cidade em que o transporte coletivo é ineficiente frente a grande massa que dele depende, a quantidade de automóveis particulares ultrapassa os limites do suportável e os bueiros e outras válvulas de escape para o acúmulo das águas não dão conta do recado, é de se esperar que chuvas e tempestades não sejam mais apenas fenômenos da natureza e sim obras do diabo, muito bem planejadas e articuladas, visando o caos e a insanidade coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante é que, possuindo essa incrível faculdade de se adaptar a qualquer situação, seja ela boa, ruim, ou desesperadora, nós, os seres humanos, nesse caso os seres humanos que vivem na metrópole paulistana acabam se acostumando com a violência das precipitações e já esperam preparados o pior que está por vir. É gente que coloca calço nos eletrodomésticos e móveis para, na hora da enchente, não perder tudo, gente que improvisa barreiras como castores, gente que descobre caminhos alternativos para ir e vir. O comércio ambulante também se supera a cada nova estação. Capas de chuva de plástico a preços promocionais, guarda-chuvas que duram apenas um vendaval e agora, a sensação do verão: coletes salva-vidas. Isso mesmo, senhoras e senhores, coletes salva-vidas. Parece até mentira, mas não é. Sabe quando aquela avenida vital para o bom funcionamento do tráfego de carros simplesmente alaga em proporções monstruosas, carros saem boiando, pessoas contraem leptospirose e crianças lançam barquinhos de papel rumo ao “mar? Então, para essas ocasiões, agora os menos afortunados pegos de surpresa pela raiva de São Pedro não precisam mais sofrer do terror de se afogarem. Para todos eles e todos os outros que possam vir a temer, temos, finalmente, os intrépidos vendedores de coletes salva-vidas, oferecendo o exótico artigo pela pechincha de vinte reais! É ou não é um bom negócio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que já tinha visto pela TV gente saindo de casa em botinhos, canoas, mesas, portas... mas colete salva-vidas é novidade. Imagina só você parado no trânsito, o ambulante oferece: água, biju, pipoca doce, ou colete salva-vidas? É ou não é para chorar, de rir ou de tristeza mesmo. É nesse momento que as piadas encontram a realidade. Aquele negócio de ir trabalhar de jet sky, barco, banana boat ou boinha, dia após dia, torna-se mais possível, ou então é rezar para disponibilizarem logo para a grande massa aquele automotivo do James Bond que além de turbo, laser e metralhadora, ainda possui funções subaquáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra opção é se conformar com o fim do mundo, aceitar a chegada do dilúvio, agarrar seu parceiro e entrar na arca, porque, dizem por aí, a jornada é longa, o comandante é um bêbado desorientado e ninguém sabe mesmo onde tudo isso vai parar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-8722229261473729592?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/8722229261473729592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=8722229261473729592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8722229261473729592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8722229261473729592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/12/so-paulo-rumo-atlntida-de-colete-salva.html' title='São Paulo rumo à Atlântida (é de colete salva-vidas que eu vou) – uma história de café, transbordando'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-6284847639937395856</id><published>2006-11-29T11:26:00.001-02:00</published><updated>2006-11-29T11:26:37.853-02:00</updated><title type='text'>E porque eu sou uma daquelas pessoas que não gostam de Natal – uma história de chá de gengibre</title><content type='html'>Antes de mais nada, não, definitivamente não, eu não tenho nenhum trauma de infância relacionado à referida data. Sempre ganhei presentes, o Papai Noel nunca tentou me atacar e descobrir que, na realidade, o bom velhinho era apenas mais um homem gordo de barba não foi o estopim de nenhum drama familiar. Eu apenas não gosto do Natal por uma série de razões (algumas racionais, outras nem tanto) que eu fui juntando ao longo dos tempos. Eis aqui algumas delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente odeio toda a falsidade que o maravilhoso espírito de Natal nos traz. As pessoas se abraçam sem que queiram se abraçar, desejam boas festas sem reais boas intenções, as famílias se reúnem e, no fim da festa, ficam uns fuxicando da vida dos outros, as promoções das lojas são enganosas e os vendedores simpáticos em demasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trânsito vira uma merda, o comércio vira uma merda, andar na rua vira uma merda, viajar vira uma merda. Tem muita gente todo tempo em todo o lugar. É gente querendo comprar presente, gente querendo chegar mais cedo, gente querendo comer e beber e comemorar. Tudo que fulano não fez o ano todo, resolve fazer nos 45 do segundo tempo, achando que vai mudar o mundo. Ho ho ho, a se vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem aquele povo que acha o máximo realizar trabalho voluntário só no Natal. Puta hipocrisia, não fez nada o ano todo, quase atropelou velhinha, cuspiu na cara de menino de rua, amaldiçoou os projetos sociais e agora, só porque é Natal (ho ho ho, mais uma vez), acha lindo ajudar os “menos abonados”, porque afinal, todo mundo merece ser feliz nessa data tão festiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, aí você vai dizer que eu sou uma pessoa sem coração, que o espírito de Natal não está relacionado com o Papai Noel e presentes, mas sim com o nascimento do salvador e etc. Bem, até onde eu sei, em 25 de dezembro era comemorada uma festa pagã que celebrava o refortalecimento do sol com o fim do solstício de inverno, trazendo a vida de novo à terra e como a Igreja Católica precisava ganhar essa também, colocou uma data imbatível e incontestável no lugar e fez-se a belíssima história de natividade. De certa forma, sendo isso uma data a ser comemorada pelo calendário religioso mais dia ou menos dia, não faz muita diferença se é 25 de dezembro ou 13 de maio, a diferença está na afetação das pessoas por causa da tal data, tudo muito artificial, porque no fim das contas, ninguém nem mais presta atenção no aniversário de quem está se comemorando. O importante é ver e ser visto. Eu ajudei esta instituição, organizei essa festa, ganhei isso naquela promoção, dei aquilo para meus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o melhor de todos é o Papai Noel nas suas roupas polares, bochechas rosadas e barba branca desfilando no nosso calor tropical de 40 graus. Pobre bom velhinho. E haja bondade para passar dias assando naquela roupa. Sinceramente, gosto mais do Coelhinho da Páscoa, branquinho, olhos vermelhos, pulos altos e sem muita história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, tem sim uma coisa que eu gosto no Natal. Rudolph, a rena do nariz vermelho. Tem coisa mais engraçada do que um veadinho voador que ainda tem um GPS no nariz que por acaso é vermelho? É fantástico. Definitivamente meu preferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas realmente, o melhor do Natal é quando ele acaba. É claro que eu gosto de toda a comida e bebida boa que rola e dos presentes, mas não tem nada melhor do que o fim do Natal e o início das comemorações de Ano Novo. Aquele clima de melancolia e bondade exagerada passa, dando espaço a sentimentos muito mais sinceros e naturais. As pessoas se deixam despir de tudo que é ruim, se concentram em se divertir e fazem questão de serem elas mesmas e fazerem tudo que gostam no último e primeiro dia do ano, afinal, é praticamente carnaval, pode tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você foi ou não foi um bom menino o ano todo, isso pouca diferença faz. Porque no ano que vem, vai ser de novo tudo a mesma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-6284847639937395856?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/6284847639937395856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=6284847639937395856&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6284847639937395856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/6284847639937395856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/e-porque-eu-sou-uma-daquelas-pessoas.html' title='E porque eu sou uma daquelas pessoas que não gostam de Natal – uma história de chá de gengibre'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-2434993314254397439</id><published>2006-11-29T09:47:00.000-02:00</published><updated>2006-11-29T09:48:12.665-02:00</updated><title type='text'>E quanta saliva desperdiçada – uma história de café, frio</title><content type='html'>Eu definitivamente não acredito em consenso, muito menos em unanimidade. Toda vez que as pessoas tentam conciliar opiniões diferentes sai merda. Primeiro porque ninguém fica satisfeito, segundo porque a decisão escolhida é sempre um híbrido mutante, um frankstein de gostos e vontade diferentes, com nenhuma afinidade entre si a não ser seus opinadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutir ponto de vista é uma coisa, agora ter que chegar a uma conclusão comum e que ainda agrade a todos é utopia. Isso simplesmente não existe. Felizmente as pessoas têm opiniões e gostos diferentes e deveriam se sentir felizes e orgulhosas por isso, ao invés de perder tempo tentando convencer os outros da mesma coisa, ou discordando da teoria alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa só, se todo mundo agisse igual, pensasse igual, gostasse igual, odiasse igual e reclamasse igual, seria absolutamente impossível de convivermos uns com os outros. Que graça teria conversar com alguém que gosta de tudo o que você gosta, concorda com tudo o que você diz e não te surpreende com nenhuma sugestão bizarra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio quando as pessoas resolvem fazer reuniões para “decidir coisas”. Não tem essa de decidir coisas em conjunto, principalmente quando a decisão em questão ainda inclui o que supostamente outras pessoas estariam pensando acerca daquilo que será decidido. Se já é difícil entrar num acordo com as nossas opiniões, como ainda pode-se querer adivinhar como um outro alguém de fora pensaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é um grupo de pessoas pensando em conjunto algo novo, até tudo bem. A coisa é bem mais possível, se bem que leva horas até se chegar a um senso comum. Agora, quando todo mundo já tem um conceito muito bem formado na cabeça, a discussão é inútil e leva a lugar algum. Uma perda de tempo, paciência, bom humor e disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro as pessoas que se esforçam para tentar chegar a um meio termo, alcançar uma suposta alegria e contentamento coletivo, mas cá entre nós, nada nunca é perfeito, vai ter sempre alguém reclamando que a idéia original era melhor, que fulano não tinha nada que ter metido o bedelho e que sicrano só dá pitaco inútil. O melhor mesmo é discordar de tudo, fazer cara de descontentamento e colocar lenha na fogueira. E no final de tudo, quando a galera estiver subindo nas tamancas e discutindo o indiscutível, apenas sair de ladinho e dar risada de tanta barulheira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-2434993314254397439?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/2434993314254397439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=2434993314254397439&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2434993314254397439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/2434993314254397439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/e-quanta-saliva-desperdiada-uma-histria.html' title='E quanta saliva desperdiçada – uma história de café, frio'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-8187824223434905276</id><published>2006-11-24T20:23:00.000-02:00</published><updated>2006-11-24T20:24:27.725-02:00</updated><title type='text'>Manifesto Vespertino Ensolarado – uma história de chá, de girassol</title><content type='html'>Numa belíssima tarde de sol, todo cidadão de bem (o que quer que isso signifique) deveria ter direito a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Sair do trabalho na hora do almoço como se nunca mais fosse voltar (e efetivamente voltar apenas na segunda feira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Beber uma cerveja estupidamente gelada com os amigos sem ter nada melhor para se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Estalar os dedos e miraculosamente se materializar na praia usando apenas trajes de banho, óculos de sol, uma água de coco numa mão e lulinha à dorê na outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Esquecer da vida afundado numa rede confortável, ouvindo o barulho do mar e olhando para a linha reta do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Cochilar profundamente na varanda, embalado pelo barulho do vento na copa das árvores e o calorzinho do sol entrando sorrateiramente pelo vãozinho da laje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Tomar um sorvete enorme com calda e cobertura, fazer sujeira e rir contente da vida com toda a bagunça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Estender o lençol no gramado verde da praça, embaixo de uma árvore, e dormir sentindo o cheiro de mato e o tagarelar dos passarinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Mergulhar de cabeça no mais cristalino dos lagos pra depois se aquecer feito lagarto numa das pedras da margem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Se enfiar sem medo de ser feliz embaixo das águas congelantes de uma cachoeira e só sair depois de sentir o corpo e a alma limpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Sentar no alto de uma montanha e esperar o sol se pôr, ouvindo enquanto isso, todas as músicas preferidas de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Andar de bicicleta em chão batido de terra, dando cavalinho de pau no fim de cada reta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Ficar boiando nas águas límpidas de uma piscina, sentindo o sol bater na cara, enquanto balança os pezinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Tomar lanchinho da tarde na casa da vó. Pão fresquinho saindo do forno, café passado em coador de pano, manteiga aviação e aquele cheirinho de estou em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Correr livremente pela rua, sentindo o vento bater na cara e a sola dos pés mal tocar o chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-8187824223434905276?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/8187824223434905276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=8187824223434905276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8187824223434905276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8187824223434905276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/manifesto-vespertino-ensolarado-uma.html' title='Manifesto Vespertino Ensolarado – uma história de chá, de girassol'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-95507964377889364</id><published>2006-11-23T12:33:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T12:34:12.200-02:00</updated><title type='text'>Leve-me ao seu líder – uma história de café, mal tirado</title><content type='html'>Ser consumidor é uma arte. Ser vendedor também. Eu que já estive dos dois lados do balcão posso dizer que, quando algum problema aparece, nenhum dos papéis é legal. Entretanto, como o consumidor tem sempre a razão, na maioria das vezes, é mais fácil ser aquele que consome, se bem que os vendedores sempre acham um jeito não muito educado de revidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena, assistindo papai e mamãe lutarem bravamente por suas vontades, desenvolvi também meu próprio modo de argumentar e obter o que é meu por direito nesta constituição, naquela, ou em qualquer estatuto de qualquer órgão que ofereça validade às minhas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importando qual seja o erro em questão, você sempre começa a discussão de forma civilizada. Utiliza os verbos nos tempos corretos, vocativos amenos, tom de voz afável. À medida que a conversação vai esquentando, as coisas mudam. Os verbos tornam-se imperativos, as pausas inexistentes e o volume só aumenta. Depois de um certo tempo, a coisa passa a ser pessoal. Não faz mais diferença quem tem razão, em qual artigo da lei vocês estão se baseando e muita vezes, ninguém nem se lembra qual foi o motivo que deu origem à confusão toda. Chega um momento em que o importante é vencer, não importando quais meios serão utilizados para esse fim. Você quer ter razão, quer ser indenizado, coberto de desculpas, presentes e elogios. Do outro lado, o acusado quer fazer você sofrer, torturar lentamente para que se arrependa de, um dia, ter sequer insinuado fazer o registro de tal reclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse estágio que sempre chega o meu momento favorito: Leve-me ao seu líder. Essa coisa de “eu posso falar com o seu supervisor, por favor?” ou “onde está o gerente?” sempre me divertiu incrivelmente. Esse negócio de missão de paz, ou missão de guerra, em que os líderes das duas nações ou espécies se encontram, discutem de “igual para igual”, afinal de que vale ficar batendo boca com os peões quando se pode desafiar a rainha? De um momento para o outro, tudo muda. Numa solenidade velada, o então chamado líder aparece e tem-se, enfim, o embate final. As duas partes se cumprimentam formalmente e até cordialmente. Os argumentos são expostos, cada lado toma seu partido. Politicamente, o líder tenta encaminhar a solução para um consenso. Num tribunal improvisado, o réu é julgado, condenado ou absolvido em questão de minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda a discussão, normalmente é o consumidor que sai feliz, afinal, ele tinha a razão. Enquanto isso, a gangue de empregados já prepara uma retaliação, formula piadas e começa a recontar a história de forma cinematográfica para todos aqueles que não tiveram o prazer de presenciar mais uma comédia da vida servindo as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma dessas situações termina, você, o consumidor, exausto depois de falar com 5 departamentos, 12 secretárias, 40 esperas telefônicas (ou não) e uns tantos atendentes bem mal educados e imprestáveis, antes do supra citado chefão, normalmente sai feliz com seu feito. Obviamente, você perdeu todos os compromissos que tinha marcado, sua cabeça dói e você nem sabe o que fazer com aquele monte de chaveiros e toalhinhas que ganhou, mas a sensação de ter vencido uma batalha, (porque a guerra, meus amigos, contra o mercado inóspito continua) é inebriante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, vendedores, garçons, atendentes, gerentes, donos de estabelecimento indignados tamanha a quantidade de picuinhas que são obrigados a agüentar dia após dia  desses consumidores mal acostumados, mimados, sem paciência ou total noção de humanidade, se reúnem e riem à custa de tanta energia gasta, às vezes, com tão pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são raras as ocasiões em que é fácil pôr um fim à situação logo de cara. Entretanto, temos duas classes lutando. No canto esquerdo, com sua arrogância, prepotência e falta de tempo, o consumidor. No canto direito, com seus gerúndios, frases vazias e falsidades, o vendedor. Vivendo um embate eterno, eles nunca vão se entender mesmo. Então, nessas horas em que o choque é inevitável e alguém vai ter que bater e alguém vai ter que apanhar, dispam-se de suas meias palavras, porque sempre, invariavelmente, aquilo que foi o estopim do acontecimento é e será esquecido e o mais importante, indubitavelmente, será a decisão final e qual dos egos vai se sagrar como o vitorioso da vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-95507964377889364?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/95507964377889364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=95507964377889364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/95507964377889364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/95507964377889364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/leve-me-ao-seu-lder-uma-histria-de-caf.html' title='Leve-me ao seu líder – uma história de café, mal tirado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-4141358935667817302</id><published>2006-11-22T15:35:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T15:38:28.685-02:00</updated><title type='text'>Terrorismomania (o?) ou fobia – uma história de café, turco ou árabe</title><content type='html'>Odeio essa mania de terrorismo (e nesse momento, o google arregala os olhos para esse texto porque eu usei a palavra “terrorismo” [ops, de novo], contribuindo para a teoria da conspiração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como eu ia dizendo, odeio essa mania de terrorismo (3). As pessoas estão sempre exagerando as coisas para a pior, pintando quadros mais atemorizantes, instaurando um clima de terror e medo no ar. Seu chefe chega e diz que hoje o dia será foda. Você pergunta o porquê e ele apenas diz que vai ser beeeem foda. Nisso, a tensão do ar já pode ser cortada com faca, ou serra elétrica, dependendo do grau de paranóia do restante dos presentes. Ninguém sabe o motivo, todo mundo só sabe que está fudido, ninguém sabe que horas vai embora, quanto mais vai ter que trabalhar, se alguém será demitido, quem vai gritar com quem, quem vai mandar quem aonde e aquele clima de insegurança não deixa mais ninguém em paz. Mesmo que, no fim do dia, tudo acabe bem, todos saiam no horário e nada de pior aconteça, (mesmo porque ninguém mais se preocupou em perguntar o que de fato aconteceria), você teve um dia de cão com aquela monstruosa pulga atrás da orelha, esperando apenas o pior acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, os ambientes corporativos, ou empresariais, ou de trabalho em geral são muito propícios para essa prática de terrorismo (4) psicológico, afinal, tem sempre alguém querendo puxar o tapete de alguém, fulano que adora brincar de dar ordens, cicrano que odeia obedecer, mas será que precisa exagerar tanto? Tamanha energia desperdiçada com o lado negro da força. Dava para fazer tanta coisa melhor com toda essa carga de tensão e adrenalina, pensa só em quantas cachoeiras dava para ter decido de bote ou quantas montanhas não podiam ter sido escaladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o terrorismo (5) social, não faz parte apenas das relações estabelecidas através de vínculos empregatícios. Você pode encontrar sua manifestação nas mais diversas formas de atividades/relações humanas. Pais e filhos, por exemplo, terrorismo (6) de primeira. O filho que não respeita o pai, simplesmente o teme profundamente. O pai que não consegue ter uma conversa aberta com o filho e somente o afugenta, acreditando estar, assim, evitando um mal maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem também o terrorismo (7) de mercado. Compre agora. Últimas unidades. Imperdível. Olha moça, essa é a última peça, eu não posso reservar para a senhora e não sei se vai estar aqui até mais tarde, tem saído muito, sabe? Você vai fazer compras e sempre tem aquele nervosismo no ar. Será que é o melhor preço, será que é a melhor marca? E o vendedor ajuda na manutenção do terror, vão aumentar o preço amanhã, é melhor levar dois desse, só para garantir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer ir ao teatro, mas todo mundo também quer ir, afinal, são os Últimos Dias. Você tem que chegar primeiro, tem que ser mais rápido, tem que garantir seu ingresso. O que será de você se deixar de ver justamente essa apresentação imperdível desse grupo espetacular? Todo mundo já viu, ou pelo menos falou que viu e estão dizendo que logo sai de cartaz, é melhor correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar aqueles terrores cotidianos. Tem só um rolo de papel higiênico na despensa, é melhor sair agora de madrugada e comprar mais, vai que amanha o PCC fecha todo o comércio de novo e a gente fica literalmente na mão? Ou a variação para fumantes, tenho apenas 10 cigarros, hoje é quinta feira o final de semana já está aí, melhor comprar uns quatro maços só para garantir e ficar seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo isso, só posso concluir que, hoje em dia, o terrorismo (8) não é mais estratégia de guerra ou ação de grupos ideologicamente organizados, é um estado de espírito. Ou você vive sob a tensão do terror, ou simplesmente você não faz parte de um ciclo de convivência e hábitos minimamente respeitáveis aos olhos dos cidadãos (de bem) do terceiro milênio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-4141358935667817302?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/4141358935667817302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=4141358935667817302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4141358935667817302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/4141358935667817302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/terrorismomania-o-ou-fobia-uma-histria.html' title='Terrorismomania (o?) ou fobia – uma história de café, turco ou árabe'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-1586221782030132486</id><published>2006-11-21T11:49:00.000-02:00</published><updated>2006-11-21T11:50:24.241-02:00</updated><title type='text'>Eu, a mulher invisível – uma história de chá, transparente</title><content type='html'>Recentemente, descobri algo muito interessante. Eu tenho poder de invisibilidade. Sim, igual daqueles super heróis dos quadrinhos, eu também posso ficar invisível, ou pelo menos não ser notada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito simples, qualquer um pode tentar, não requer prática, tampouco habilidade. Apenas um pouquinho de boa vontade. O segredo está em nunca, em hipótese alguma,  olhar diretamente nos olhos de alguém. Aquela história da árvore que cai no meio da floresta, se ninguém viu, não aconteceu. O processo é mais ou menos o mesmo. Se você não é visto por ninguém ou, ao menos, não se esforça para sê-lo, simplesmente você não está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça a experiência. Andando na rua, apressado, a calçada lotada, se você não olha para ninguém, é como se nem estivesse ali. Na balada, aquele amontoado de gente, se você consegue desviar de cada olhar, é como se você não existisse, como se fosse apenas um voyeur, observando com o canto dos olhos o que os outros fazem mas, nunca, em momento algum, mantendo contato visual. A partir do momento que seu olhar encontra o olhar do outro, a mágica se quebra, cai o véu e sua capa de invisibilidade vai para o saco. Assim, é necessário, também, desenvolver um bom timing. Elaborando um modo eficaz de girar a cabeça, tendo uma visão geral da festa e sendo ágil o suficiente para não olhar ninguém diretamente nos olhos, seu sucesso nessa empreitada está garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores situações para ativar seu poder de inexistência é no interior de lojas com vendedores chatos. Entre secando a vitrine, não descole seus olhos dos produtos, não dê confiança ao vendedor. Em poucos segundos, ele esquece de você e vai atacar outra vítima menos preparada. Logo, você está livre para transitar despreocupadamente pelo interior do espaço sem ser notado, provando o que quiser e quando quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare que a maioria dos garçons já descobriram como ativar esse importante poder. Não sei se é instinto, se eles aprendem isso em algum cursinho obscuro ou reuniões subversivas organizadas nos fundos de grandes armazéns desocupados, o fato é que todos eles, quase sem exceção, dominam com primazia a técnica. Basta você precisar do garçom, que ele nunca está lá. Você passa horas tentando manter contato visual para pedir mais um chope, uma cerveja, uma porção de pastel ou um caldinho de sururu e ele simplesmente vai evitar sua linha de visão com maestria até que, exausto, você se vê obrigado a recorrer a alguns dos indispensáveis vocativos como “grande”, “campeão”, ou apenas “oi”, quando então ele vai se virar lentamente e finalmente olhar de relance em seus olhos, para voltar momentos depois como se aquele fosse o primeiro contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniões malas, jantares de família, professores engraçadinhos, é muito fácil escapar de todos eles apenas usando o controle de seu olhar. Se ninguém te nota, você nunca esteve ali. Nada de falsos cumprimentos, opiniões mentidas, manifestações forçadas. Total liberdade para transitar de um local a outro sem absolutamente ser notado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples como demonstrado, é muito fácil ser invisível numa sociedade, numa cidade, num ambiente em que todos estão largamente mais interessados em si mesmos ou em se promover, do que reparar se existe alguém ao lado. As pessoas realmente não fazem questão de notar, apenas de serem notadas. Assim, se você simplesmente fizer o inverso, apenas notar, sem se esforçar para ser notado, seu sucesso será absoluto e a visão de espectador desse mundo bizarro pode ser muito mais gratificante do que os louros do estrelato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-1586221782030132486?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/1586221782030132486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=1586221782030132486&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1586221782030132486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/1586221782030132486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/eu-mulher-invisvel-uma-histria-de-ch.html' title='Eu, a mulher invisível – uma história de chá, transparente'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-7981284522963057176</id><published>2006-11-20T14:25:00.000-02:00</published><updated>2006-11-21T09:41:38.180-02:00</updated><title type='text'>Sem mais delongas - um pensamento de água fervente, só</title><content type='html'>A sobriedade é um porre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-7981284522963057176?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/7981284522963057176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=7981284522963057176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7981284522963057176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/7981284522963057176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/sem-mais-delongas-um-pensamento-de-gua.html' title='Sem mais delongas - um pensamento de água fervente, só'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-8231006086094128806</id><published>2006-11-14T16:54:00.000-02:00</published><updated>2006-11-15T21:39:45.408-02:00</updated><title type='text'>E o tempo passa para todo mundo - uma história de chá, envelhecido</title><content type='html'>Houve um tempo em que, para mim, a expressão máxima da diversão era tacar água e sabão no chão de lajota do quintal pra ficar bem escorregadio e passar a tarde inteira rastejando de um lado para o outro, me sentindo uma espécie de anfíbio, até acabar com a barriga toda ralada e machucada. Depois, era só entrar em casa e comer bolinho de chuva com leite e achocolatado que a mamãe tinha preparado e dormir na frente da TV feliz da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, veio a fase em que bom mesmo era juntar uma porção de meninas, ir almoçar em algum lugar barato, fazendo bastante barulho a refeição toda (só mulheres, digo adolescentes, são capazes de fazê-lo com primazia) e em seguida, caminhar até a rua dos meninos, passar a tarde toda falando abobrinhas, dando risadinhas e olhando de um lado para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, veio a fase em que a boa era juntar uma galera grande e eleger um boteco, daqueles com ovo colorido e franguinho boiando na gordura, para ir sempre, chamar o garçom de algum nome carinhoso e beber breja de garrafa até não agüentar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fígado um pouco mais exigente, os ossos cansados e o nível de tolerância mais baixo, vieram as aconchegantes reuniões na casa dos amigos. Menos bebida, mais comida, melhor gosto musical, assuntos mais coerentes, sofás, tapetes, pufes confortáveis e artigos de comer e beber de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliada à nova fase, veio o gosto pelo chá e pelo café. Apreciar a pureza e diferença entre um tipo e outro, ainda que cultivando a mesma habilidade para vinhos e cervejas. Sentar em uma cafeteria e sentir-se refeito com o calor de um cappuccino bem preparado ou a pureza de um chá verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, fico feliz quando vou ao cinema e não durmo durante o filme, quando não tenho que fazer hora extra ou quando o trânsito não me deixa parada no mesmo lugar por mais de meia hora. Também gosto quando faz sol no domingo, quando não tenho insônia e quando toca a minha música preferida (e velha) no rádio. Adoro o aconchego de lençóis limpos, tomar café da manhã com tempo e ouvir música enquanto tomo banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de fazer chacota dizendo que estou velha quando, na realidade, ainda não estou tão velha assim por mais que tudo tenha drasticamente mudado na minha rotina e gostos pessoais. Dizem por aí que a vida começa aos 40, nesse caso, ainda tenho mais um tempo nesse estado embrionário, descobrindo as oportunidades e facilidades desse útero, absorvendo coisas boas e ruins de um tal cordão umbilical que eu não faço a menor idéia de onde esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, acho que certas coisas nunca mudam e tem tardes que eu ainda consigo sentir a mesma alegria das férias de infância, apenas sentindo aquele cheiro de grama molhada e o barulho da chuva batendo no portão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-8231006086094128806?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/8231006086094128806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=8231006086094128806&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8231006086094128806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/8231006086094128806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/e-o-tempo-passa-para-todo-mundo-uma.html' title='E o tempo passa para todo mundo - uma história de chá, envelhecido'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-873384213753338257</id><published>2006-11-13T17:49:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T17:50:53.717-02:00</updated><title type='text'>Admiráveis vícios novos – uma história de café, cyber café</title><content type='html'>Dizem por aí que estamos na era da informação. Sites se vangloriam com a máxima do “notícia minuto a minuto”, a internet coloca o mundo inteiro à sua disposição com apenas um click, a telefonia celular, os satélites, os GPS, a tecnologia wireless e mais uma porção de coisas te jogam para dentro de um mundo interligado, você tem a sensação de fazer parte de uma (ou A) rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa liberdade e agilidade (ou seria escravidão por vontade própria) que as telecomunicações trouxeram para o homem moderno têm um custo. E não é apenas o custo material não, é principalmente quanto vale a sua sanidade mental. Atualmente, me considero uma viciada em internet. Quando era adolescente, tive a fase de viciada em telefone (a maioria das meninas passa por isso). Hoje, simplesmente troquei de vício. Praticamente não assisto televisão, só vou ao cinema, mas consumo toneladas de lixo cibernético. Qualquer dúvida, consulto os arquivos infindáveis da internet, se preciso falar com alguém, recorro ao msn ou email. Forço-me a manter distância do computador nos fins de semana, mas as vezes é impossível controlar, comportamento de viciado mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fim de semana, esqueci o celular no carro de um amigo e passei o Domingo sem o dito cujo. Não que eu receba ligações incessantemente, as vezes dias inteiros se passam sem que nada aconteça, mas sei lá, sabe aquela segurança, aquele poder de encontrar as pessoas e ser encontrado, ou simplesmente porque ele é um bem eletrônico voltado à comunicação e é MEU, queria tê-lo ao meu lado. Com o perdão do exagero, cheguei a me sentir semi-nua longe do meu pequeno localizador e foi um grande alívio revê-lo (não, ele ainda não tocou), é como se a vida voltasse a sua normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do acontecido, ainda não tinha me dado conta de quão dependente eu sou dessa nova tecnologia. E pensar que, na minha infância, música se ouvia em LPs ou fitas cassete, telefone era de disco e apenas para emergências, filme era no cinema ou no vídeo-cassete e computador era coisa de história de ficção cientifica. A medida que eu fui crescendo, fui assimilando as novidades, cds, telefones celulares, identificadores de chamada, MP3s, DVDs. Hoje em dia, parece engraçado que, antes, tudo isso a qual baseio minha rotina simplesmente não existia e todos viviam super bem com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos a era da invasão. Você pode achar alguém ou ser achado com apenas um toque de celular (com alguma astúcia, também pode fingir estar em algum lugar que não está ou ignorar alguém indesejável), sistemas internos de câmeras filmam os passos de transeuntes nas ruas, compradores e funcionários em lojas ou shopping centers, trabalhadores em empresas, operários em fábricas, visitantes em prédios ou condomínios. E como se isso ainda não fosse suficiente, existem outros que filmam a si próprios e publicam suas imagens, ao vivo ou gravadas, na net para “socializarem”. Sem é claro esquecer dos já famosos e sem glamour reality shows. A realidade, intimidade e estupidez de seres humanos (celebridades ou não), expostas para avaliação da massa. O que Aldous Huxley diria de tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 50 anos atrás, acredito que as pessoas viviam com menos pressa e com mais qualidade. Os carros andavam mais devagar, os trens bala ainda não assustavam ninguém, as cartas demoravam uns 2 dias para chegar, os telefonemas tinham caráter de importância, as crianças brincavam fora de casa e as pessoas se encontravam quando queriam conversar e matar as saudades, ao invés de mandarem um email, um “torpedo” ou ligarem nos celulares uma das outras enquanto esperam a roupa na lavanderia, ou o carro na saída do restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças de hoje em dia não souberam como era o mundo sem internet, sem TV a cabo, sem celulares, sem MP3, fotografia digital. As vezes, acho que as coisas estão rápidas até demais. Seu chefe pode te achar em qualquer lugar, você pode fazer aquele “trabalhinho” em casa mesmo e mandar por email. Você disponibiliza arquivos enormes via FTP, não precisa mais de um “portador” para levar nada de um lugar a outro. Quanto mais práticos e rápidos os processos de comunicação e também humanos se tornam, mais dependente deles ficamos e menos tempo para o resto temos. O que foi criado para agilizar e poupar tempo, apenas acelerou ainda mais os mecanismos e deixou a sensação de que “fazer nada” é perda de tempo e tempo, como todo mundo sabe, é dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-873384213753338257?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/873384213753338257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=873384213753338257&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/873384213753338257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/873384213753338257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/admirveis-vcios-novos-uma-histria-de.html' title='Admiráveis vícios novos – uma história de café, cyber café'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116310130128439745</id><published>2006-11-09T17:41:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T17:44:10.425-02:00</updated><title type='text'>Ode à Impressora – uma história de café, sem impressão</title><content type='html'>Ó magníficas máquinas eletrônicas de imprimir, vos que sois tão incrivelmente majestosas, porque me odiais com tamanha intensidade? Que haverá essa pobre escrava de vossos serviços feito para vos irritar tanto, a ponto de nunca mais imprimir-me algo antes de severa sessão de torturas e crueldades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só comigo, ou as impressoras foram criadas apenas para aporrinhar ainda mais a humanidade? Elas simplesmente me odeiam, com toda a força de seus cartuchos e cabeças de impressão. Nunca, mas nunca eu tive momentos de alegria ao lado de uma dessas maravilhosas máquinas modernas. São sempre barulhos estranhos, mensagens de erro e folhas e mais folhas desperdiçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As impressoras são como animais, elas sentem seu medo, sentem sua apreensão. Quanto mais você precisa delas, menos elas vão te ajudar. Típico exemplo da criação que passa a ter total controle sobre seu criador, trazendo apenas discórdia e descontentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem pouco tempo e precisa imprimir algo rapidamente, isso definitivamente não vai acontecer. Primeiro, a dita cuja vai puxar todas as folhas de uma vez só e travar. Depois, você vai perder um tempão desfazendo a confusão. Aí, você vai ter que cancelar e mandar tudo de novo. A impressora, dessa vez, vai repetidamente se recusar a puxar qualquer pedaço de papel que você coloque, ao contrário da travessura anterior. Em seguida, após muita insistência, ela finalmente pega apenas uma folha e começa a impressão. Você suspira aliviado e sentindo a quebra da tensão, a danada simplesmente corta a impressão no meio e cospe a página fora. Sem saber o que você fez de errado e já tremendo, você refaz todos os passos e espera ansiosamente pela reação. Como uma boa menina, sem reclamar, a impressora pega a folha e, milagrosamente, imprime perfeitamente e, ainda por cima, repete a operação. Nesse momento de júbilo profundo, você se afasta com um sorriso na face, respira profundamente e vai beber uma água, ô canseira. Quando você volta, o caos está instaurado. A filha duma mãe está piscando todas as luzes, como uma árvore de Natal, as folhas estão todas espalhadas pelo chão, umas borradas, outras tantas amassadas. Pacientemente, você arruma tudo, troca os cartuchos de tinta, cancela o processo pela milionésima vez e, exausto, tenta de novo. Depois de muito tempo, paciência e bom humor perdido, o serviço está feito, mas seu prazo (que prazo?) já era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sinceramente, acho que devo possuir algum tipo de feromonio que, em contato com alguma ligação elétrica da impressora, provoca uma quebra de comunicação máquina-máquina irreversível. É só eu estar perto da talzinha para ela não imprimir porcaria nenhuma. A minha tática atual é colocar as folhas, verificar os cartuchos e sair correndo, ficar bem longe. De uma distância saudável, observo com o canto dos olhos como tudo está saindo, sem que ela me veja, é claro. Terminado o trabalho, volto e pego as folhas delicadamente, para que ela não sinta a minha presença e fujo mais uma vez. Nesse balé desengonçado, vamos vivendo nossos dias até que de forma harmoniosa. Se eu olho muito para ela, é melhor desistir. Se converso então, nem pensar. Ela sumariamente me odeia. Tenho que fingir que não estou aqui, que ela não me vê, que sou minúscula e invisível, porque se me faço presente, já viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, acredito que a impressora seja “The Ultimate Creation of Murphy and Poliana”, praticamente como um bebê de proveta dos dois. Tudo que pode dar errado com ela, vai dar, enquanto você se convence de que tudo poderia ser muito pior. Porque no tempo do seu avô, quando eles tinham que fazer tudo a mão, arcaicos processos litográficos, ou pesadas e barulhentas máquinas de escrever, tudo era muito mais complicado... Mas era sim, viu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116310130128439745?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116310130128439745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116310130128439745&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116310130128439745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116310130128439745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/ode-impressora-uma-histria-de-caf-sem.html' title='Ode à Impressora – uma história de café, sem impressão'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116301193447109802</id><published>2006-11-08T16:51:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T17:44:10.312-02:00</updated><title type='text'>Malditos sejam os Contos de Fadas – uma história de chá, de pirilimpimpim</title><content type='html'>As vezes eu me pergunto como efetivamente se deu o “felizes para sempre” de grandes ícones da minha infância, como a Bela Adormecida e o Príncipe, a Rapunzel e o Príncipe, a Branca de Neve e o Príncipe. Alias, é interessante notar que apenas a noiva tem um nome próprio. O noivo é simplesmente “o príncipe” que aparece apenas no final da história e salva a mocinha para que, finalmente, eles possam formar um belo casal, vivendo felizes para o resto de suas vidas (seria esse favorecimento feminino reflexo dessa sociedade que já foi extremamente matriarcal um dia?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que transportando as histórias da carochinha para o mundo real, encontraríamos a Cinderela gorda e ensebada, atrás de um fogão sujo, com três crianças aos berros agarradas à sua saia, enquanto o príncipe, todo maroto, de cueca e barrigão à mostra, gritaria do sofá da sala que quer um potinho de amendoim e outra cerveja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que nos ensinam que, depois de encontrar o príncipe ou a princesa de nossas vidas, tudo será feliz para sempre, a história vai se acabar e o livro vai se fechar, quando na realidade, é apenas um novo capítulo começando? Bons eram os tempos em que o galã encontrava a moçoila, beijava-a tenramente e tudo terminava com felizes para sempre e o fim. Depois disso, era só abrir outro livro, virar a página, mudar a brincadeira e esquecer que o “sempre” ainda significaria muito, mas muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fim leva o “sempre” na realidade? O que acontece com aquela porção de menininhas que cresceram ouvindo contos de fadas, passaram a adolescência inteira esperando pelo sapatinho de cristal e quando finalmente encontraram um forte candidato a rei, passaram a viver os dias a espera do casamento para que, logicamente, tudo terminasse com mais um final feliz. A vida continua minha gente. O maior dos sonhos (para alguns) se realizou, mas ninguém contou que agora é preciso vivê-lo até o fim. É preciso convivência, boa vontade, paciência e muita coisa que as fadas madrinhas nunca nos contaram para levar toda essa história a diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde eu sei, os reais contos de fadas, surgidos na Idade Média se não me engano, eram assustadores, cruéis, com passagens violentas e até sexuais para colocar medo mesmo. Até que alguém decidiu transformar tudo aquilo em lindas histórias meigas para embalar os sonhos de crianças indefesas e fez-se o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que hoje a culpa de tantos casamentos mal sucedidos, paixões mal interpretadas e decisões precipitadas seja apenas reflexo de uma infância romantizada. Mas durante meus “anos de inocência”, nunca parei para pensar no que aconteceu com a vida da Gata Borralheira depois que encontrou seu príncipe, muito menos alguém veio me contar. Era só fechar o livro e pronto. Todos os personagens estavam aprisionados naquele mundo de fantasia, vivendo e revivendo aquele mesmo sonho. Talvez se alguém tivesse me contado que o marido da Pequena Sereia virou um alcoólatra e batia nela toda noite quando chegava em casa, ou que a Bela tinha abandonado os quatro filhos e o marido para fugir com um astro de cinema, minha visão sobre “felizes para sempre” teria sido diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, quando eu era pequena, fechava o livro e ficava imaginando que histórias incríveis aqueles personagens estariam vivendo na sua felicidade infinita. E, hoje em dia, eu desligo o computador e tento não pensar em nada, absolutamente nada, sobre todas essas coisas que no fim, dizem por aí, sempre acabam bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116301193447109802?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116301193447109802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116301193447109802&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116301193447109802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116301193447109802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/malditos-sejam-os-contos-de-fadas-uma.html' title='Malditos sejam os Contos de Fadas – uma história de chá, de pirilimpimpim'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116290898663654689</id><published>2006-11-07T12:15:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T17:44:10.167-02:00</updated><title type='text'>E porque não se vende Felicidade em pacotes de preparo instantâneo – uma história de chá, com metilenedioximetamfetamina</title><content type='html'>Haverá o dia em que você vai chegar ao supermercado e encontrar prateleiras inteiras lotadas de embalagens de Felicidade com preparo instantâneo nos sabores amor, amizade, dinheiro, saúde e orgia. O único problema é que, como todo industrializado, tal produto virá acompanhado de uma data de validade, alguns efeitos colaterais indesejáveis, como inchaço e má nutrição e um preço as vezes não muito convidativo, mas nada que não possa ser solucionado com qualquer outra nova invenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, para combater os males causados pela azia ou indigestão oriundos do constante consumo de Felicidade, basta ir na farmácia mais próxima e comprar umas cápsulas de Alegria. Tal artigo acabaria com aquela sensação de mal estar e ainda deixaria sua pele com a aparência saudável e brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles com tendências mais depressivas e auto-destrutivas, também seria desenvolvida a pasta de dentes a base de Tristeza com longa duração. Aquela que basta você usar uma vez para se sentir infeliz e desamparado pelas 24 horas subseqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais além e com base nos conhecimentos de culinária e nos processos humanos, é bom ressaltar que esses alimentos de preparo instantâneo, além de uma grande quantidade de acidulantes, conservantes e substâncias artificiais, também são de incrível fácil digestão. Sendo assim, após o consumo de uma refeição de Felicidade, a Tristeza viria com o fim do processo digestivo, mesmo sem o uso do dentifrício a base de tal (para aqueles que apreciam um pouco de melancolia e solidão logo após as refeições, seu uso, no entanto, se faria indispensável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema causado pela inclusão desses novos bens de consumo no mercado seria a dependência física e psicológica que ambos acarretariam, porque todos aqui bem sabem que a Tristeza, por natureza (com o perdão da rima infame), tem uma duração muito maior do que a Felicidade (citando o poeta: tristeza não tem fim, felicidade sim.). Sendo assim, o consumo de Felicidade, para suprir ânsias e carências, seria muito maior do que o de Tristeza, já que foi comprovado que o corpo é capaz de produzir esta última praticamente por geração espontânea, enquanto Felicidade requer uma boa dose de outros estímulos, (parecidos com aqueles acrescidos nos adoçantes artificiais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, criaríamos uma geração viciada em Miojo-Felicidade, afogando mágoas e decepções em potes e potes de lixo instantâneo. Os refrescos gaseificados extremamente adocicados (e a base de cola[?]) seriam sumariamente substituídos por refeições rápidas e de preparo imediato, símbolo de uma nova juventude. Modelos esbeltas e felizes ao lado de rapazes descolados e com cara de desajustados posariam com seus pacotes de Felicidade ao alcance da boca, destilando exaltação e bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim caminharíamos para um novo estágio da humanidade, em que as emoções, finalmente controladas pelas grandes corporações, poderiam enfim ser adquiridas em qualquer esquina, a qualquer preço e nos mais variados sabores, indicações de uso, efeitos colaterais e composições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116290898663654689?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116290898663654689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116290898663654689&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116290898663654689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116290898663654689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/11/e-porque-no-se-vende-felicidade-em.html' title='E porque não se vende Felicidade em pacotes de preparo instantâneo – uma história de chá, com metilenedioximetamfetamina'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116230249664897314</id><published>2006-10-31T10:47:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:10.049-02:00</updated><title type='text'>E fez-se a luz – uma história de chá, alumiante</title><content type='html'>“Quem controla a luz, nos controla”. Li isso em algum lugar outro dia e para mim, fez muito sentido. Depois que o homem descobriu o fogo e obteve poder sobre a luz, (antes ele dependia da boa vontade do sol, da lua e das estrelas para organizar seus afazeres), o ser humano sentiu, pela primeira vez, que poderia dominar o mundo. Equipado com mágicos poderes capazes de transformar a noite em dia, saiu em busca de suas vontades, mudou seu destino, fez história à humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estranho fascínio é esse que temos pela luz? Quantas vezes você não se pegou totalmente absorto e distante preso num feixe de luz. Olhando a lua, olhando as estrelas, fogos de artifício e por mais doloroso que as vezes seja, olhando diretamente para o sol, tentando entender sua grandiosidade, captar sua energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de entreter com a luz, desenvolvemos espetáculos pirotécnicos, luminosidades de cores diferentes, máquinas gigantes, telões. Quem iria imaginar que grande parte de nós, diariamente, gasta ao menos um terço do dia trabalhando em frente a uma caixa luminosa, para depois relaxar hipnotizado em frente à outra caixa luminosa no conforto do lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tanto poder tem essa luz que petrifica, paralisa como um olhar de Medusa? Perdidos entre luzes de sinalização, de segurança, faróis, luminárias e lanternas, vamos seguindo apenas os caminhos iluminados, temendo a escuridão, fugindo do que não está exposto. Não me espanta que o símbolo para uma boa idéia seja uma lâmpada acesa e que o século XVIII, chamado de o “século das luzes”, seja marcado pelo Iluminismo, um movimento de intensa criação intelectual marcado pela valorização da razão sobre todas as outras coisas, enquanto seu oposto direto, a suposta ausência de evolução por parte da raça humana, a Idade Média, seja a Idade das Trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todas as luzes de Natal? As cidades se transformam em grandes pólos luminosos, milhares, trilhares de lâmpadas, coloridas, piscando, pequenas, grandes, espalhadas, concentradas, expostas, embutidas. Crianças, velhos, jovens, adultos, todos embasbacados em frente à decorações megalomaníacas, árvores piscantes, enfeitiçados, atraídos como mariposas à luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar a nossa incontestável dependência à energia elétrica. O que seria de nós sem a geladeira, o chuveiro quente e todos os outros milhares e indispensáveis aparelhos eletrônicos que usamos e ansiamos dia após dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, de modo algum, estou aqui condenando a luz, o fogo, ou a energia elétrica. Mas é interessante pensar que, naquele momento em que o homem descobriu que poderia controlar a luz, ele também se tornou escravo dela, abrindo espaço para uma nova forma de dominação, as vezes imperceptível, mas que já faz parte até de nossos instintos. Sendo assim, se a luz nos controla, me parece aqui inegável que aquele que controla a luz tem o poder sobre todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116230249664897314?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116230249664897314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116230249664897314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116230249664897314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116230249664897314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/e-fez-se-luz-uma-histria-de-ch.html' title='E fez-se a luz – uma história de chá, alumiante'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116222266591696852</id><published>2006-10-30T12:36:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.920-02:00</updated><title type='text'>Porque pseudo-qualquercoisas deveriam ser impedidos de liderar – uma história de café, da hora do cafezinho</title><content type='html'>Seres humanos desprovidos da habilidade de enxergar por completo qualquer tipo de  processo, seja ele de produção/criação ou qualquer outra coisa, deveriam simplesmente ser sumariamente proibidos de dar ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque, quando o sujeito não sabe nem quais meios levam aos fins que ele deseja, ele também não merece possuir o direito de delegar ordens a alguém. Segue aqui um exemplo prático e cotidiano da minha rotina. Tenho certeza que trocando alguns substantivos dá para enquadrar a cena em qualquer outra situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem que alterar, imprimir e montar um folheto. Fulano chega e diz que é SÓ fazer uma alteraçãozinha aqui, outra ali, imprimir e tá pronto. Em quinze minutos tá pronto. Aí vem a realidade, entre abrir o arquivo, fazer a alteração, salvar e preparar a impressão, se nada dá errado e se ninguém mais muda de opinião na última hora, o que acontece em 99,9% das vezes, perde-se cerca de uma hora, fácil. Não acreditando que possa levar tanto tempo só para fazer aquela alteraçãozinha, o dito cujo se posiciona atrás de você e observa todo e qualquer movimento, comenta sobre o óbvio e mantém aquele olhar fixo como se tivesse o poder sobrenatural de mover o impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda a primeira etapa, tem-se inicio a emocionante batalha contra a impressora. Primeiro, a encarnação do demo e inimiga número 1 dos prazos cospe a folha mil vezes antes de educadamente engoli-la para a impressão. Depois, tudo parece que vai muito bem, até que, inexplicavelmente ela puxa mais de uma folha, imprime nas duas juntas e depois ainda fica com uma terceira encalacrada atrapalhando todo o movimento. Calmamente você vai lá, retira o papel delinqüente, realinha as folhas, pausa a impressão e conta quantas páginas vai ter que imprimir de novo. No fim, entre cancelar a impressão, imprimir de novo, remanejar tudo, cortar e montar, foi-se mais uma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse exato momento que o homem/mulher das ordens não entende como é que pode demorar tanto, quando era tão simples. Ora, se o individuo fizesse idéia de como efetivamente as coisas acontecem, de que tipo de ações e medidas devem ser executadas antes de se obter o produto final, não ficaria fazendo perguntas e já saberia suas respostas. Como é que você pode coordenar algo que você não conhece, me diz? Só porque você se acha bom em dar ordens? Só porque alguém lhe deu esse poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena lembrar que, enquanto tudo isso acontece, ele caminhou como uma sombra atrás de você, na esperança de milagrosamente materializar alguma coisa, conseguindo apenas materializar o seu mau humor. No final, beltrano dá aquele sorrisinho amarelo e diz que vocês fizeram um excelente trabalho. Se o cara não faz idéia nem como realizar aquele trabalho, como é que ela acha que pode liderar a execução de tal? Isso simplesmente não faz sentido para mim. Se você não sabe como algo é feito, você definitivamente nunca poderá identificar se algo sai errado, se foi mal executado e será impossível de corrigir, não sabendo nem por onde começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem alongar ainda mais o meu mau humor, deixo aqui registrado o meu irritado protesto contra todos aqueles que vivem dando ordens, quando na realidade não sabem nem que tipo de ordem estão dando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116222266591696852?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116222266591696852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116222266591696852&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116222266591696852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116222266591696852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/porque-pseudo-qualquercoisas-deveriam.html' title='Porque pseudo-qualquercoisas deveriam ser impedidos de liderar – uma história de café, da hora do cafezinho'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116178014815030543</id><published>2006-10-25T09:42:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.802-02:00</updated><title type='text'>Espectatriz – uma história de chá, à ribalta</title><content type='html'>Há vezes em que prefiro ser espectadora da vida, do que sua atriz principal. Me perder observando tudo, do alto da arquibancada ou através do anonimato de uma frestinha, como o resto de milhares, bilhares de personagens, nessa história, se comportam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se eu não estivesse ali, como se eu não fizesse parte, como se ninguém pudesse ver. É como se eu fosse invisível, como se tudo não passasse de um filme e pior, (ou melhor, depende do ponto de vista), um filme onde eu já, mais ou menos, conheço o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais estranha de tudo isso é que, nessas ocasiões, eu realmente sinto como se não fizesse parte daquilo, como se não estivesse vivendo a minha própria comédia de erros, enquanto alguém mais astuto observa e ri também da minha cara. E enquanto observo o desenrolar do drama dos outros, é como se tudo não passasse de um teatro de marionetes, onde as falas são esperadas, os gestos manipulados e as reações exageradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dias em que eu me canso de ser espectadora e me volto de volta a meu próprio papel, mas não posso evitar de notar a importância de todos os figurantes ao meu redor, como se cada um deles estivesse ali, não por acaso, mas por uma razão maior, dando mais coerência e verossimilhança à história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes me pergunto quem é o autor de tal espetáculo. Talvez seja eu, talvez seja alguém que me observa, quiçá os inofensivos figurantes, ou talvez estejamos todos escrevendo tudo ao mesmo tempo, escrevendo e apagando, apagando e escrevendo num repensar sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes tenho a impressão de que a narrativa se rearranja como um fluxo de consciência, sem muito sentido, sem muito controle, sem qualquer explicação. Ai de mim se tento pôr sentido nas coisas e acabo confundindo tudo ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras vezes é como um drama de costumes muito bem arquitetado, personagens extremamente trabalhados, passados ricos em demasia, chavões desperdiçados, passos marcados, valsas repetidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes tenho que parar tudo. Mandar fechar as cortinas, chamar o intervalo. Que venham as dançarinas de cancã, que venham os comediantes baratos, que venham os micos de circo. Uma distração qualquer, uma ausência de pretensão, um esvaziar da platéia, uma confusão de fumaça, uma não importância de falas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre um ato e outro, eu me divirto entre espectadora e “espectada”, entre autora e atriz, entre clown e colombina, esperando o dia em que enfim, as luzes se voltarão para a platéia e conhecerei a peça que estava sendo encenada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116178014815030543?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116178014815030543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116178014815030543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116178014815030543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116178014815030543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/espectatriz-uma-histria-de-ch-ribalta.html' title='Espectatriz – uma história de chá, à ribalta'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116170499548938622</id><published>2006-10-24T12:49:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.696-02:00</updated><title type='text'>Lendo o futuro através das placas (de sinalização) – uma história de café, de beira de estrada</title><content type='html'>Outro dia me disseram uma coisa que eu nunca tinha efetivamente parado para pensar. As placas de sinalização, sim, essas de trânsito, nunca te informam efetivamente onde você está, elas simplesmente fazem uma predição do futuro, tipo São Paulo a 52 quilômetros, ou curva perigosa em 500 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale saber se Piraporinha do Bom Jesus está a 5 quilômetros, ou 300 se você não sabe nem em que estrada você está? Uma hora, é claro, você chega em algum lugar, mas quantos metros, quilômetros você já não andou perdido em qualquer estradinha por aí simplesmente porque nada ou ninguém conseguia te informar o nome da dita cuja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quando você não é vitima de uma daquelas placas estilo pegadinha, aquelas que ficam escondidinhas, com uma seta discreta apontando o local da última saída antes daquela terrível via expressa que vai te levar diretamente para bem longe de onde você gostaria de chegar. Ela fica ali, exatamente em cima do local em que você deveria virar, mas é por essa mesma razão que você acaba perdendo-a. Porque se, como as outras, ela tivesse te adiantado o futuro, (última saída em x metros), você saberia onde virar. Mas, ironicamente, ela só te avisa em cima da hora, quando a única coisa que te resta fazer é xingar e rezar para que o retorno mais próximo seja antes do próximo limite de município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica claro aqui, que o responsável pela sinalização das estradas é um grande sádico com um senso de humor impagável. O que você precisa saber de imediato, te avisam depois. O que você precisa saber com antecedência, te avisam em cima da hora. E o que você não precisa nem nunca quer saber, eles não param de te avisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, acho que aquele povo que cuida da previsão do tempo é o mesmo que elabora e distribui as placas de trânsito, afinal, eles seguem a mesma lógica. Quando você já tem o seu fim de semana na praia todo planejado, te avisam em cima da hora que vai chover. Quando você não tem tempo nem para colocar o nariz para fora da janela, ficam avisando que a onda de calor vai perdurar “uma eternidade” e quando você não está nem aí se chove ou se faz frio, todo mundo resolve comentar com você da mudança óbvia e brusca do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, acho que é tudo um grande complô. Sempre tem um nevoeiro tampando aquela placa que você queria ver, o sol sempre te cega impossibilitando de checar o limite de velocidade e sempre chove quando o pneu do carro fura e você tem que parar ilegalmente no acostamento para finalmente descobrir que estava há mais de 30 quilômetros dirigindo na estrada errada. Apenas mais um dos grandes mistérios que nem as placas de trânsito são capazes de prever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116170499548938622?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116170499548938622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116170499548938622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116170499548938622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116170499548938622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/lendo-o-futuro-atravs-das-placas-de.html' title='Lendo o futuro através das placas (de sinalização) – uma história de café, de beira de estrada'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116109772210734780</id><published>2006-10-17T11:01:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.568-02:00</updated><title type='text'>Maneirismos sociais e a sua paciência – uma história de café, muito obrigada</title><content type='html'>Decidindo viver em sociedade, antes de mais nada, o ser humano deve se adequar numa série de comportamentos esperados visando aperfeiçoar seu traquejo social. Ou seja, desde pequeno, somos ensinados a sorrir quando apertam nossas bochechas, ou dizem que crescemos. A dar “Bom dia” quando é dia, “Boa tarde” quando é tarde, “Boa noite” quando é noite. Com o tempo, você acaba desenvolvendo suas próprias técnicas. Ao invés de cumprimentar, usa apenas um aceno de cabeça, ou um levantar de mão, ou alguma palavrinha que ninguém entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sorte, sua educação lhe garante o mínimo de vocabulário com função fática, sua vergonha lhe garante o mínimo de cara de pau para ser simpático com estranhos não importando a situação, e seu humor não é destrutivo o suficiente para te isolar do resto do mundo permanentemente. Parabéns, você não é um ermitão e como recompensa, você ganhou uma maravilhosa estadia, até que provem o contrário, na vida em sociedade. Amigos, familiares, festas, viagens, trabalho. Tudo o que você sempre quis, agora pode e será seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, num belo dia de chuva, você acorda e vai tomar banho. O chuveiro inexplicavelmente pifa no meio da operação e você tem que terminar de se assear com água gelada. Sai na rua e o vento vira seu guarda chuva, seu primeiro passo vai direto ao encontro de uma magnífica poça d’água. Para sua sorte, nada mais de muito ruim acontece em sua jornada e, finalmente, você chega ao trabalho. Sentindo-se miserável, molhado e levemente desarrumado, você cumprimenta o porteiro do prédio com um “bom dia” bem introspectivo, um grunhido. No elevador, encontra 3 ou 4 colegas do andar debaixo, todos conversando animadamente àquela hora da manha, com aquela chuva, tendo ainda que trabalhar. Indignado com tamanha ousadia, você nem cumprimenta ninguém. Finge que não está ali e internamente, está torcendo para que todos tenham um dia terrível e finalmente eliminem aqueles sorrisos asquerosos de suas faces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencida a etapa do elevador, você finalmente chega onde deveria chegar, trabalho. Dá bom dia para a secretária, dessa vez tenta ser um pouco mais convincente, já que mais tarde pode precisar de algum favor da dedicada funcionária. Em vão, só consegue emitir um sonido desafinado. Desistindo de persistir com essas bobagens sociais, se dirige apressadamente até sua mesa, desejando com toda a força de seu ser não encontrar mais ninguém no meio do caminho. Para seu azar, naturalmente, um grupo conversa de maneira empolgada à sua esquerda e todos eles parecem incrivelmente felizes em te ver. No melhor dos humores, cada um deles lhe deseja sinceramente um bom dia enquanto você quer que eles apenas desapareçam após uma morte lenta e dolorosa. Seu “oi, como vai?” soa muito mais como “vá à merda e me deixe em paz” e o sorriso em seus lábios deixa vazar um estranho barulho de dentes rangendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sorte, você enfim chega até seu aconchegante e reconfortante cantinho de laboro. Durante todo o dia, atende o telefone com uma falsa calma, saúda co-trabalhadores com uma falsa alegria, sorri para todos que passam por sua baia com uma falsa benevolência e faz tudo que tem que ser feito com uma falsa boa vontade. Na hora do almoço, deseja “bom apetite” a todos, afinal, não importa em que estado se encontre o seu humor, você deve manter a vida em sociedade possível e aceitável, já que um dia, você pode precisar muito de tudo isso que está à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia termina relativamente bem. Você deseja “boa noite” e “bom descanso” a todos e vai embora. Chega em casa e evita trocar palavras com qualquer familiar, afinal, eles são sua família, eles te amam incondicionalmente, você não precisa manter joguinhos sociais com eles para ser aceito, eles vão entender. Buscando um pouco de paz e privacidade de uma vez por todas no seu dia, faz um enorme prato de comida e senta-se sozinho e com as luzes apagadas em frente a TV. O noticiário, que alegria. A vida de tanta gente aqui e em todo mundo é tão pior que a sua, você realmente só tem o que agradecer e pensar que é bom. Sentindo-se aliviado, você começa a pensar com satisfação que o dia seguinte sim será um ótimo dia. Até que o inevitável acontece. O âncora do jornal lhe deseja “Boa Noite” e você num incontrolável acesso de fúria grita com toda a força dos seus pulmões para a TV “vai se fuder seu filha da puta miserável sem nada melhor para fazer”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116109772210734780?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116109772210734780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116109772210734780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116109772210734780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116109772210734780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/maneirismos-sociais-e-sua-pacincia-uma.html' title='Maneirismos sociais e a sua paciência – uma história de café, muito obrigada'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116060657173937775</id><published>2006-10-11T19:42:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.461-02:00</updated><title type='text'>Estratégias de guerrilha nos jogos amorosos e a fragilidade das relações – uma história de chá, sem estar adoçado</title><content type='html'>A guerra entre os sexos existe, sempre existiu e sempre existirá, isso é fato. Entretanto, com o passar dos anos, tenho a impressão de que a linha que separa esses gêneros está cada vez mais frágil, provocando conflitos cada vez mais comuns e banais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, acredito que vivemos numa guerrilha armada sem hora para começar, muito menos para terminar. Qualquer pequeno acontecimento pode armar uma bomba e gerar uma reação em cadeia com resultados inimagináveis. Do mesmo modo que qualquer não-ação também pode ocasionar conseqüências tão desastrosas quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em tempos de guerra. Onde as relações são volúveis, as preocupações fúteis e os interesses descartáveis. Antes de fazer qualquer coisa em relação ao sexo oposto, ou em certos casos ao mesmo sexo, (não pretendo aqui excluir ninguém) é necessário, antes de mais nada, traçar um plano de guerra. Delimitar o campo de ação do inimigo, isolar o território, ter total domínio de suas fronteiras. Descobrir onde estão seus fortes blindados, postos de comando, espiões treinados e atiradores de elite. A partir do quadro minuciosamente estudado, é necessário começar a traçar as estratégias de ataque, ações de domínio, escolher as armas de combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo tudo isso organizado, passa-se então ao embate propriamente dito. Os desafiantes escolhem suas armas, jogam suas cartas na mesa, fazem suas apostas, preparam seus blefes. Isso, porque além de estarmos em guerra, ainda estamos jogando. E o bom jogador não só conhece muito bem suas opções e posições de ataque, como também tem pleno conhecimento da munição e jogadas ensaiadas do inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jogo perigoso, belicoso e extremamente delicado. Cada cartada se mostra como uma nova arma. Cada tiro trocado se desenrola como mais uma carta retirada ao léu do baralho. A cada novo movimento, um blefe. A cada blefe, um novo sentimento escondido. A cada sentimento escondido, uma perda. A cada perda, uma mágoa. E a cada mágoa, um vazio maior entre um oponente e outro, resultando simplesmente num afastamento total e irreversível entre aqueles que, ao contrario de todos os outros, estavam simplesmente, no começo de tudo, tentando apenas ficar mais próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fingir o que não se sente e sentir o que se finge, quando é tão mais fácil simplesmente ser o que se quer ser? Por que mascarar as intenções, jogar com meias palavras, sugerir meias vontades, deixar no ar um não sei o quê, esperando simplesmente colher algo que ainda não se inventou. Para variar, as relações são extremamente simples. Nós é que, com essa mania de querer ter controle de tudo, sobre o passado, o futuro, nos esquecemos obviamente do presente e nos perdemos em jogos de azar e azar de munições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116060657173937775?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116060657173937775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116060657173937775&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116060657173937775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116060657173937775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/estratgias-de-guerrilha-nos-jogos.html' title='Estratégias de guerrilha nos jogos amorosos e a fragilidade das relações – uma história de chá, sem estar adoçado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-116007451633685815</id><published>2006-10-05T15:54:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.325-02:00</updated><title type='text'>A exceção das regras e suas exceções – uma história de chá, porque nem o café abriria essa exceção</title><content type='html'>Dizem por aí que para toda regra, existe uma exceção. Uma não. Várias. Eu, sinceramente, acredito que toda regra foi feita para ser quebrada, mas infelizmente, até nesse ponto, muitas vezes, caio em contradição. Porque se a afirmação “toda regra tem uma exceção” já é uma regra, qual seria a sua exceção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo aqui o risco de adentrar em um campo metafísico demais, me proponho a discutir regras, suas exceções e as exceções das exceções, aliás, como fica estranha essa palavra depois de repetida três vezes, será que eu invoquei alguma entidade mitológica dos deuses dos extremos? Melhor voltar logo ao assunto, se é que isso é um assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, deste lado estão as regras, do lado oposto estão suas exceções. Agora, se a exceção, por assim ser, também se torna uma regra, será que sua exceção correspondente seria então a regra original, ou chegaríamos a outra variável tão distante da primeira que cairia em outra classificação, a das regras novas, ou pior ainda, seria igual a uma das regras antigas já praticadas e previamente catalogadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto está muito abstrato e eu realmente prefiro quando as coisas fazem um pouco mais de sentido, quando obtêm forma, quando tornam-se plásticas. Voltemos ao ponto de partida. Toda regra tem sua exceção, ou seja, um desvio. Esse desvio torna-se uma regra a medida que alguém o segue como tal. Transformando-se em uma regra, abre espaço para uma outra exceção e por aí a coisa vai se desenrolando, até que a exceção da exceção se pareça tanto com uma regra, que nem seja mais considerada uma exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí vem a pergunta. Se as pessoas quebram as regras para serem revolucionárias, rebeldes, diferentes, originais ou o que quer mais que elas queiram, a medida que elas quebram mais em mais regras, simplesmente só vão chegando mais perto de uma regra que já estava ali, muito antes deles pensarem em quebrar a anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As exceções existem, não há como negar. Entretanto, sua repetição incessante as transforma apenas em mais uma regra banal, por vezes estúpida e feita para ser quebrada. Enfim, não adianta seguir a vida tentando e se esforçando para seguir todas as regras, porque cedo ou tarde, elas serão quebradas. Como também não adianta seguir a vida quebrando todas as regras, porque cedo ou tarde, toda exceção também se torna regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom mesmo é ir levando, quebrando uma regra aqui, criando uma nova acolá, sendo chato e seguindo uma regra estúpida até o fim dos dias. O importante, no meu humilde ponto de vista, é não levar nada muito a sério demais. Nem o lance de seguir regras, muito menos o de quebrá-las ou pior ainda, desconhecer que viver quebrando regras é simplesmente uma das regras mais antigas da ordem do universo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-116007451633685815?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/116007451633685815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=116007451633685815&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116007451633685815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/116007451633685815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/exceo-das-regras-e-suas-excees-uma.html' title='A exceção das regras e suas exceções – uma história de chá, porque nem o café abriria essa exceção'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115982415337740382</id><published>2006-10-02T18:21:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.196-02:00</updated><title type='text'>Alguém dê um trato na Poliana, por favor – uma história de café, que podia ser pior</title><content type='html'>Vira e mexe eu me pego com essa maldita mania de Poliana. Sabe esse péssimo hábito de tentar ver um lado bom em tudo? Esse mesmo. Você não tem esse problema, sorte sua. Mas receio que, mesmo sem saber, você já foi acometido por alguns dos sintomas dessa doença sutil, porém avassaladora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está caminhando alegre a calmamente pela rua. O dia está lindo, você não está com pressa e o clima está agradável. Você vestiu uma de suas roupas preferidas e tudo parece estar em perfeita harmonia. Sim, parece. Isso até que uma pomba delinqüente resolva se aliviar ali, exatamente em cima da sua cabeça. Numa questão de poucos segundos, aquele dia ensolarado e abençoado por um coro de anjos barrocos se transforma em uma visão dantesca, labaredas de fogo se formam sob seus pés, enquanto nuvens negras encobrem sua cabeça. Nesse momento, eis que alguém, numa vã e inútil tentativa de te reanimar, solta a pérola “não se preocupe, isso é sorte, você vai ter muita sorte essa semana”. Igual quando você pisa na bosta “magina, isso é só um sinal de sorte”, ou quando é cercado por abelhas, correndo o risco de tomar uma picada fatal e alguém vem a com a maior cara lavada e afirma com toda convicção “as abelhas trazem fortuna”. Ah sim, afortunados aqueles que são recebidos nos campos do Senhor após um ataque de abelhas africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao inferno com tudo isso. Sim, merdas acontecem e devemos estar preparados para lidar com elas, não inventar um conto de fadas para explicar o acontecido. É claro que tudo sempre pode ser pior, podia estar chovendo estrume, mas precisa dar uma dessas explicaçõeszinhas baratas toda vez que algum desses acidentes detestáveis acontece? Não dá para simplesmente falar um montão de palavrão, xingar todas as gerações, póstumas e futuras, e esperar que a raiva passe para esquecer o episódio de vez? Um toque de Poliana as vezes faz bem, confesso. Mas toda hora não dá. É insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você cai, tropeça e quebra a perna. Ah... pense pelo lado bom.. podia ter sido pior, você podia ter quebrado todos os dentes e fraturado umas costelas. Sim, sou um sortudo por estar usando esse gesso incômodo nesse calor úmido de 40 graus. Seu cachorro destrói o seu trabalho de conclusão de curso, o computador dá pau e o seu backup está tão atualizado que a única coisa que te resta é a introdução. Mas calma, você tem saúde, inteligência e o que importa é que você está bem, inteiro, pensante, pode escrever tudo de novo, é fácil. Não, não e não. Não está nada bem, qualquer coisa que pareça melhor do que desesperador é irritante e eu não quero ser consolado, simplesmente quero uma doze para destruir alguma coisa e tentar aliviar a minha raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar enxergar o lado bom de tudo deve ser uma benção, quiçá uma arte, mas sinceramente, não me agrada. Pra dizer a verdade, acho que essa tal de Poliana (me controlo aqui para escrever “tal” e não “vaca”) deve ter se casado com aquele outro FDP do Murphy. Isso porque um deles está sempre fazendo tudo que pode dar errado efetivamente dar errado, enquanto o outro está sempre tentando contornar a situação com palavras doces e teorias açucaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina a cena. O Murphy tá lá, passando manteiga no pão e o dito cujo, é claro, cai de cabeça para baixo fazendo a maior meleca. Aí chega a vadia da Poliana toda solícita “ai benzinho, não fica triste não, eu faço outro pra você nesse momento. E olha só, aquele pão nem era tão bom assim, tava com um queimadinho na ponta, você viu? Ia deixar a sua boca toda amarga e estragar o final do seu café da manhã. Toma, assim está bem melhor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Poliana e seu Murphy vão ao supermercado e, obviamente, na hora de pagar, escolhem a fila que não anda de jeito nenhum, nem com reza braba. Murphy faz aquele cara de “eu te disse”, enquanto Poliana tenta contornar a situação “assim que é bom coração, enquanto a gente espera, dá para eu te contar o que aconteceu na escola do Juninho, você não vai acreditar, você nunca tem tempo mesmo de ouvir, acho que essa é uma hora perfeita, sem contar que assim você fica um pouco em pé em vez de passar o domingo todo sentado lá naquele sofá”. Simplesmente o casal perfeito, sem sombra alguma de dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de tudo isso, só me resta mesmo desejar com toda força de meu ser que, um dia desses, o Murphy pegue a Poliana de jeito e os dois fiquem lá, entretidos por alguns minutos, com sorte algumas horas, e finalmente, deixem a humanidade em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115982415337740382?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115982415337740382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115982415337740382&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115982415337740382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115982415337740382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/10/algum-d-um-trato-na-poliana-por-favor.html' title='Alguém dê um trato na Poliana, por favor – uma história de café, que podia ser pior'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115946790676068078</id><published>2006-09-28T15:24:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:09.084-02:00</updated><title type='text'>Enrolação: a prima pobre e renegada da retórica – uma história de chá, torcido</title><content type='html'>Existem pessoas que podem te convencer de qualquer coisa usando apenas um inegável poder de retórica. Lançam argumentos de forma concatenada, desenham situações verossímeis, apresentam provas e uma linha de raciocínio tão claras, que é simplesmente impossível não concordar com eles independentemente de qual era a sua opinião anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, tem gente que não te convence por apresentar frases claras e objetivas conectadas brilhantemente entre sim. Tem gente que não te convence, e sim, te vence pelo cansaço. Chamo isso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Técnica da Boa Enrolação&lt;/span&gt;. Isso porque o sujeito fala de forma tão confusa, dá tanta volta e, principalmente, tem um jeito de falar, uma dicção, tão enrolada, que uma hora ou outra você acaba concordando, ou porque está absolutamente perdido, ou porque não agüenta mais ouvir a voz perdida do infeliz, ou pela junção dos dois motivos acima e talvez por falta de paciência também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ninguém resiste a um bom argumentador, do mesmo modo que ninguém enfrenta um bom enrolador. O cara não te dá um único argumento digno de respeito mas, mesmo assim, com sua fala arrastada, suas palavras complicadas e seu riso fácil, acaba te levando a concordar, ou pior, a fazer coisas que você um dia achou que seria totalmente incapaz de realizar ou admitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que minha total admiração esteja direcionada àqueles possuidores de excelente retórica, não posso deixar de nutrir um certo respeito, curiosa consideração eu diria, por estes incríveis seres dotados da faculdade da boa enrolação. Admito, não é fácil dobrar alguém mesmo dispondo dos melhores argumentos e da mais coerente linha de raciocínio. Entretanto, essa tarefa se torna ainda muito mais difícil quando você não possui nem argumentos, nem lógica, muito menos dotes de orador para convencer alguém. Eles simplesmente vão vomitando todo tipo de informação naquele jeito meio malandro, embolando as palavras, dando ênfase a fases de efeito ou engolindo palavras complicadas e, o mais importante, não oferecendo nenhuma brecha, não deixando nenhum espaço para que o receptor sequer tenha tempo de pensar sobre o assunto, quanto mais de responder. Fundamental mesmo é confundir o inimigo. Bombardeá-lo de informações, afirmações e, sobretudo, fazer uso de um surpreendente tom de voz inflamado com autoridade. Não importa o que se diga, o importante é se dizer com convicção, com segurança, com certeza de si mesmo. Afinal, se alguém acredita com tanta veemência em alguma coisa, não tem como aquilo não estar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí você ouve os maiores absurdos do mundo, que ditos daquela maneira, com tamanha confiança, simplesmente não podem estar errados. As palavras postas juntas não fazem o menor sentido e frente a fala enrolada, você mal entende o que o cidadão está lhe dizendo. Mas sua certeza é tanta, suas afirmações são tão convincentes, seu tom de voz é tão firme e seu modo de falar é tão envolvente, que não lhe resta outra alternativa, senão render-se aos encantos de tal falácia, mesmo que no fim da conversa, você não faça a mais remota idéia do que vocês passaram tanto tempo discutindo e, mesmo assim, possa jurar de pés juntos que aquela é a mais irrevogável verdade que há muito tempo não se ouvia e quiçá, alguém havia tido, até então, coragem de comentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115946790676068078?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115946790676068078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115946790676068078&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115946790676068078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115946790676068078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/09/enrolao-prima-pobre-e-renegada-da.html' title='Enrolação: a prima pobre e renegada da retórica – uma história de chá, torcido'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115884769305234621</id><published>2006-09-21T11:06:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:08.936-02:00</updated><title type='text'>UM – uma história de chá, místico</title><content type='html'>Apesar de ter sido criada no catolicismo e ter até feito primeira comunhão, eu nunca fui muito religiosa e sempre desconfiei das histórias da Bíblia. Atualmente, acredito que não tenho religião. Acredito numa energia mais forte que nos una, mas não acredito num ser-deus. Gosto de entrar em igrejas para passear e pensar. Elas normalmente me trazem uma paz. Deixo-me perder observando os detalhes da arquitetura, decoração, quadros, estátuas e vitrais, mas dificilmente sento e rezo. Fico ali sentindo a tal energia do lugar, as que tem centenas de anos de existência são mais interessantes para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história toda de energia sempre me pareceu um grande clichê. Nunca falei muito sobre o assunto com ninguém e sempre guardei a maioria desses pensamentos estranhos para mim mesma. Não gosto de discutir religião. Respeito a que os outros escolheram para si, do mesmo modo que quero que respeitem a falta de crença que tenho para mim. Não que eu não acredite em nada, apenas questiono demais as coisas para simplesmente me dedicar a fé pura e cega de um fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes tive contato com essa energia que eu disse acreditar existir. Algo sutil e que eu não consigo exprimir muito bem em palavras. Ontem, lendo um livro, acho que consegui entender no que por assim dizer eu acredito. Talvez eu consiga explicar. Talvez não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo é composto por unidades que trabalham em conjunto e se completam formando algo único, o UM. Cada uma dessas unidades é feita de outras menores e outras, até sua essência mínima. É como se todo o universo fosse um ser vivente como nós, feito de órgãos, músculos e tecidos que, por sua vez, são constituídos por células que, por sua vez, são um organismo vivo em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo mais além, é como se nós, seres humanos, fossemos estas células que compõem um órgão, tecido ou músculo do universo. Cada um de nós tem uma função, ínfima as vezes, porém uma função essencial para a manutenção do todo. Podemos ser uma mitocôndria, ribossomo ou complexo de Golgi. O importante é saber se relacionar e agir dentro e fora de nossa célula. Fagocitar tudo aquilo que for estranho à nossa natureza e retirar dele o que de melhor se é possível extrair. Absorver por osmose aquilo que nos é oferecido de bom. Devemos também estar atentos aos fatores externos. Aprender a escutar e sentir os estímulos que vêm das outras células. Se produzimos um enzima em demasia, todo o comportamento do órgão que fazemos parte se altera. No caso contrário, se deixamos de produzir algum substrato, a situação também muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos uma parte do todo e apenas quando sentimos isso, quando absorvemos os estímulos e devolvemos o produto de nosso entendimento, é que nos sentimos em harmonia com o resto lá fora e pertencemos a algo maior. É só nesse instante que percebemos nossa importância, a relevância de nossos atos, por menores que sejam, na manutenção do universo. Qualquer ação irá gerar uma reação e alterar todo o conjunto de células que dependem de nós, uma reação que irá reverberar até sua última instância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta pensar que somos pequenos demais para importar ou grandes demais para sermos esquecidos. Todos deixamos um legado aqui. E este não precisa ser em forma de algum feito marcante ou diversos descendentes. Cada simples gesto, conversa ou manifestação deixa uma marca, altera o curso e aciona uma seqüência de reações. E apenas por esse fato já deixamos nossa participação gravada na existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o mais importante não é saber o valor que tenho ou venha a possuir na história da humanidade e sim, aquele sentimento de unidade, de saber estar inserida em algo maior, em conhecer que, no fundo, tudo aqui é parte de um mesmo UM. E aprendendo a ouvir o que as outras partes necessitam e aprendendo a nutrir nossas necessidades com respeito, sinceridade e atenção, podemos viver em paz e felizes. Seguindo esses instintos em conexão com essa energia maior, não tem como as coisas darem errado, porque quando em sintonia, por mais complexo que os processos pareçam, eles sempre se resolvem a si mesmos, pois o organismo maior não pode parar e fazendo parte desse todo, nos beneficiamos da energia em curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa coisa de procurar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentido da vida&lt;/span&gt;, também não leva a lugar nenhum. Afinal, o que foi, já passou. O que virá, não se sabe como vai ser. E sentido mesmo, nada direito faz. Ninguém sabe se estará aqui amanhã. Então, se algo tem que fazer sentido, que seja isso que você faz agora e é, nesse momento, simplesmente por assim ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115884769305234621?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115884769305234621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115884769305234621&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115884769305234621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115884769305234621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/09/um-uma-histria-de-ch-mstico.html' title='UM – uma história de chá, místico'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115875952983906233</id><published>2006-09-20T10:37:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:08.794-02:00</updated><title type='text'>O sentido dessas palavras sem sentido – uma história de chá, metalingüístico</title><content type='html'>É engraçado como certas palavras significam a mesma coisa, mas muitas vezes são interpretadas de maneira diferente, seja devido ao contexto em que estão inseridas, ou entonação de voz, ou então simplesmente porque tal vocábulo já carrega em si mesmo uma carga semântica muito além de seu sentido conotativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, você pode contar para alguém que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;elaborou&lt;/span&gt; uma nova receita de bolo, algo realmente significativo. Agora, se você disser que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;criou&lt;/span&gt; uma nova receita de bolo, não sei porquê, mas parece muito mais inventivo e, com o perdão da redundância, criativo. Isso porque criar está diretamente relacionado com criatividade, imaginação, genialidade, etc. Já elaborar tem um caráter mais formal, de algo que foi desenvolvido depois de árdua pesquisa e fruto de habilidades especificas. O criador é aquela entidade quase mitológica do ser que inventa coisas assim, do nada, quase que por geração espontânea. Realmente alguém para ser admirado e estudado, mesmo que o fruto de suas criações nem seja assim tão impressionante. O fato é que CRIAR confere muito mais importância ao seu agente ativo do que ELABORAR. Elaborar qualquer um elabora, agora quero ver criar igual aquele cara faz! Mais ou menos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você quer convencer alguém por exemplo. Qualquer palavra mal empregada, ou combinada com alguma outra que não conecta muito bem pode colocar todo o seu plano abaixo. Assim, detalhes que as vezes você nem percebe, mas para quem ouve soam como bombas ou trovões, simplesmente destroem qualquer coisa que já tenha sido alcançada até aquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que as feridas morais são muito mais difíceis de serem curadas do que as físicas. Isto porque deixam cicatrizes muito mais profundas, afinal, quem as deve resolver é a psique e não o corpo e o que interpretamos e internalizamos é muito mais difícil de ser eliminado ou transformado do que um arranhão ou hematoma que logo pára de doer e em pouco tempo desaparece. Deste modo, depois de uma exaustiva briga usando apenas palavras como armas, seus lutadores estarão muito mais destruídos e feridos por longo tempo do que qualquer pancadaria luta livre que você possa imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia a dia, na conversa cotidiana, dificilmente paramos para pensar, devo usar isso ou aquilo, esse adjetivo combina com esse substantivo e blah blah blah. Simplesmente vamos colocando uma palavra após a outra e no fim, vê-se o que dá. Na realidade, esse processo de escolha de palavras já é tão automático que nem percebemos seu movimento, mas prestando atenção, dá para ver que as pessoas falam mais pausadamente e refletindo quando estão encurraladas, precisam explicar algo, ou sentem-se acuadas. Porque, literalmente, tudo o que você disser, pode e será usado contra você nesse ou naquele tribunal. Entretanto, quando nos sentimos à vontade, falamos tudo de uma vez, por vezes sem ponto, vírgula ou acentuação. Desde que a mensagem seja transmitida, não importa muito a sua forma. Mas mesmo nesses momentos de puro vômito verbal, acabamos juntando as palavras que soam melhor e que entendemos irão criar a melhor imagem do que tentamos dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu estou aqui, escolhendo as palavras para escrever esse amontoado de coisas relativamente inúteis, você está aí formulando na sua cabeça algo que explique qual a utilidade de mais uma dessas teorias estapafúrdias (atenção, porque usando estapafúrdia para encerrar o texto, eu gastei!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115875952983906233?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115875952983906233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115875952983906233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115875952983906233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115875952983906233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/09/o-sentido-dessas-palavras-sem-sentido.html' title='O sentido dessas palavras sem sentido – uma história de chá, metalingüístico'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115808739195738208</id><published>2006-09-12T15:55:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:08.615-02:00</updated><title type='text'>Apagaram a linha do horizonte – uma história de café, cinza</title><content type='html'>Vivendo em São Paulo, eu me acostumei a nunca ver o horizonte. Sabe aquela linha reta que separa o céu da terra? Essa mesmo. Do mesmo modo que eu me acostumei a não ver as estrelas, a não olhar muito para o céu, raramente ver a lua e até esquecer que existe alguma coisa entre o asfalto e o trigésimo quarto andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, reparei como me faz falta não olhar para o horizonte. Estava sentada numa praça que fica num ponto alto da cidade e felizmente, tem vista para uma área até que bem verde e pasmem, tem até uma seção onde existe horizonte. Ele mesmo. Uma pequena faixa verde que se encontra com uma possível massa azul. Possível porque, na ocasião citada, a tal área azul estava meio acinzentada, como sempre. Mas a gente se acostuma com tudo e perceber que o que eu estava vendo não era uma amontoado de prédios, e sim o encontro do azul com o verde, me deixou incrivelmente feliz e me lembrou que eu não estou acostumada a ver o horizonte do modo como ele deveria ser. Igual naqueles desenhos, ou quadros, ou final feliz de conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vou para a praia, o meu passatempo preferido é ficar observando as diversas linhas do horizonte. O azul do céu com o azul do mar, o verde de uma ilha com o azul do céu e por aí vai. Aqui, a única coisa que eu vejo é um empilhamento de edifícios, parecendo uma plantação de caixas de fósforos, com um manto cinza ao fundo. Tem lá sua beleza, uma poética urbana que eu consigo apreciar na maioria das vezes. Mas acho que os olhos humanos ainda merecem o direito de se deixarem perder na linha do horizonte de vez em quando. É relaxante, acalma e ainda é grátis. Isso se você mora em algum lugar em que ainda exista alguma linha. No meu caso, tenho que rodar um tanto até encontrar algo minimamente parecido, mas sei lá, vai ver que isso só aumenta o valor da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveriam fazer alguma lei: todo paulistano tem o direito a uma vista com pelo menos 5 metros de horizonte da janela de seu quarto. Acho que é o mínimo que a gente deveria exigir pela quantidade de impostos que paga. Já criaram imposto até para o lixo, porque é que eu não posso ter direito a horizonte? E quando eu digo horizonte, estou me referindo àqueles tradicionais, nada de antenas ou helipontos ou coberturas. Apenas céu e montanha, céu e árvore, no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jeito que a coisa anda, logo nem esses raros encontros de céu e terra vão ser visíveis na cidade de São Paulo. Apenas concreto, cimento, vigas, antenas, janelas e uma porção de gente, mobília e poeira empilhados num desenho geométrico de proporções inimagináveis e um futurismo que apenas aquelas histórias escabrosas de ficção cientifica ousaram projetar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115808739195738208?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115808739195738208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115808739195738208&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115808739195738208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115808739195738208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/09/apagaram-linha-do-horizonte-uma.html' title='Apagaram a linha do horizonte – uma história de café, cinza'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115807621103173835</id><published>2006-09-12T12:46:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:08.476-02:00</updated><title type='text'>Personalidades que saem com água – uma história de chá, aguado</title><content type='html'>Nesses tempos modernos em que tudo é reciclável e mesmo assim a produção de lixo nunca esteve tão alta, eu me deparei com uma nova descoberta: a personalidade que sai com água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo da simplicidade de uma maquiagem à complexidade de um candidato político, as personalidades facilmente laváveis são, hoje em dia, grande sucesso na sociedade. Atualmente, as coisas ao nosso redor se transformam muito rápido para que a mudança interior causada pela assimilação da novidade perdure por muito tempo. Assim, nada mais prático do que o uso das personalidades solúveis em água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai a uma festa em que precisa parecer chata/metida/nojenta? Com o uso da maquiagem correta, dá para empinar o nariz, aumentar os lábios, esconder olheiras, rugas e sei lá mais o quê. Obviamente, não se trata de uma personalidade muito complexa, talvez apenas uma máscara, mas enquanto vestindo tal armadura, é dever interpretar o personagem com todos os seus gestos, manias e palavreado deveras peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, temos uma infinidade de políticos que literalmente lavam suas mãos e a personalidade também quando assumem o poder. No horário eleitoral, dizem uma coisa e na hora H, fazem outra. É como conhecer duas pessoas diferentes usando o mesmo corpo, ou será esse um novo caso de esquizofrenia? Uma manifestação moderna da doença frente a velocidade desse novo mundo. A esquizofrenia a base de água. Vou sugerir a idéia a algum pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem também aquela de quando você sai e conhece alguém super legal. Vocês passam a noite inteira juntos, inesquecível. No dia seguinte, você liga (se é que alguém ainda liga no dia seguinte) para ele/a. O ser humano mal se lembra quem você é. “Mas a gente não ia passar o fim de semana na sua casa de campo?”, “Você falou que eu era a sua alma gêmea!”. No que você ouve do outro lado “desculpe, estava bêbado/a demais, não lembro de nada disso, nem sei se te conheço. Sabe como é que é, vodka dá amnésia...”. Nessas horas, só muita água mesmo para curar a ressaca e eliminar qualquer resquício daquela personalidade adorável que você achou ter conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve uma época em que a moda eram projetos/produtos personalizados. Recentemente, descobri que esse termo está obsoleto, agora diz-se customizado. Alguém me explica a diferença dos dois, por favor? Dizem que o customizado é mais pessoal ainda do que o personalizado, ou seja, totalmente, absolutamente, inegavelmente exclusivo daquela pessoa. Lá em casa, eu tenho uma mesa que é personalizada. Invenção minha é claro. É uma mesa de lata, dessas de boteco. Ela é branca, mas eu coloquei umas canetas coloridas de quadro branco em cima para promover a interação. A galera chega, desenha, pira na mesa e ela fica lá, única, personalizada. Depois eu lavo com água e ela perde a personalidade. Assim, simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como as coisas estão mudando cada vez mais rápido, fico me perguntando, o que virá depois das personalidades que saem com água? O que pode ser mais ágil e eficaz do que isso? Se bem que, outra tendência é a reciclagem de valores ou coisas que foram muito populares no passado e agora, com roupagem nova, parecem absolutamente atuais. No fim das contas, acho que o bom mesmo é seguir vivendo segundo o que vovó já dizia, Lavou, tá novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115807621103173835?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115807621103173835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115807621103173835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115807621103173835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115807621103173835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/09/personalidades-que-saem-com-gua-uma.html' title='Personalidades que saem com água – uma história de chá, aguado'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115756795902529952</id><published>2006-09-06T15:38:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:08.322-02:00</updated><title type='text'>O mal da dor alheia – uma história de chá, dos outros</title><content type='html'>Sabe quando o carro passa num buraco e alguém diz “ai”, como se tivesse sentido a dor do amortecedor, roda ou pára-choque? Então, eu sou uma dessas pessoas. Eu sinto a dor das coisas. Se eu estou lavando a louça e uma xícara cai, por exemplo, eu imediatamente solto um gemido de dor, como se eu é que tivesse escorregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho isso. Não sei quando e como comecei com essa mania, mas agora é simplesmente impossível parar. Na mesma linha, quando eu bato num poste, eu peço desculpas, como se tivesse realmente esbarrado em alguém. Eu saio machucada da história, o poste não está nem aí e eu ainda peço desculpas. Ou quando eu chuto o pé da mesa e também peço perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode ser reflexo de muita preocupação, ou então muita educação, ou os dois juntos, ou nenhum deles. “Desculpa” e “ai” são praticamente atos reflexos já incorporados à minha personalidade. “Desculpa” está associado com qualquer esbarrão, tropeção ou acidente que me tome de surpresa. Já “ai” está associado com toda coisa e/ou pessoa que caia, tropece, bata ou esteja em risco de sofrer qualquer dor perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que isso seja um grande problema. Não me atrapalha, não me constrange, nem muda a rotina do meu dia. Simplesmente é um tanto quanto exótico. Eu sei que, por aí, existem dezenas, centenas, quiçá milhares de pessoas sofrendo da mesma “patologia”. De repente, variando apenas na manifestação de seus sintomas. Eu, várias vezes, já pedi desculpas para o meu próprio reflexo, quando andando distraidamente em algum lugar, esbarrava em um espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver que nós (sim, não posso estar só nessa), os acometidos pelo mal da dor alheia, deveríamos nos unir. Montar um grupo de apoio, compartilhar nossas experiências e talvez, até contar com a supervisão de algum profissional para nos orientar, ou analisar o caso, tentando traçar algum padrão ou comportamento que explique de onde vem essa mania, no mínimo, peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que, manias todo mundo tem. A minha é só mais uma no meio de uma multidão. De repente, eu nem deveria dar tanta importância ao fato, mas é minha e eu dou sim. Na realidade, nem faço questão de eliminá-la, já faz parte da minha personalidade e, as vezes, faz até alguém rir. É que sei lá, considerando que não é muito normal emitir uma expressão de dor quando o agredido é um objeto inanimado, ou pedir desculpas para algo tão inanimado quanto o objeto anteriormente citado, achei que o assunto era minimamente interessante para ser explorado. Vai saber quantas pessoas por aí não fazem a mesma coisa e se sentiam únicas ou diferentes demais até agora e, finalmente, puderam se identificar com alguém. Será que eu salvei alguma vida? Ou será que eu simplesmente estou indo longe demais em um assunto que não dava assunto nem para meio parágrafo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115756795902529952?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115756795902529952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115756795902529952&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115756795902529952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115756795902529952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/09/o-mal-da-dor-alheia-uma-histria-de-ch.html' title='O mal da dor alheia – uma história de chá, dos outros'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115748707085410559</id><published>2006-09-05T17:10:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:08.188-02:00</updated><title type='text'>Eu e a Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho – uma história de chá, de cogumelo</title><content type='html'>Uma das minhas “histórias infantis” preferidas é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/span&gt;. Uma história que de infantil, a meu ver, não tem nada. Primeiro porque Lewis Carroll era um louco, dizem que o texto está cheio de jogos matemáticos e de lógica. Segundo que, uma história em que sua personagem principal segue um coelho apressado descer por um buraco, depois come um cogumelo para ficar grande, bebe um líquido estranho para ficar pequena, conversa com uma lagarta fumante, toma chá com um chapeleiro maluco e é julgada pela Rainha de Copas, me parece que vá um pouco além do imaginário e entendimento infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, desde pequena, toda essa alegoria surreal me cativou. Preferia mil vezes ser a Alice, ficar grande, ficar pequena, conversar com o gato que desaparece e comemorar meu desaniversário naquela festa louca com a Lebre de Março, do que ficar deitada adormecida esperando meu príncipe, ou limpando uma casa a espera de um sapatinho ou fada madrinha. No desenho, as cores pareciam mais vivas, as flores cantavam e o exército de cartas de baralho era tudo o que eu sempre quis ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a parte que eu sempre gostei mais é aquela em que a Alice passa para o outro lado do espelho. Onde tudo é invertido e ao contrário. Aliás, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alice através do Espelho&lt;/span&gt; já é outro livro, a continuação da mesma piração. A idéia de poder passar para o outro lado e poder ver tudo de uma perspectiva invertida sempre me pareceu extremamente interessante. Não que comer ou beber algo e distorcer minha percepção de dimensão e espaço não me interessasse também, mas poder adentrar em um ambiente em que tudo seria exatamente ao contrário do mundo real me parecia muito mais impossível e, por isso, mais excitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acreditei naquela máxima em que as regras existem para serem quebradas. E ficar imaginando situações opostas sempre foi uma diversão. Do outro lado do espelho, as pessoas iriam para a escola ou trabalho nos fins de semana, tendo a semana toda para se divertirem. Nas refeições, comeríamos doces e depois delas, salgados. Os peixes nadariam no céu e as aves voariam no mar. Sorvete seria quente e sopa seria gelada e mais uma porção dessas brincadeirinhas. No fundo, no fundo, eu ainda achava que o mundo real era bom mesmo do jeito que estava, mas era gostoso ficar imaginando o seu inverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de sair do mundo real, de alterar a minha percepção, de encontrar uma visão oposta sempre me cativou. Sempre achei que a realidade estava ali para ser manipulada e enxergada sob o ponto de vista que seu observador escolhesse. Jogos de imaginação eram os meus preferidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom tempo depois do fim de minha infância, comecei a ver toda aquela história da Alice com outros olhos. Li os dois livros no original, fiz minhas próprias interpretações, tracei minhas próprias teorias e, principalmente, passei a experimentar o mundo na visão da Lagarta Azul, do Chapeleiro Maluco, do coelho apressado, do gato que desaparece, da Lebre De Março, da Rainha de Copas (“cortem-lhe a cabeça” ainda é uma das minhas citações preferidas) e também da própria Alice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, acredito que um mundo de Maravilhas ou feito de coisas que parecem opostas ao que deveriam ser ainda não seria perfeito, já que se a realidade fosse bizarra assim, nossa válvula de escape seria uma realidade alternativa absolutamente normal e previsível. Ou será que não faz diferença se vivemos num mundo ideal ou surreal, seus opostos serão sempre igualmente interessantes e atraentes, considerando que aquilo que não se tem parece indubitavelmente muito melhor do que aquilo que se consegue todo dia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115748707085410559?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115748707085410559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115748707085410559&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115748707085410559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115748707085410559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/09/eu-e-alice-no-pas-das-maravilhas-e.html' title='Eu e a Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho – uma história de chá, de cogumelo'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115699001942009663</id><published>2006-08-30T23:05:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:07.888-02:00</updated><title type='text'>A Síndrome do Eu Prometo – uma história de chá, eu prometo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu prometo. Todo mundo já ouviu ou proferiu essas duas palavrinhas seguidas de alguma boa mentira. “Eu prometo parar de fumar, eu prometo começar a dieta na segunda, eu prometo que não vou me atrasar, eu prometo que vou mudar, eu prometo que nunca mais vou beber” e por aí vai. É incrível o poder de atração que esses dois vocábulos exercem sobre a mentira. Deve ser algum fenômeno astrofísico, metafísico, não sei. Algum cientista deveria realmente estudar o fato. Realizar alguns experimentos, isolar algumas cobaias em laboratório e submetê-las a inúmeros testes, até chegar a alguma conclusão, ou conclusão alguma, o que viesse primeiro. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obviamente, o uso de ratos ou macacos ou coelhos como cobaias seria inútil. Primeiro porque os pobres bichinhos não falam (o que em muitas sociedades pode até ser uma vantagem) e segundo porque acho que a mentira não faz parte do instinto natural desses animais. Nunca me lembro de ter visto um cachorro ou um gato ou uma galinha mentir. É claro que não colocarei minha mão no fogo por nenhum deles, mas até agora, nenhum me prometeu nada que não tivesse cumprido (principalmente pelo fato de que eles não prometem nada, de modo algum).&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mentira deve ser um daqueles acessórios que vêm de fábrica no ser humano. O bebê nasce e bum! Em poucos dias já é exposto a toda sorte de mentiras. “Ai que bebezinho lindo você tem”, mesmo que o pobre ainda se pareça com um joelho vermelho, careca, sem dente e com os olhos fechados. “Prometo que eu nunca vou te abandonar” até o dia em que a criança é esquecida na saída da escola. “Você vai ser famoso, meu filho”, e o cidadão passa a vida toda achando que é um artista, quando não tem talento algum. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não faço a menor idéia de que altura da vida a criança começa a criar suas próprias mentiras. É claro que, durante suas brincadeiras, ela cria amigos de mentira, comidas de mentira, ambientes de mentira e outras tantas mais. Mas isso não é a mesma coisa que dizer algo para alguém que não seja verdade, ou pior, prometer algo que já sabe que não vai cumprir.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Admito que a mentira tem um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade. Mas sendo esse um assunto muito polêmico, delicado e longo, deixo ele de lado para posterior divagação. No momento, me interessa a Síndrome Do Eu Prometo, aquela cujo indivíduo contaminado sai por aí prometendo um monte de coisas sem cumprir nenhuma delas e pior, sabendo que não as vai cumprir. Na realidade, ainda não sei qual é a manifestação mais perigosa. Se aquela onde o afetado promete algo achando realmente que pode cumprir, quando na realidade não pode, ou então aquele que promete apenas por prometer, quase que como um vício, uma incapacidade de se manter calado, quando no fundo, sabe que nunca cumprirá com o prometido. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em época de eleição, o vírus se espalha com uma velocidade impressionante (ativistas adeptos do uso de armas químicas deveriam realmente estudar o sistema de propagação dessa doença). De uma hora para a outra, temos centenas de candidatos prometendo as coisas mais absurdas, além de umas certas possíveis também, a tudo e a todos. “Prometo acabar com a fome, prometo bater o analfabetismo, prometo elevar o salário mínimo a mil reais”. Tem coisas que você gostaria muito de acreditar, tem umas que você até se força a acreditar para poder escolher algum deles. Agora tem outras, que dói só de ouvir. E o pior, os safados sabem que estão prometendo calúnias absurdas e nem assim tem as faces rosadas de vergonha. Não sei se é porque eles realmente acreditam no que dizem ou se isso é apenas um sinal da Síndrome do Eu Prometo em estado avançado (estudiosos, por favor me ajudem). O fato é que eles só fazem prometer. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tirando os políticos, principais propagadores e intoxicados pelos vírus, temos ainda os seres humanos normais que hora ou outra são afetados por alguns dos sintomas. A virada do ano oferece um ambiente extremamente propício para a proliferação desses casos. É a Síndrome do Eu Prometo aliada às resoluções do ano novo. “Prometo passar mais tempo com a minha família”, “prometo fazer trabalho voluntário”, “prometo parar de comprar coisas que eu não preciso”. Milhares de promessas, infinitos votos de coisas que sabemos que, ao longo do ano, muito pouco conseguiremos cumprir. Mas é simplesmente impossível não prometer pelo menos uma coisinha. É uma vontade incontrolável, maior do que você. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não podemos esquecer também das promessas dos relacionamentos. “Prometo te amar para sempre”, “prometo nunca te esquecer”, “prometo que não vou me atrasar”, “prometo que esse final de semana a gente se vê”, “prometo que vou mudar”, “prometo que nunca mais vou reclamar disso”. E mais uma lista infinita deles. Aliás, alguém pode me explicar a função dos votos do matrimônio? O que é aquilo? “Prometo te amar para sempre, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, na felicidade e na tristeza e blah blah blah até que a morte nos separe”? O que é isso? No momento que o sujeito está dizendo aquilo já está pensando “será que eu vou conseguir cumprir tudo isso?” “será que eu conseguirei amá-la/o da mesma maneira daqui há 50 anos, quando ela/e estiver toda/o enrugada/o, caída/o, mal humorada/o e pouco se lembrar de mim?” Sem querer ofender os mais românticos, mas os votos do casamento estão com os dias contados. O número de divórcios já provou que, hoje em dia, eles são apenas mais uma parte do protocolo a ser encenada, sem muito comprometimento em ser seguida. Burocracias da vida a dois. Afinal, o casal promete, na frente de um juiz (civil ou religioso), que vai se amar e se respeitar pelo resto de suas vidas, mas com a segurança de que a constituição já permite o divórcio e ainda garante a integridade de ambas as partes caso o processo venha a ocorrer.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A verdade é que, desde tenra idade, o ser humano vai encubando o seu vírus do Eu Prometo. Em alguns, a síndrome começa a se manifestar mais cedo. Em outros, mais tarde. As vezes, o processo todo tem início naturalmente, como se fosse uma evolução normal durante o crescimento e formação do caráter. Outras vezes, o estopim do fenômeno tem suas bases em algum evento traumático, algo que deveria acontecer e não aconteceu, gerando uma ânsia de vingança baseada em prometer e não cumprir. Não importa qual seja a origem. O importante é que, desde que o mundo é mundo, a Síndrome do Eu Prometo vem ajudando a erguer impérios, destruir nações, gerar expectativas, implodir confianças e, principalmente, nos provar que o ser humano ideal simplesmente não existe.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115699001942009663?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115699001942009663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115699001942009663&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115699001942009663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115699001942009663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/sndrome-do-eu-prometo-uma-histria-de.html' title='A Síndrome do Eu Prometo – uma história de chá, eu prometo'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115689928159753004</id><published>2006-08-29T21:53:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:07.749-02:00</updated><title type='text'>Sem licença (poética) para metáforas - uma história de café, que parece chá, mas é café</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Sem querer ofender ninguém, odeio gente que só fala em metáforas. Eu mesma, vez ou outra, uso uma metáforas aqui e ali para explicar alguma coisa, ou deixar o discurso mais poético e cafona também, admito. Mas tem gente que só consegue falar com metáforas, como se a vida fosse uma comparação sem fim, um eterno ser e não ser, parecer e querer sem saber e ah...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tipo aquele discurso, “na minha vida, me deparei com muitos obstáculos, mas consegui superar todos eles. Alguns eu circundei, outros eu escalei, mas nenhuma deles me impediu de continuar a minha jornada pela estrada da vida”. Juro, precisa de tudo isso? Porque não dizer logo que levou um fora da namorada, foi demitido do emprego e ainda tomou um puta tombo na rua, no sentido real da palavra, nada de literalidade nesse momento e, mesmo assim, ainda está vivo, feliz (as vezes nem tanto) e respirando (as vezes com dificuldade).&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;E aquela história do copo está meio cheio ou meio vazio? Foda-se! O copo tem metade do seu volume de água e pronto. Se está meio cheio ou meio vazio, pouca diferença faz. Tem menos água e não mata a minha sede, é isso que importa (adeptos mais fervorosos das teorias psicológicas, nesse momento, dirão que eu preciso de muita água para matar a minha sede, que isso pode simbolizar uma eterna sensação de insaciabilidade frente à vida, um total vazio, um ser que nunca está completo porque nunca tem o que acredita ser o suficiente para preenchê-lo). &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;À merda com tudo isso. Simplesmente não me convence. Metáfora na poesia tudo bem, foi criada para isso. Metáfora na prosa, tudo bem também, enriquece o discurso. Metáfora na vida real, ok, uma aqui e outra ali, tudo bem. Agora, metáfora na mesa do bar, simplesmente não dá. Metáfora em conselhos ou teorias mirabolantes são altamente irritantes. Para que ficar cheio de rodeios, cheio de palavras complicadas e associações sem sentido se o que se tem para dizer é tão óbvio e objetivo?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A metáfora é uma figura de linguagem criada para enriquecer o discurso, para oferecer uma visão mais poética da realidade. Entretanto, usada no dia-a-dia para as coisas mais banais do mundo, só empobrece a alma. Dinâmicas de grupo. Irritantes, pedantes e cheias de metáforas. “Este rio aqui (e o ser humano aponta para o meio da sala onde você tem que imaginar que existe um rio, quando a única coisa que você consegue ver é o carpete sujo e algumas migalhas) simboliza a sua vida”. Nesse momento, o cara já elevou a metáfora ao quadrado. Primeiro por sugerir que o espaço entre as duas extremidades da sala é um rio e segundo por afirmar que tal rio é a vida de alguém. “Agora, você vai ter que cruzar esse rio e chegar até o outro lado. Como você faria isso?” Aí tem neguinho que vai a nado, outro em bote salva vidas, tem gente que mergulha de cabeça, outros com bóia de patinho, tudo isso figurativamente falando, é claro, porque você tem que IMAGINAR a coisa toda. Aí, passado o grande mico, vêm as grandes conclusões. Fulano que usou bóia de borracha é imaturo, cicrano que mergulhou de cabeça é muito atirado, pode ser perigoso e blah blah blah.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A pergunta é: Precisa de tanto? Diz para mim! Precisa de tanto? Eu adoro análises psicológicas, acho a maioria das teorias as mais corretas possíveis, afinal, o ser humano é absurdamente subjetivo e não podemos objetivar e racionalizar todas as suas ações e reações. Mas certas coisas simplesmente significam certas coisas e nada além disso. Não adianta querer traçar teorias mirabolantes ou interpretar o não-interpretável. Esse acúmulo de prepotência, de sabedoria difícil simplesmente não chega a lugar nenhum. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;É nessas horas que eu me pergunto, onde esse mundo vai parar? Metaforicamente falando, é claro. Porque objetivamente falando, esse mundo pode parar em qualquer lugar. Nessa galáxia, na outra, numa grande explosão. Mas enquanto existir a metáfora, nunca pensaremos nessa assunto como um fim próximo, apenas como mais um estágio para a evolução.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115689928159753004?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115689928159753004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115689928159753004&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115689928159753004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115689928159753004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/sem-licena-potica-para-metforas-uma.html' title='Sem licença (poética) para metáforas - uma história de café, que parece chá, mas é café'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115689920121291210</id><published>2006-08-29T21:52:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:07.593-02:00</updated><title type='text'>E eu atravesso a rua para chegar do outro lado – uma história de chá, involuntário</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sabe aquele tipo de reação que é tão automática que você nem sente mais que reagiu? Quase como um reflexo. Mas um ato reflexo que é só seu, personalizado. Todo mundo tira a mão de algo muito quente ou muito frio por reflexo, mas tem certas atitudes que a gente cria e que acabam virando nossas reações com assinatura, atos ou pensamentos bem característicos, como esses ratinhos de laboratório que acabam desenvolvendo comportamentos específicos para cada tipo de desafio que alguém os impõe. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem, outro dia, eu reparei em um desses atos reflexos que é só meu, ou até agora eu achava que era só meu. Coisa de gente estranha mesmo. Toda vez que eu atravesso a rua, quando meu pé encosta na calçada, não consigo evitar de me sentir salva (pisai na calçada e sentir-se-á salva, irmã!). É sério. É como se fosse um jogo. Tem um carro vindo da esquerda, outro da direita. Eu tenho que passar de um lado seguro até o outro, cruzando o campo de guerra, o ambiente desconhecido e ameaçador. Para isso, me são oferecidos poucos segundos. E nesses poucos segundos, preciso calcular a velocidade com que devo impor meus passos, para não colidir com os corpos que se aproximam simultaneamente a certa velocidade estável ou variável. Todos aqueles conceitos de física que a gente sempre aplica quase que por instinto e nunca percebe, ou percebe e finge que não, só para ter uma desculpa para ir mal na prova... física é para louco mesmo. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, então eu estou lá, de um lado da rua, precisando chegar ao aposto. Calculo a velocidade da aceleração, olho para um lado e para o outro pela última vez. Visualizo o alvo, o outro lado da rua, respiro fundo e dou a largada. As vezes, tenho até que dar um daqueles pulinhos estúpidos para adquirir impulso e terminar a prova em menos tempo, afinal, os carros continuam vindo na minha direção. Mantendo o ritmo e a mira fixa no meu objetivo, enfrento o território inimigo até chegar em terras seguras novamente. Nesse instante, assim que todo meu corpo está finalmente a salvo na outra calçada, eu sinto como que um alívio, algo como a satisfação de uma meta cumprida, sem contar que eu venci o inimigo que vinha a toda velocidade ao meu encalço. É uma sensação que dura milionésimos de segundo, mas que não consigo evitar de sentir. Na maioria das vezes, é tão involuntário, que eu nem reparo. Mas outro dia ficou tão evidente, que eu resolvi escrever sobre o assunto, porque não sei se é tão normal assim. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;É como passar de fase num vídeo game, ou ganhar uma extra vida. Aquela sensação de alívio que fica ainda mais evidente quando eu ouço o barulho do carro passando atrás de mim logo em seguida à pisada na calcada. Algo como: “Hehehe, viu só? Eu ganhei! Cheguei até a zona de segurança antes de você me alcançar, eu sou muito melhor!” Sei que é estúpido, que não faz sentido algum e é difícil de acreditar, mas eu não consigo não fazer isso. Tudo dura tão pouco tempo que, na maioria das vezes, quando estou pensando em algo mais importante, nem reparo na ocorrência do ciclo. Mas certas vezes, quando não estou pensando em nada e isso é raro, me dou conta desse ato estúpido, mas sempre ajo como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Até que outro dia, achei que podia não ser tão natural assim.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não que eu tenha algum medo ou trauma de atravessar a rua. Nunca nada de realmente ruim me aconteceu. Não tenho uma crise de pânico toda vez que tenho que trocar de lado e ando muito a pé para ficar criando caso com esse tipo de coisa. O problema é que sabe lá porque e sabe lá de onde eu desenvolvi esse mecanismo e por mais inútil que seja, por menos sentido que faça, não me atrapalha em nada, muito pelo contrario, até me diverte. Porque se a minha mente estranha foi capaz de criar esse ato resposta tão bizarro para o movimento de atravessar a rua, que outras coisas ela já não inventou ou seria capaz de inventar e que fazem tão parte de mim que eu nem percebo?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115689920121291210?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115689920121291210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115689920121291210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115689920121291210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115689920121291210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/e-eu-atravesso-rua-para-chegar-do.html' title='E eu atravesso a rua para chegar do outro lado – uma história de chá, involuntário'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115681548336187978</id><published>2006-08-28T22:37:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:07.476-02:00</updated><title type='text'>Paulistana sim e daí? – uma história de café, com fumaça</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez eu seja uma das poucas paulistanas, ou paulistanos que acredita que andar na Avenida Paulista é terapêutico. Ok, talvez eu seja apenas mais uma das milhares de pessoas que acham isso, nada especial, admito. Mas o fato é que eu sou uma paulistana típica e por pior que pareça, adoro isso. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tá, não gosto de perder grande parte do meu dia no trânsito, muito menos me intoxicar com a poluição da cidade, mas quando você aprende a conviver com os defeitos daquele que ama, a vida se torna mais fácil. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro dia, à noite, eu desci na Consolação e ia até a Casa das Rosas, que fica simplesmente no fim da Paulista. Obviamente, eu poderia fazer todo o trajeto de ônibus ou metrô, mas resolvi fazer a pé mesmo. Assim, terapêutico. Não estava com pressa, portanto não precisava correr, mas como toda boa paulistana, não consigo simplesmente caminhar a passeio. Há que imprimir um ritmo mais cheio de energia e determinação quando se anda pelas ruas de São Paulo, ainda mais na Paulista. Fui andando no meu ritmo e observando o resto à minha volta. Impressionante como você sempre descobre algo novo. As antenas de telefonia e rádio iluminadas. Os prédios, residenciais ou de escritório, num paredão sem fim, um ao lado do outro. As pessoas passando apressadas ou despreocupadas ao meu redor. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho que demorei uma meia hora no trajeto todo, mas nem senti o tempo passar. Fui reparando no jeito de vestir, no jeito de andar dos transeuntes. Tentando imaginar de onde estariam vindo, para onde estariam indo, se eram daqui ou de longe, se gostavam de estar ali ou não. Pessoas nos barzinhos bebendo e conversando animadas, vendedores ambulantes oferecendo toda sorte de comes e bebes, bem como diversos artistas anônimos vendendo de colar de sementes a pequenas esculturas de arame. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Paulista também me agrada porque é plana. Uma reta só. Calçadas largas, faixas de trânsito largas, o Masp, o vão do Masp, o prédio da Fiesp, da Gazeta, do Conjunto Nacional. A Casa das Rosas, o Itaú Cultural e as milhares de outras atrações pequenas ou grandes, bares, botecos, cafés, restaurantes, lojas e o, para mim sombrio, parque do Trianon. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;É impossível falar pouco sobre essa avenida. Como falar muito também pode soar extremamente enfadonho. A verdade é que, como toda boa paulistana, eu sou sofro de alguns males típicos. Aquela urgência de fazer tudo o que a cidade tem para oferecer, aquela sensação de estar sempre perdendo tempo, ou perdendo algo melhor. Aquela impaciência, aquela incapacidade de sentar e apenas observar o tempo passar. E talvez seja por isso mesmo que a Avenida Paulista me agrade tanto, porque ela consegue reunir tudo isso. A pressa dos executivos com a admiração dos turistas, a crueldade dos bancos com a sensibilidade dos espaços culturais, os mais diversos modos de vestir, de falar e pentear o cabelo. E o mais importante, a sensação de pertencer. Porque entre as hordas de pedestres que cruzam a avenida incontáveis vezes de dia ou de noite, você pode ter certeza que todos compartilham desse acúmulo de tudo e mais um pouco que é viver em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115681548336187978?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115681548336187978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115681548336187978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115681548336187978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115681548336187978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/paulistana-sim-e-da-uma-histria-de-caf.html' title='Paulistana sim e daí? – uma história de café, com fumaça'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115647029313370714</id><published>2006-08-24T22:43:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:07.351-02:00</updated><title type='text'>Na próxima encarnação, eu quero ser bicha – uma história de chá, de flores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Está decidido. Na minha próxima encarnação eu quero nascer homem e virar gay. Como na última encarnação eu já fui planta (não que isso faça alguma diferença na próxima encarnação) e nessa eu sou mulher, na outra, eu quero ser veado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas nada de ser uma daquelas bichas-nojentas-insuportáveis-aparecidas e que só gostam de dar escândalo e chamar atenção. Serei uma bicha com estilo. Nada de andar como se eu estivesse segurando uma revista entre os joelhos ou dar piscadelas longas ou levantar o dedinho mindinho para tudo. Também nada de falar fino ou cantando. Não, eu não serei um homem-homem, simplesmente não serei nenhuma bicha boba e sem appeal. Vou me vestir suuuuuuper bem, ter alguns trejeitos na fala e nos gestos, mas só por charme, nada exagerado, nada caricaturado. Veados que são mulheres caricaturadas simplesmente não me convencem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;E é claro que eu teria que fazer algumas aparições montada. Drag Queen total! Acho o máaaaaaaximo toda aquela produção. A maquiagem super exagerada, quase uma máscara, as perucas, a plataforma gi-gan-te, as plumas, o gliter e os paetês! Simplesmente um luxo! (perceba que eu já começo a encarnar o personagem).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí você se pergunta (muito boa pergunta no caso), se ela já é mulher, para que quer nascer homem para virar mulher de novo e ainda ter que correr o risco de viver uma infância traumática, uma adolescência perturbada e ser menosprezada e/ou discriminada e até ofendida pela sociedade na vida adulta? É simples, eu quero todas as facilidades de ser homem, com todo o glamour de ser mulher. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mijar de pé, por exemplo. Quer maior comodidade do que isso? Poder fazer xixi em qualquer lugar. Ser naturalmente mais forte e ter menos gordura no corpo. Emagrecer mais rápido e enrijecer os músculos com maior facilidade também. Obviamente, teria que superar os problemas com os pelos do corpo e do rosto, mas para quem já está acostumada com depilação a cera, eliminá-los será apenas um passo a mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;E tem também o fato óbvio de que eu continuaria me apaixonando (inutilmente) por homens. De repente eu até devesse tentar uma mulher, pelo fato de estar relativamente fácil na minha futura posição, mas invariavelmente eu retornaria aos homens. Mulher é um bicho besta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Iria adorar ficar mudando o penteado do meu cabelo (não que eu não faça isso hoje em dia) e ia ser divertido aparecer fantasiada de homem só por diversão. Terno, gravata sapato, andar de John Wayne. Invariavelmente, eu teria que me acostumar com o novo corpo, mas a gente se acostuma com tudo nessa vida, ou na outra. Sem contar que eu teria váaaaarias amigas meninas, talvez alguns amigos homens, heteros, é claro, e uma porção de amigos veados como eu. Para falar mal, para fazer compras, para ir a festas, para dar risada, para fazer nada, para tudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, no fim das contas, eu acho que continuaria sendo muito mais mulher do que homem. Mas tudo bem, na encarnação seguinte, provavelmente vou tentar ser algo mais inspirador, tipo um cachorro.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115647029313370714?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115647029313370714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115647029313370714&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115647029313370714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115647029313370714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/na-prxima-encarnao-eu-quero-ser-bicha.html' title='Na próxima encarnação, eu quero ser bicha – uma história de chá, de flores'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115637453608298128</id><published>2006-08-23T20:08:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:07.215-02:00</updated><title type='text'>Abrir gavetas e a geladeira: uma experiência metafísica – uma história de chá, do chapeleiro maluco</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você já se pegou fazendo coisas improváveis só porque sua mente estava num lugar e seu corpo no outro? Deixa eu explicar. Coisas estúpidas, ações sem sentido que você faz quando quer pensar, ter idéias, resolver problemas, clarear a mente. Hum, você não é tão louco assim? Receio que sou...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vira e mexe me pego abrindo as gavetas, o armário, a geladeira, sem motivo algum. Não quero nada que está dentro de nenhum deles. Simplesmente abro, olho seus conteúdos, sem na realidade ver coisa alguma e depois me dou conta do que estou fazendo e fecho tudo de novo. Normalmente, isso acontece quando meu corpo está lá, naquele ponto, mas a minha cabeça está longe, longe. Faço isso quando preciso ter alguma idéia, achar a solução para algum problema e todas as táticas habituais já se encerraram. Estou encurralada, em um canto, sem ter para onde correr, nenhuma linha de raciocínio sobrando para usar. Então, eu recorro aos meus escapismos naturais. Portas, janelas e o meu preferido, fazer xixi. Tá, parece escatológico, mas não é. Juro. É só sentar no trono e parece que o líquido que sai, deixa espaço para que as sinapses ocorram de modo mais ordenado. Sempre volto com alguma idéia. Pode não ser a idéia do século, ou a solução para todos os problemas do mundo, mas já dá para adiantar um pouco o que quer que eu esteja fazendo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;As vezes, também é bom folhear um livro. Uma revista cheia de figuras é incrivelmente melhor. Outras vezes, mexer no celular, por nada. Beber água, andar no corredor... essas coisas sem explicação, mas que mudam a gente.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei, acho que quanto mais você olha para o problema, menos você vê a solução. É preciso se distanciar, olhar de longe, para enxergar o que está acontecendo. Porque quando grudamos o nariz na folha de papel, é impossível ler o que está escrito. Só tomando a distância correta, é possível colocar sentido naquele monte de tracinhos dispostos aparentemente de modo tão aleatório, mas que na realidade, fazem todo o sentido do mundo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mesma coisa que estar num museu, olhando aqueles painéis bem de perto. Você pode até perceber alguns detalhes interessantes, olhar a direção das pinceladas, reconhecer a técnica utilizada pelo artista, mas apenas dando alguns passos para trás, é que você consegue ter a noção correta das dimensões da obra, de seu contexto, de sua importância, de sua mensagem.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por isso, fica aqui o meu total e inegável apoio às atitudes incoerentes, aleatórias, sem explicação e fundamentais para o desenvolvimento de qualquer coisa e coisa alguma do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115637453608298128?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115637453608298128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115637453608298128&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115637453608298128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115637453608298128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/abrir-gavetas-e-geladeira-uma.html' title='Abrir gavetas e a geladeira: uma experiência metafísica – uma história de chá, do chapeleiro maluco'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115637448841782274</id><published>2006-08-23T20:07:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:07.101-02:00</updated><title type='text'>Eu fui uma planta na última encarnação – uma história de chá, verde</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Acredito ter sido uma planta na última encarnação. Isto porque não importa qual seja o problema que me aflige, eu sempre me sinto melhor depois de uma exposição a luz solar. Males do corpo ou da alma, não importa. A mim, tudo o sol cura. Um santo remédio. Sem contar o poder que tal estrela incandescente tem na variação do meu humor. Com sol, bom humor, as vezes radiante. Sem sol, melancólica, introspectiva.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acredito que esse lance do humor ocorra com muita gente. É até caso provado, comprovado pela ciência. Em países onde o sol brilha em menor intensidade, as pessoas passam menos tempo vadiando e mais tempo trabalhando, porque não tem motivação para ficar pelas ruas, largadas, curtindo o dia. Uma comparação estúpida, mas válida. Brasil e Espanha. O norte do Brasil é muito quente, o sul nem tanto. Na Espanha, ocorre o contrário. Enquanto aqui, as pessoas que vivem na parte norte são tachadas de preguiçosas, lentas, relaxadas, festivas e mais alegres (ligação direta e incontestável com o calor que faz nessa região), na Espanha, é exatamente o oposto. O sul, mais quente devido a sua posição geográfica, é a terra do Flamenco, das festas, do calor, do sol, da alegria, das siestas mais longas e da preguiça. Tudo por culpa do sol, é obvio.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas se o sol causa essa entorpecência boa em todos, ou quase todos os habitantes da Terra, porque só eu tenho que ter sido uma planta na encarnação passada? Não sei. Simplesmente me agrada a idéia de ter sido uma. Alguns dizem que deve ter sido chato nascer e morrer no mesmo lugar, ter raízes fixas, mas sei lá, não gosto de pensar tão limitadamente. Eu posso ter sido um pinheiro de natal, ou uma violeta que enfeitava uma casa, ou várias, ou um Jequitibá enorme no meio da mata fechada. Posso ter sido uma orquídea e florescido apenas uma vez por ano, ou posso ter sido uma parreira e me espalhado por todos os lados. Também posso ter sido alguma planta alucinógena, um cacto, algum psicotrópico e ter participado de alguma viagem deveras interessante. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não dá para dizer que a vida teria sido monótona. Talvez não fosse o seu ideal, mas com sol suficiente, ou melhor, mais do que o suficiente, tenho certeza de que eu seria muito feliz. É só fazer um dia bonito de sol que eu não consigo ficar parada na minha cadeira no escritório. Levanto toda hora para olhar pela janela, movo a cadeira para onde tem uma nesguinha de luz solar. Fico admirando o céu azul, o contraste com as folhas verdinhas das árvores e suas flores vermelhas, rosas, amarelas, brancas. E fico procurando sentir o calor do sol. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Adoro o sol no seu nascente, tímido e promissor. Adoro o sol ao meio dia, toda a sua intensidade bem acima de todas as cabeças trazendo uma tarde cheia de bons sentimentos. Adoro o pôr do sol pela sua beleza, apesar de me entristecer com sua ida. Eu amo o sol, acredito até que, com algum esforço, eu comece a fazer fotossíntese de novo. Eu realmente devo ter sido uma planta na última encarnação. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115637448841782274?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115637448841782274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115637448841782274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115637448841782274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115637448841782274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/eu-fui-uma-planta-na-ltima-encarnao.html' title='Eu fui uma planta na última encarnação – uma história de chá, verde'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115629910039804058</id><published>2006-08-22T23:10:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:06.986-02:00</updated><title type='text'>Mulheres que pensam demais, uni-vos! – uma história de café com essência de baunilha</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;É de sabedoria feminina popular que todo homem que presta está namorando ou é gay. Entenda-se “homem que presta” por todo ser humano do sexto masculino que seja minimamente educado, atencioso, fiel, sincero, com bom gosto para se vestir, para as artes, música e cultura, com senso de humor, sensibilidade, inteligência, caráter, integridade, boa vontade, disposição e um toque de perspicácia. Antes que alguém me xingue, quero deixar claro que pontuei o inicio da sentença com o adjunto adverbial de modo “minimamente” para marcar que, apesar de tantos adjetivos, o que exigimos de todos eles é muito, muito pouco, porque temos a consciência de que um homem dotado de todos esses atributos em abundância, simplesmente não existe. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, é de conhecimento popular afirmar que tal homem não existe, ou se existe, está namorando, é gay, ou então esconde algum defeito sórdido, tipo gosta de se vestir de mulher quando ninguém está vendo, ou gosta de apanhar, ou ainda gosta de ser chamado de papai ou Verônica, coisas assim. O importante é que as mulheres (não, de maneira nenhuma eu me incluo fora dessa) simplesmente não conseguem imaginar um homem quase-perfeito dando sopa no mercado. Porque venhamos e convenhamos, por mais que as mulheres estejam por aí gritando aos quatro cantos o quão independente elas são, trabalhando, sustentando famílias, comprando vibradores, saindo sozinhas, pagando as contas, trocando lâmpadas pneus e filosofias de vidas, elas ainda dependem do carinho, afeto e, principalmente, suporte do sexo oposto.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não importa quão marionete ele seja. O importante é tê-lo, desfilar por aí, mostrar para as amigas, ou então simplesmente fingir-se de indefesa (segredo: tem umas que realmente não fingem, o são!) para ser protegida, cuidada, abraçada e envolvida em porções e mais porções de músculos e testosterona. Não adianta, a grande maioria de nós não consegue evitar e sempre volta à caça do homem reduzidamente ideal, para depois de um curto tempo se dar conta de que ele não existe e começar a reclamar e gritar que homem nenhum presta, ou se presta está namorando e blah, blah, blah.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antes que esse discurso fique exagerado demais, venho aqui anunciar que meu objetivo no momento é mostrar que a teoria anteriormente exposta é falha, por mais que eu a compartilhe e baseie todas as minhas opiniões no assunto segundo a própria, tenho que admitir que ela carrega vãos, as vezes enormes.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Veja bem, antes de começar a namorar, o já citado homem que minimamente presta estava solteiro no meio da grande maioria, o que o incluiria no grupo dos que não prestam, porque afinal, os que prestam estão namorando ou são gays. Mas para namorar, é preciso estar solteiro e para estar solteiro, ou se é um galinha-incorrigível-cafajeste-filho-da-puta (um pouco da experiência e emoções pessoais, desculpe) ou se é um cara minimamente aceitável que só está misturado às maçãs podres a espera de ser escolhido (sim, desculpe rapazes, mas somos nós que escolhemos vocês, apesar de atribuírem essa tarefa ao seus corpos, cabeças ou quantidade de álcool no sangue ou sangue no álcool, como preferirem). &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Visualizem a situação. Está lá, o único cara que presta, no meio daquele monte de homens de duas caras, sete olhos e nove braços e você, mulher, já dotada de sua natural habilidade de se enganar, se convence de que todos eles são farinha do mesmo saco, fala mal de todos o tempo todo e termina a noite com o pior deles, é claro, para no dia seguinte, poder praguejar mais uma vez para suas amigas sobre as mazelas da condição feminina na sociedade atual, etc e etc. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí, você descobre que aquela amiga sua, que na realidade nem é tão amiga assim, (no íntimo você acha ela uma chata-vagabunda-hipócrita-irritante, só não gosta de admitir), está namorando o único ser humano do sexo masculino que prestava daquele grupinho. Mas é claro, todos os bons já foram escolhidos, para você restou apenas as maçãs podres. Bem, se você está pensando assim agora, é porque não entendeu onde eu quero chegar. Calma, também não vou defender homem nenhum não, mas a verdade é que, enquanto a gente passa o tempo todo reclamando disso, daquilo e daquilo outro e traçando milhares e milhares de teorias para explicar nossos medos e frustrações, aquelas amigas, que nem são tão amigas assim, mas não ficam tanto tempo debatendo literalmente o sexo dos anjos, acham sabe lá os deuses como (deve existir um radar ou coisa parecida) a única bala comível do pacote, enquanto o resto das mortais fica aqui reclamando da vida e chupando o dedo. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por isso eu clamo: Mulheres-que-pensam-demais, uni-vos, demos um basta a esta palhaçada toda, uns bons shots de tequila e hemos de encontrar ao menos um passatempo que preste nesse mundo! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115629910039804058?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115629910039804058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115629910039804058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115629910039804058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115629910039804058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/mulheres-que-pensam-demais-uni-vos-uma.html' title='Mulheres que pensam demais, uni-vos! – uma história de café com essência de baunilha'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115629902646437379</id><published>2006-08-22T23:08:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:06.862-02:00</updated><title type='text'>Trabalho para quê? – uma história de chá, de boldo</title><content type='html'>O ser humano dito produtivo para a sociedade trabalha cerca de um terço do tempo total de sua vida. Considerando o sono de 8 horas por noite, (um terço do dia) e a carga horária padrão de trabalho de 8 horas por dia, (sem esquecer, obviamente, que fora do mundo ideal, as pessoas trabalham 10, 12, 14 horas, finais de semana, madrugadas e horários de almoço, porque afinal, o mundo não pára e tempo é dinheiro), ou seja outro terço, restaria-nos ainda 8 horas para total desfrute do ócio e próprio prazer. Restaria-nos porque sabemos que, na realidade, essas 8 horas que faltam são gastas entre acordar, se arrumar, tomar café enfrentar o trânsito matinal, almoçar, se aventurar no trânsito de volta para casa, jantar e voltar a dormir, não necessariamente as tais 8 horas propostas anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a única coisa que fazemos é trabalhar. Agora, que existência ínfima é essa onde a nossa atividade majoritária é executar algo nem sempre muito prazerosa a fim de receber alguma remuneração depois de um determinado tempo? Não tinha um jeito mais fácil de todo mundo ser feliz? Não seria mais fácil se as pessoas simplesmente passassem os dias tomando sol, pulando na piscina, conversando com aqueles que se ama e vendo o tempo passar? Suponho que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a antiguidade, o homem necessita se sentir útil, saber qual é a sua função nesse planeta para justificar sua inexplicável existência. Antes, o trabalho do homem era caçar, prover o alimento e proteger a família, enquanto a mulher cuidava da casa e das crias. Até que um belo dia, alguém inventou a terceirização, devo ressaltar aqui, uma solução simples, óbvia e por mim muito admirada. Ou seja, esse alguém, tomando conhecimento de sua inteligência e sabedoria, percebeu a quantidade de tempo que estava desperdiçando com as banais atividades cotidianas e resolveu oferecer algo em troca para que alguém fizesse tais serviços por ele, enquanto poderia aproveitar as facilidades da vida a seu gosto. Assim, o contratado dependia do contratante e o contratante podia obrigá-lo a fazer o que quisesse, mediante pagamento no final do mês. Criava-se então o emprego, o empregador e o empregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a continuação dessa história é longa, mas todo mundo conhece as linhas gerais, escravidão, servidão, feudalismo, mercantilismo, capitalismo, comunismo e blah blah blah. O importante aqui não é o sistema adotado para a exploração do laboro humano e sim, o fato de que aconteça o que acontecer, nós simplesmente não conseguimos ficar sem trabalhar, sem afirmar a nossa importância no girar do globo, contribuindo para sei lá o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você coloca 10 pessoas numa ilha deserta, logo cada uma delas vai assumir um papel, uma delas vai liderar, as outras obedecer, uma discordar, mas todas vão arranjar algo para trabalhar. Seja um plano de fuga, a construção de uma casa, turnos para pesca e caça, o que quer que seja. Ninguém iria simplesmente sentar e esperar o tempo passar. Porque afinal, há que se fazer algo para sentir que o tempo passa e que a recompensa virá, seja ela em forma de fim de semana, comida gostosa ou bote salva vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas respondemos a instintos. Não sabemos o que viemos fazer aqui. Trabalhamos para tornar essa existência mais cômoda e ocupar nossas mentes. Nos recompensamos com distrações culturais, artísticas e gastronômicas e exploramos os inferiores como forma de afirmar nossa inerente superioridade não importa quão minúsculos sejamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115629902646437379?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115629902646437379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115629902646437379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115629902646437379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115629902646437379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/trabalho-para-qu-uma-histria-de-ch-de.html' title='Trabalho para quê? – uma história de chá, de boldo'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115586662904443018</id><published>2006-08-17T23:03:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:06.727-02:00</updated><title type='text'>E tudo começou em Plutão – uma história de chá, cósmico</title><content type='html'>Outro dia li uma notícia interessante. Recentemente, cientistas descobriram no universo um possível décimo planeta para nosso sistema solar. Trata-se de uma massa congelada e sem vida, maior do que Plutão e que estaria colocando muita dúvida na cabeça de nossos estudiosos. Essa descoberta se enquadra nos critérios definidos para ser um planeta, já que é apenas um aglomerado de matéria morta e gélida? Sendo assim, será que Plutão mereceria ainda ser considerado um planeta, já que não passa de uma versão menor desse enorme cubo de gelo? A dúvida é: o sistema solar passa a ter 10 planetas, ou será reduzido a apenas 8? Mais além: como solucionar esse problema se os cientistas não tem definido quais sãos as características básicas que um pseudo-planeta deve apresentar para ser considerado um planeta? E mais, será que Plutão e esse suposto novo planeta, (o cientista que o descobriu quer chama-lo de Xena, sim em homenagem ao seriado) se importam se são considerados planetas ou não pelos brilhantes cérebros humanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, não estou aqui para discutir a questão científica do assunto. Se o sistema solar tem 8 ou 10 planetas, isso muito pouca diferença faz no meu próprio mundinho. O que me importa é a questão mais filosófica da coisa. Quem raios somos nós, minúsculos habitantes do então chamado terceiro planeta do sistema solar, que nos achamos muito importantes para sair por aí nomeando coisas e colocando uma suposta ordem no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o universo é feito do caos. A criação do universo, de onde viria a amada-idolatrada-salve-salve Terra, veio do caos, de uma grande e caótica explosão, desordenada, desorientada, sem sentido, sem começo, sem meio, sem fim. Se o início de tudo, se o pontapé inicial, nasceu de uma imensa zona cósmica, porque os seres humanos teimam em querer colocar ordem nas coisas? Nomes para estrelas, planetas, constelações, sóis, isso aqui é uma lua, aquilo é um anel, mais à frente vemos uma galáxia, aquilo é poeira cósmica, isso é lixo e blah blah blah. Me diga, que diferença faz para Plutão, efetivamente, que os habitantes da Terra o chamam de planeta ou não? A infame massa amorfa e congelada não vai mudar seu curso por causa disso, nem derreter ou se descolar para a próxima dimensão. Simplesmente nós, os humanos, únicos seres vivos dotados de inteligência no nosso sistema, sentiremos o poder da posse, afinal, nomeio aquilo que conheço e isso passa a não ser mais tão desconhecido assim. E o que eu conheço, eu não temo e o que eu não temo, eu domino e o que eu domino, sou automaticamente dono e superior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que ficar procurando o SENTIDO DA VIDA. Pra que exigir tanta explicação? Tudo isso não passa de um grande medo. Medo do desconhecido, medo daquilo que não se tem compreensão. Porque se você pudesse precisar o sentido da vida, então tudo se encaixaria, teria uma razão, não precisaríamos mais temer o amanhã, ou a morte, ou as catástrofes, afinal, tudo isso faria sentido. E se faz sentido, é porque está certo, não? Pobres animais racionais, tão presos nas suas racionalidades e racionalizações, que nem se dão conta de que as coisas são tão mais simples, tão mais puras. De repente, se a gente não passasse tanto tempo tentando justificar toda e qualquer coisa ou ação, sobraria mais tempo para simplesmente sermos felizes e só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente à grandiosidade do Universo, frente à nossa total incapacidade de sequer imaginar as corretas dimensões de toda essa imensidão galáxia a fora, recorremos ao velho truque do conhecimento. Porque se eu sei algo que ninguém mais sabe, então eu sou melhor. Se eu sei o nome e onde está cada fagulha do universo, ele não me bota medo. Não importa que ele seja infinitamente maior do que eu e que talvez eu não seja o único ser pensante existente. Enquanto eu achar que sou sim e, por conseqüência, souber que apenas EU tenho essa consciência, A CONSCIÊNCIA do que existe no universo, sem que o universo tenha consciência de mim, estarei salvo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115586662904443018?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115586662904443018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115586662904443018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115586662904443018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115586662904443018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/e-tudo-comeou-em-pluto-uma-histria-de.html' title='E tudo começou em Plutão – uma história de chá, cósmico'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115524242169248229</id><published>2006-08-10T17:39:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:06.604-02:00</updated><title type='text'>E sonho tem cheiro? – uma história de chá, de camomila</title><content type='html'>Existe sonho com cheiro? Porque eu me lembro de já ter sonhado com cor, em preto e branco, com som, mudo, com pessoas que eu conheço e com outras que eu nunca vi, lugares que eu conheço, outros que eu nunca nem pensei em ir, mas eu não me lembro, uma vez sequer, de ter sonhado com cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma vez, um dos sonhos mais marcantes da minha vida, em que uma jibóia gigante, amarela diga-se de passagem, tinha enrolado todo o meu corpo e estava prestes a me esmagar e eu gritava e gritava, mas não saia voz alguma. Acordei praticamente gritando também, tamanho era o desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra vez em que sonhei com pausa para os comerciais? Calma, o sonho não se interrompia para uma “palavra dos nossos patrocinadores”. Eu simplesmente acordava, lembrava do sonho, fazia xixi ou bebia água e quando eu adormecia, o sonho simplesmente continuava do ponto em que tinha parado! Impressionante! Passei a noite inteira fazendo isso! Mais interrupções do que filme em horário nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando você sonha com pessoas que você conhece, lugares que você conhece e todos eles simplesmente não são como deveriam ser? Sua casa não se parece com a sua casa de verdade, nem está no endereço onde deveria estar. Seus amigos ou familiares pensam, falam e agem como seus amigos e familiares de verdade, com a diferença que eles não se parecem em nada com suas lembranças do mundo real. Alguém me explica porque isso acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível é quando você sonha com alguém, principalmente alguém que você não vê há muito tempo e esse encontro é tão real, mas tão real, que quando você acorda, tem a nítida sensação de que aquilo realmente aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era criança, meus sonhos preferidos eram aqueles em que você está caindo. Sabe aqueles onde você tropeça e cai, ou se joga de uma montanha alta e, antes da queda, você acorda no susto e ainda dá um chutinho? Então, esses mesmos. Morria de medo de tê-los, mas por outro lado, adorava quando eles aconteciam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, me contento quando eu consigo lembrar dos sonhos. Não sei o que acontece, mas raramente eu lembro do que sonhei. Essa semana tive um sonho engraçado. Sonhei que estava numa festa, com praticamente todas as pessoas que conheço, inclusive pessoas que eu vi só uma vez na vida. Cada vez ia aparecendo mais gente. Estávamos numa fazenda eu acho, fazia muito frio, estava todo mundo encapotado, mas só eu estava de vestido, pulando de um lado para outro. Quando eu acordei, parecia tão real... Sei lá, Freud explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao objetivo desse devaneio sem propósito algum, é possível sentir cheiro em um sonho? Meus conhecimentos sobre a anatomia/fisiologia/psicologia humana são muito limitados e eu não faço a mais vaga noção se para isso existe uma resposta científica, ou uma resposta, qualquer que ela seja, mas um simples SIM ou NÃO já me faria muito feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque por mais que a minha memória seja excepcionalmente olfativa, não me lembro, uma única vez sequer, em que tive um sonho aromatizado. Tentarei prestar mais atenção daqui para frente. Enquanto isso, se alguém aí souber se isso é possível ou não, por favor, me responda, de repente eu posso tentar ter um desses também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115524242169248229?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115524242169248229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115524242169248229&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115524242169248229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115524242169248229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/e-sonho-tem-cheiro-uma-histria-de-ch.html' title='E sonho tem cheiro? – uma história de chá, de camomila'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115515470961147857</id><published>2006-08-09T17:17:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:06.463-02:00</updated><title type='text'>Vida com trilha sonora – uma história de chá, com melodia</title><content type='html'>A minha vida tem trilha sonora, a de vocês não tem? Eu acordo de manhã cedo e sempre tem uma música tocando na minha cabeça. As vezes não é a música mais agradável do mundo, muitas vezes é alguma música bem irritante, daquelas que grudam, que não param de tocar no rádio e que você ouviu uma única vez e ainda por cima por acaso, já decorou e ela faz parte das suas piores lembranças que vivem vindo à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tendo acordando e precisando desesperadamente me livrar da música irritante na minha cabeça, eu ligo o itunes. Sim, no computador. Porque é impossível falar de música, atualmente, sem que ela esteja no seu itunes, ipod, mp3 player, ou celular. Os cds são objetos obsoletos e que ocupam espaço demais. E eu que ainda vivi na época das fitas K7 e do vinil... Bom, eu ligo o itunes e escolho uma música. Essa escolha varia muito com o meu humor. Porque apesar de você acordar todo dia, invariavelmente, faça chuva ou faça sol, isso não significa que você acorde sempre se sentindo a mesma coisa. E para mim, isso ainda é mais importante, porque meu humor determina a trilha sonora do dia, que pode ir de total suicida com Portishead, até ultimate gay com George Michael. Bem, depois de selecionada a trilha sonora do banho + café da manhã, eu saio de casa. Não sem antes conectar o fone de ouvido ao meu celular e, desta vez, deixar a escolha da faixa nas mãos do deus do shuffle, (incrível como na maioria das vezes ele consegue adivinhar ou sentir o meu humor). Feito isso, eu finalmente saio de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho, repito o ritual, ligando automaticamente o itunes. Nunca satisfeita com a minha atual seleção de músicas, mesmo que isso signifique quase 40 gigas de memória dos mais diversos mp3s, eu saio pela internet buscando novas fontes, novas idéias, novos produtores, novos singles, novas faixas. Quando estou sem paciência, tempo, ou motivação para garimpar novos campos, mas mesmo assim não quero ouvir nada que esteja na minha library, recorro a uma quase infinita lista de rádios virtuais, que sempre me fornecem algo de útil e me acalmam até que a monotonia me obrigue a efetivamente procurar algo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, algum tempo depois, munida da devida motivação, saio acessando os sites usuais, que logo me levam a sites estranhos, que me levam a sites mais estranhos ainda até que, esgotada e satisfeita por ter aspirado a mais recente bagagem musical, eu volto a fazer o que estava fazendo, sem antes é claro, selecionar o novo playlist da vez que, provavelmente, no dia seguinte, já não vai me soar tão novo assim, obrigando-me a percorrer todo esse caminho mais uma vez. Não que isso não me agrade, muito pelo contrario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo finalizado a trilha sonora da manhã, da tarde e já pensando na da noite, eu volto às ruas com meu celular sob a desatenta escolha do meu fiel companheiro shuffle. À noite, você nunca sabe o que pode acontecer. Cinema, amigos, festas, ou simplesmente casa. Não importa. A trilha sonora passa, então, a ser interativa. No cinema, ela depende do bom gosto, inspiração e boa vontade do produtor musical e/ou compositor. No bar/balada/festa, ela depende do dj/coleção de cds/itunes/ipod dos organizadores. E durante o trajeto até qualquer um desses lugares, depende de você, dos seus amigos ou do motorista do táxi/ônibus/etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importando a fonte, ou qualquer que tenha sido a trilha sonora da noite, para mim é quase impossível chegar em casa e não ligar o computador, baixando o que quer que eu me lembre da seleção tocada onde quer que eu estivesse anteriormente. Sendo ela a trilha sonora de um filme alternativo, ou o novo set de um dj, eu sempre tenho algo novo anotado para fazer download. E lá vou eu, mais uma vez, ligar o computador, o itunes e recomeçar o ciclo, até que o novo dia amanheça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, para saber um pouco do que rola no meu itunes, entre: &lt;a href="http://www.last.fm/user/kelzitha/"&gt;http://www.last.fm/user/kelzitha/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115515470961147857?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115515470961147857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115515470961147857&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115515470961147857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115515470961147857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/vida-com-trilha-sonora-uma-histria-de.html' title='Vida com trilha sonora – uma história de chá, com melodia'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31714488.post-115512857294652023</id><published>2006-08-09T10:01:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:44:06.356-02:00</updated><title type='text'>A Thought of Darjeeling tea</title><content type='html'>What is self-pity if not a very stupid way of looking at yourself?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://www.behance.net/RaquelMachado" target="_behancePort"&gt;&lt;div style="text-align: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 58px; background-image: url('http://behance.vo.llnwd.net/service/badge/nbadge_w_4.gif');" onclick="window.open('http://www.behance.net/RaquelMachado', '_behancePort');"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31714488-115512857294652023?l=chaoucafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chaoucafe.blogspot.com/feeds/115512857294652023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31714488&amp;postID=115512857294652023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115512857294652023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31714488/posts/default/115512857294652023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chaoucafe.blogspot.com/2006/08/thought-of-darjeeling-tea.html' title='A Thought of Darjeeling tea'/><author><name>Kel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13653018368607918620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-GgeRncw-FX4/Tx72nqq2sBI/AAAAAAAAAGA/doKKh8Sb6_I/s220/sala.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
